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Questão de Biologia — Engenharia Genética: Aspectos Gerais — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaEngenharia Genética: Aspectos Gerais
Código
ce406553
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Ana ( )

No que se refere aos métodos de manipulação do DNA por engenharia genética para a criação de organismos geneticamente modificados, julgue o item a seguir.

 

A transformação biobalística de plantas é uma técnica mais rápida e eficiente que a transformação mediada por Agrobacterium e permite a inserção de múltiplas cópias de material de genético com baixos custos.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Transformação biobalística × Agrobacterium em plantas

Gabarito: ERRADO (letra E). A afirmação está incorreta porque a transformação biobalística (gene gun) não é, em regra, mais rápida e eficiente que a mediada por Agrobacterium tumefaciens — na verdade, a biobalística tende a inserir múltiplas cópias do transgene em locais aleatórios do genoma, o que pode causar silenciamento gênico e instabilidade, enquanto a via biológica com Agrobacterium é mais precisa e eficiente na maioria das espécies vegetais, apesar de ser mais trabalhosa e dependente da capacidade de infecção da bactéria.

A engenharia genética de plantas utiliza diferentes métodos para introduzir DNA exógeno no genoma vegetal, e a escolha da técnica depende da espécie, da eficiência desejada e do custo. Os dois métodos mais clássicos são a transformação mediada por Agrobacterium tumefaciens e a biobalística (também chamada de gene gun ou bombardeamento de partículas).

A Agrobacterium é uma bactéria do solo que, naturalmente, transfere um segmento de seu DNA (o T-DNA, presente no plasmídeo Ti) para o genoma da planta hospedeira. Os cientistas exploram essa capacidade natural: substituem os genes causadores de tumor do T-DNA pelo gene de interesse e, assim, a bactéria "entrega" o transgene de forma relativamente precisa e estável. Essa é a técnica mais utilizada para a produção de plantas transgênicas, especialmente em dicotiledôneas, por ser eficiente e gerar inserções com menor número de cópias.

A biobalística, por sua vez, é um método físico: partículas microscópicas de ouro ou tungstênio são revestidas com o DNA de interesse e "disparadas" contra as células vegetais (em geral, calos ou explantes) por meio de um aparelho que usa pressão de gás. As partículas atravessam a parede celular e a membrana, carregando o DNA para o interior da célula. Essa técnica é útil para espécies que não são naturalmente infectadas pela Agrobacterium (como muitas monocotiledôneas, incluindo o milho e o arroz) e para transformação de cloroplastos. No entanto, a inserção é aleatória e frequentemente resulta em múltiplas cópias do transgene integradas em tandem, o que aumenta o risco de silenciamento gênico e de rearranjos, tornando a expressão do gene menos previsível e estável.

Portanto, a afirmação do enunciado contém dois erros conceituais: (1) a biobalística não é, em regra, mais rápida e eficiente que a Agrobacterium — a eficiência da biobalística é geralmente menor e a qualidade da inserção é pior; (2) a inserção de múltiplas cópias, longe de ser uma vantagem, é uma desvantagem, pois pode levar ao silenciamento do transgene. O custo também não é necessariamente baixo: o equipamento de biobalística é caro, embora o custo por transformação possa ser competitivo em alguns contextos.

A pegadinha da banca está em inverter a relação de eficiência e em apresentar a inserção de múltiplas cópias como algo positivo, quando na prática é um problema a ser evitado. O candidato que conhece a técnica sabe que a Agrobacterium é o padrão-ouro para a maioria das plantas, e que a biobalística é uma alternativa para casos específicos, com desvantagens conhecidas.

Transformação de plantas
  • 1Agrobacterium tumefaciens
    • Padrão-ouro na maioria das espécies
    • Inserção precisa e estável
    • Menor número de cópias
    • Mais trabalhosa
    • Depende da capacidade de infecção
  • 2Biobalística (gene gun)
    • Útil em monocotiledôneas e cloroplastos
    • Inserção aleatória
    • Múltiplas cópias em tandem
    • Risco de silenciamento gênico
    • Equipamento caro
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Item — ❌ ERRADO

A afirmação está errada por três motivos principais:

  1. Eficiência: a transformação mediada por Agrobacterium é, na maioria das espécies, mais eficiente e produz inserções mais estáveis e com menor número de cópias do que a biobalística. A biobalística é um método físico que causa danos celulares e resulta em integrações aleatórias e frequentemente complexas.

  1. Múltiplas cópias: a inserção de múltiplas cópias do transgene é uma desvantagem, não uma vantagem. Ela está associada ao silenciamento gênico (co-suppression) e à instabilidade da expressão, o que compromete a utilidade do organismo geneticamente modificado.

  1. Custo: embora o custo por transformação possa ser baixo em alguns casos, o equipamento de biobalística é caro, e a técnica exige otimização para cada espécie. A afirmação de que permite "baixos custos" é uma generalização incorreta.

A banca explora a confusão entre os dois métodos: o candidato que sabe que a biobalística é usada para espécies resistentes à Agrobacterium pode ser levado a acreditar que ela é superior, mas a superioridade é pontual, não geral. A regra de ouro é: a Agrobacterium é o método de escolha para a maioria das plantas; a biobalística é uma alternativa para casos específicos, com desvantagens conhecidas, como a inserção de múltiplas cópias e a menor estabilidade da expressão.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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