Questão de Biologia — Aspectos Gerais da Proteômica — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce406579
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- EMBRAPA
- Ano
- 2025
- Cargo
- Ana ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO (letra E). A afirmativa está incorreta porque os microarranjos (microchips de DNA) não realizam sequenciamento por síntese; eles são utilizados para análise de expressão gênica em larga escala, genotipagem e detecção de polimorfismos, baseando-se na hibridização de sequências marcadas a sondas imobilizadas em uma superfície sólida. O sequenciamento por síntese é uma técnica de sequenciamento de nova geração (NGS), como a pirossequenciação e a tecnologia Illumina, que determina a ordem dos nucleotídeos durante a síntese da fita complementar, e não é o princípio dos microarranjos.
Os microarranjos de DNA, também chamados de microchips ou DNA chips, são lâminas de vidro ou silício contendo milhares de sondas de DNA (oligonucleotídeos) dispostas em posições conhecidas. A amostra de DNA ou RNA (convertido em cDNA) é marcada com fluoróforos e hibridizada às sondas; a intensidade da fluorescência em cada ponto indica a quantidade de sequência complementar presente na amostra. Essa técnica permite medir simultaneamente a expressão de milhares de genes, identificar polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) e comparar genomas, mas não determina a sequência de nucleotídeos de um fragmento de DNA.
O sequenciamento por síntese, por sua vez, é uma abordagem de sequenciamento de nova geração (NGS) em que a incorporação de nucleotídeos é monitorada em tempo real, permitindo a leitura da sequência à medida que a fita complementar é sintetizada. Exemplos incluem a pirossequenciação (454), a tecnologia de terminação reversível (Illumina) e a tecnologia de semicondutores (Ion Torrent). Essas técnicas são usadas para sequenciar genomas completos, exomas e transcriptomas, mas não são a base dos microarranjos.
A confusão entre microarranjos e sequenciamento por síntese é comum, pois ambos são ferramentas de análise genômica em larga escala. No entanto, a diferença fundamental está no princípio: microarranjos usam hibridização (pareamento de bases entre a amostra e as sondas), enquanto o sequenciamento por síntese usa a atividade de polimerases para incorporar nucleotídeos e ler a sequência. Além disso, os microarranjos são limitados a sequências conhecidas (as sondas são desenhadas a partir de genomas de referência), enquanto o sequenciamento por síntese pode descobrir novas sequências.
A banca explora exatamente essa distinção: o candidato pode associar microarranjos a sequenciamento por serem técnicas de alta escala, mas a técnica de sequenciamento por síntese é específica de NGS. Portanto, a afirmativa está errada ao atribuir aos microarranjos uma função que não lhes pertence.
A afirmativa está incorreta porque os microarranjos não realizam sequenciamento por síntese. Eles são baseados em hibridização, não em síntese de DNA. O sequenciamento por síntese é uma técnica de NGS, como a Illumina, que monitora a incorporação de nucleotídeos durante a síntese da fita complementar. Os microarranjos são usados para análise de expressão gênica, genotipagem e detecção de polimorfismos, mas não para sequenciar DNA.
A banca troca a técnica de análise por hibridização (microarranjos) pela técnica de sequenciamento por síntese (NGS). O candidato pode confundir porque ambas são de alta escala, mas a diferença é o princípio: hibridização vs. síntese. Lembre-se: microarranjo = sondas + fluorescência; sequenciamento por síntese = polimerase + nucleotídeos marcados.
Para diferenciar, pergunte-se: a técnica usa sondas imobilizadas e hibridização? Então é microarranjo. A técnica usa polimerase e incorporação de nucleotídeos? Então é sequenciamento por síntese. Essa distinção é recorrente em provas de biologia molecular.
Gabarito: ERRADO (letra E).
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