Questão de Biologia — Bioinformática — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce406572
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- EMBRAPA
- Ano
- 2025
- Cargo
- Ana ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO (letra E). A afirmação está incorreta porque os bancos de dados biológicos e as ferramentas de bioinformática são, sim, eficazes na geração de marcadores moleculares — eles são a base para identificar, comparar e desenvolver esses marcadores, como os microssatélites e os SNPs, amplamente usados em genética e melhoramento. A bioinformática não se limita a análise e comparação de genomas; ela é essencial para a descoberta e validação de marcadores moleculares.
A bioinformática é o campo que integra biologia, computação e estatística para armazenar, organizar e analisar dados biológicos, especialmente sequências de DNA e proteínas. Os bancos de dados biológicos, como GenBank, EMBL e DDBJ, são repositórios centrais dessas informações. A análise desses dados permite, por exemplo, identificar regiões polimórficas no genoma — como os microssatélites (sequências curtas repetidas em tandem) e os SNPs (polimorfismos de nucleotídeo único) — que são exatamente os marcadores moleculares utilizados em estudos de diversidade genética, mapeamento genético, melhoramento animal e vegetal, e até em genética forense.
A geração de marcadores moleculares depende diretamente de ferramentas bioinformáticas: é preciso alinhar sequências, comparar genomas de diferentes indivíduos ou espécies, e identificar variações. Por exemplo, ao sequenciar o genoma de uma população, a bioinformática permite detectar SNPs e desenhar primers para genotipagem. Sem essas ferramentas, seria inviável processar a enorme quantidade de dados gerados. Portanto, a afirmação de que a bioinformática "não tem eficácia na geração de marcadores moleculares" é totalmente contrária à prática científica.
A pegadinha da banca está em tentar limitar a bioinformática a funções de "análise e comparação" e "probabilidade e estatística", negando sua aplicação prática na geração de marcadores. Na verdade, a bioinformática é a ponte entre os dados brutos de sequenciamento e a aplicação desses dados em áreas como melhoramento genético, diagnóstico e biotecnologia. Os marcadores moleculares são um dos principais produtos dessa área.
A banca tenta fazer você acreditar que bioinformática é só "análise de dados" e "estatística", sem aplicação prática. Mas a geração de marcadores moleculares é uma das aplicações mais diretas da bioinformática: é ela que identifica os polimorfismos (SNPs, microssatélites) a partir de sequências. Não caia nessa separação artificial entre "análise" e "aplicação" — a análise é justamente o que permite gerar os marcadores.
A afirmação está errada porque os bancos de dados biológicos e as ferramentas de bioinformática são amplamente utilizados na geração de marcadores moleculares. Por exemplo, a identificação de SNPs e microssatélites a partir de sequências genômicas é feita por meio de softwares de bioinformática, e esses marcadores são essenciais para estudos de diversidade genética, mapeamento e melhoramento. A bioinformática não apenas analisa genomas, mas também permite a descoberta e o desenvolvimento de marcadores, sendo uma ferramenta indispensável nesse processo.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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