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Questão de Biologia — Fitopatologia e Fitossanidade — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaFitopatologia e Fitossanidade
Código
ce406495
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Ana ( )
Julgue o item a seguir, que se refere a patologia e a controle microbiano de artrópodes.   A aplicação de fungos entomopatogênicos pode substituir completamente o uso de inseticidas químicos na agricultura.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Controle microbiano de artrópodes: fungos entomopatogênicos × inseticidas químicos

Gabarito: ERRADO (letra E). A afirmação está incorreta porque, embora os fungos entomopatogênicos sejam uma ferramenta valiosa de controle biológico, eles não podem substituir completamente os inseticidas químicos na agricultura — na prática, o manejo integrado de pragas combina diferentes táticas, e cada uma tem limitações que impedem a substituição total. A palavra-chave que derruba a assertiva é "completamente", pois a substituição integral não é viável nem recomendada.

Os fungos entomopatogênicos são microrganismos que infectam e matam insetos-praga, sendo utilizados como bioinseticidas. Eles fazem parte do controle biológico, uma estratégia que usa inimigos naturais (predadores, parasitoides e patógenos) para reduzir populações de pragas. Essa abordagem é ambientalmente mais amigável que o controle químico, pois é mais seletiva e menos poluente. No entanto, o controle biológico tem limitações importantes: a ação dos fungos é mais lenta que a dos químicos, depende de condições ambientais (umidade, temperatura) para germinar e infectar, e pode não ser eficaz em infestações severas ou em situações de surto rápido. Por isso, na prática agrícola, o recomendado é o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina controle biológico, químico, cultural, físico e genético, de forma racional e sustentável.

A história do controle de pragas mostra que os pesticidas químicos dominaram por décadas, mas seu uso indiscriminado gerou problemas como o ressurgimento da praga-alvo: quando um pesticida mata muitos inimigos naturais, a praga pode se recuperar rapidamente, pois os sobreviventes encontram menos predadores. Isso reforça a necessidade de integrar métodos, e não de substituir um pelo outro. A substituição completa por fungos entomopatogênicos não é viável porque: (1) a eficácia é dependente de condições ambientais; (2) o espectro de ação é limitado a certas espécies; (3) o custo e a logística de produção e aplicação podem ser maiores; (4) em casos de alta infestação, a ação química rápida é insubstituível. Portanto, a afirmação é categoricamente errada ao usar o termo "completamente".

A pegadinha da banca está no advérbio "completamente": o candidato pode achar que, por serem eficazes, os fungos poderiam substituir os químicos, mas a realidade do manejo integrado mostra que a substituição total não é recomendada. A banca explora a generalização indevida — uma técnica de controle não elimina a necessidade das demais.

1Fungos entomopatogênicos
Controle biológico
Ação lenta
Depende de umidade/temperatura
Espectro limitado
2Inseticidas químicos
Ação rápida
Eficaz em surtos severos
Uso indiscriminado → ressurgimento da praga
3Manejo Integrado de Pragas (MIP)
Combina métodos (biológico, químico, cultural, físico)
Substituição completa não é viável
Controle microbiano de artrópodes
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Controle microbiano de artrópodes: Fungos entomopatogênicos (Controle biológico, Ação lenta, Depende de umidade/temperatura, Espectro limitado); Inseticidas químicos (Ação rápida, Eficaz em surtos severos, Uso indiscriminado → ressurgimento da praga); Manejo Integrado de Pragas (MIP) (Combina métodos (biológico, químico, cultural, físico), Substituição completa não é viável)

Item — ❌ ERRADO

A assertiva afirma que a aplicação de fungos entomopatogênicos pode substituir completamente o uso de inseticidas químicos. Isso é falso por três razões principais:

  1. Limitações do controle biológico: fungos entomopatogênicos são eficazes, mas sua ação é lenta e dependente de fatores ambientais (umidade, temperatura), o que os torna inadequados para surtos rápidos.

  2. Manejo Integrado de Pragas (MIP): a prática recomendada é a combinação de métodos — biológico, químico, cultural, físico — e não a substituição de um pelo outro. O MIP busca reduzir o uso de químicos, mas não eliminá-los completamente.

  3. Risco de resistência e eficácia: o uso exclusivo de um único agente de controle pode selecionar pragas resistentes, e a eficácia dos fungos é limitada a determinadas espécies e estágios de vida do inseto.

Portanto, a palavra "completamente" torna a afirmação incorreta. O correto seria dizer que os fungos entomopatogênicos podem reduzir ou complementar o uso de inseticidas químicos, dentro de um programa de manejo integrado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca usa o termo "completamente" para induzir o candidato a concordar com a substituição total. Na prática, o controle biológico é uma ferramenta complementar, não substituta integral. Lembre-se: no MIP, a integração é a regra — nenhum método é absoluto.

PEGA ESSA DICA!

Em questões sobre controle de pragas, desconfie de palavras como "completamente", "totalmente", "sempre" ou "nunca". Elas geralmente sinalizam uma generalização indevida. O manejo integrado é a abordagem correta, e a banca adora cobrar essa distinção.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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