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Questão de Biologia — Biotecnologia Verde — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaBiotecnologia Verde
Código
ce406511
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Pesq ( )
Considerando o desenvolvimento e a aplicação de bioinsumos na agricultura, julgue o item a seguir.   Os efeitos de biofertilizantes, biopesticidas e bioestimulantes microbianos são únicos e específicos de cada gênero, às vezes de cada espécie. Com isso, é necessária a aplicação de inoculantes monomicrobianos separados para a promoção de cada efeito desejado, como fixação de nitrogênio, solubilização de fosfato e produção de fitormônios.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Bioinsumos e a especificidade microbiana

Gabarito: ERRADO (letra E). A afirmação está incorreta porque, embora os efeitos de biofertilizantes, biopesticidas e bioestimulantes microbianos possam ser específicos para determinados gêneros ou espécies, a conclusão de que é necessária a aplicação de inoculantes monomicrobianos separados para cada efeito desejado é falsa. Na prática, um único microrganismo pode promover múltiplos efeitos benéficos simultaneamente, como fixação de nitrogênio, solubilização de fosfato e produção de fitormônios, e também existem formulações com múltiplas estirpes (consórcios microbianos) que atuam de forma complementar.

A biotecnologia agrícola moderna explora a versatilidade metabólica dos microrganismos. Bactérias do gênero Azospirillum, por exemplo, são conhecidas por fixar nitrogênio atmosférico e também por produzir fitormônios como auxinas, que estimulam o crescimento radicular. Da mesma forma, fungos como Trichoderma atuam como biopesticidas (controle biológico de patógenos) e também podem solubilizar fosfatos e promover o crescimento vegetal. Essa multifuncionalidade é a base dos chamados inoculantes multiuso ou consórcios microbianos, que combinam diferentes estirpes para potencializar os efeitos desejados em uma única aplicação.

A especificidade mencionada no enunciado existe, mas não é absoluta. Cada microrganismo tem um espectro de ação que pode abranger mais de um mecanismo benéfico. A pesquisa em bioinsumos busca justamente identificar e selecionar estirpes com múltiplas capacidades, reduzindo a necessidade de aplicações separadas. Além disso, o desenvolvimento de formulações com consórcios microbianos permite que diferentes efeitos sejam alcançados com um único produto, otimizando o manejo agrícola e reduzindo custos.

A pegadinha da questão está em transformar uma característica real (a especificidade de alguns efeitos) em uma regra geral e absoluta (a necessidade de inoculantes monomicrobianos separados). A banca explora a confusão entre especificidade e exclusividade: o fato de um efeito ser específico de um microrganismo não significa que ele não possa exercer outros efeitos, nem que não possa ser combinado com outros em uma mesma formulação.

Guarde o critério decisivo: a multifuncionalidade microbiana e a possibilidade de consórcios. É exatamente essa capacidade de um único microrganismo ou de uma mistura deles promover múltiplos efeitos que torna a afirmação incorreta.

Bioinsumos na agricultura
  • 1Especificidade microbiana
    • Efeitos podem ser específicos por gênero/espécie
    • Mas não é exclusividade
  • 2Multifuncionalidade
    • Um microrganismo, múltiplos efeitos
    • Ex.: Azospirillum (fixa N + produz fitormônios)
    • Ex.: Trichoderma (biopesticida + solubiliza fosfato)
  • 3Consórcios microbianos
    • Formulações com múltiplas estirpes
    • Efeitos complementares em uma aplicação
  • 4Conclusão
    • Necessidade de inoculantes monomicrobianos separados
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Item — ❌ ERRADO

A afirmação está errada por dois motivos principais. Primeiro, porque um único microrganismo pode ter múltiplos efeitos benéficos. Por exemplo, bactérias do gênero Bacillus podem atuar como biopesticidas (produzindo toxinas contra insetos) e também como bioestimulantes (produzindo fitormônios). Segundo, porque existem formulações com consórcios microbianos, que combinam diferentes estirpes para promover vários efeitos em uma única aplicação. A necessidade de inoculantes monomicrobianos separados para cada efeito é uma visão ultrapassada e não reflete a prática atual da biotecnologia agrícola.

NÃO CAIA NESSA!

A banca transforma a especificidade de alguns efeitos em uma regra absoluta. O candidato pode cair ao pensar que, se um efeito é específico de um gênero, então cada efeito exige um inoculante separado. Mas a multifuncionalidade microbiana e os consórcios quebram essa lógica. Fique atento: especificidade não é exclusividade.

PEGA ESSA DICA!

Ao estudar bioinsumos, lembre-se de que a tendência é a busca por microrganismos multifuncionais e por formulações com consórcios. Questões sobre esse tema costumam explorar a diferença entre especificidade e exclusividade, e entre aplicação única e múltiplas aplicações.

Gabarito: ERRADO (letra E).

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