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Questão de Biologia — Aspectos Gerais da Proteômica — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaAspectos Gerais da Proteômica
Código
ce406525
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Pesq ( )
Determinado projeto de pesquisa prevê análises transcriptômica, metabolômica e proteômica de uma espécie de organismos unicelulares, bem como a caracterização metagenômica do ambiente de ocorrência natural dessa espécie. Durante o preparo para as análises, as células foram mantidas em duas condições diferentes, denominadas A e B. O estudo morfológico dos microrganismos mostrou que o tamanho celular médio é de 15 μm, com células nucleadas e elevada complexidade de organelas citoplasmáticas.   Considerando as informações precedentes, julgue o item a seguir.   Na situação apresentada, a análise por citometria de fluxo 1,2,3-dihidrorodamina pode ser consequente à presença de espécies reativas de oxigênio intracelulares.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Citometria de fluxo e espécies reativas de oxigênio

Gabarito: CERTO. A sonda 1,2,3-di-hidrorodamina (DHR 123) é um fluoróforo que, ao ser oxidado por espécies reativas de oxigênio (EROs) intracelulares, torna-se fluorescente e pode ser detectado por citometria de fluxo. Portanto, a análise por citometria de fluxo com essa sonda é consequente à presença de EROs, sendo o item correto.

A citometria de fluxo é uma técnica que permite analisar e quantificar características físicas e químicas de células ou partículas em suspensão, como tamanho, granulosidade e fluorescência. Para detectar EROs, utilizam-se sondas fluorescentes que reagem especificamente com essas moléculas. A 1,2,3-di-hidrorodamina (DHR 123) é uma dessas sondas: ela é um composto não fluorescente que, ao ser oxidado por EROs (como peróxido de hidrogênio, ânion superóxido e radical hidroxila), converte-se em rodamina 123, que emite fluorescência verde quando excitada. Essa fluorescência é então medida pelo citômetro de fluxo, permitindo inferir a presença e a quantidade de EROs nas células.

No contexto do enunciado, as células foram mantidas em duas condições diferentes (A e B), o que pode induzir diferentes níveis de estresse oxidativo e, consequentemente, diferentes concentrações de EROs. A análise por citometria de fluxo com DHR 123 seria, portanto, uma ferramenta adequada para avaliar se há produção de EROs nessas células, sendo consequente à presença dessas espécies. A técnica é amplamente utilizada em estudos de estresse oxidativo, viabilidade celular e resposta a agentes tóxicos.

É importante distinguir a citometria de fluxo de outras técnicas analíticas, como a espectrofotometria, que mede a absorbância de uma solução, ou a fluorimetria, que mede a fluorescência de uma amostra em massa. A citometria de fluxo, por sua vez, analisa célula a célula, permitindo avaliar a heterogeneidade da população e correlacionar a fluorescência com outras características celulares (tamanho, granulosidade). Essa capacidade de análise individualizada é o que torna a técnica especialmente útil para detectar EROs em subpopulações celulares.

A pegadinha desta questão está em associar corretamente a sonda DHR 123 à detecção de EROs. O candidato pode confundir a DHR 123 com outras sondas, como o DCFH-DA (diacetato de 2',7'-diclorofluoresceína), que também é usado para detectar EROs, ou com corantes de viabilidade celular, como o iodeto de propídio. No entanto, a DHR 123 é especificamente oxidada por EROs, e sua fluorescência é diretamente proporcional à quantidade dessas espécies. Portanto, a afirmação está correta.

Guarde a relação: sonda DHR 123 → oxidação por EROs → fluorescência → detecção por citometria de fluxo. É exatamente essa cadeia que o item explora.

  1. 1Sonda DHR 123 (não fluorescente)
  2. 2Oxidação por EROs
  3. 3Rodamina 123 (fluorescente)
  4. 4Detecção no citômetro
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Item — ✅ CERTO

A afirmação está correta. A sonda 1,2,3-di-hidrorodamina (DHR 123) é um indicador fluorescente de espécies reativas de oxigênio (EROs). Quando as células são incubadas com DHR 123, a sonda penetra na célula e, na presença de EROs, é oxidada a rodamina 123, que emite fluorescência verde. Essa fluorescência pode ser quantificada por citometria de fluxo, permitindo avaliar a produção de EROs intracelulares. Portanto, a análise por citometria de fluxo com DHR 123 é consequente à presença de EROs, como afirma o item.

Gabarito: CERTO

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