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Questão de Biologia — Enzimas — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaEnzimas
Código
ce406604
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Pesq ( )
Bioprocessos dependem de uma compreensão profunda sobre cinética enzimática e condições operacionais para otimizar a conversão de substratos e a produção de compostos de interesse. A respeito desse assunto, julgue o item a seguir.   Em reatores de leito fixo contendo enzimas imobilizadas, a conversão do substrato pode ser limitada pela difusão interna dentro da matriz de imobilização, sendo necessário otimizar parâmetros como a granulometria do suporte e a vazão do meio reacional.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cinética enzimática em reatores de leito fixo com enzimas imobilizadas

Gabarito: CERTO. A afirmação está correta porque, em reatores de leito fixo com enzimas imobilizadas, a conversão do substrato pode ser limitada pela difusão interna dentro da matriz de imobilização, e a otimização de parâmetros como granulometria do suporte e vazão do meio reacional é essencial para minimizar essas limitações. Esse é um conceito fundamental da engenharia de bioprocessos, que combina cinética enzimática com fenômenos de transporte.

A imobilização de enzimas é uma técnica amplamente utilizada em bioprocessos para permitir a reutilização do biocatalisador, facilitar a separação do produto e aumentar a estabilidade enzimática. No entanto, ao imobilizar a enzima em um suporte sólido, criam-se barreiras físicas que dificultam o acesso do substrato ao sítio ativo. Essas barreiras são classificadas em dois tipos principais: a difusão externa, que ocorre na camada limite ao redor da partícula do suporte, e a difusão interna, que ocorre dentro dos poros da matriz de imobilização. A difusão interna é particularmente crítica em reatores de leito fixo, pois o substrato precisa percorrer os poros do suporte para alcançar as enzimas imobilizadas no interior. Se a difusão for lenta em relação à velocidade da reação enzimática, a concentração de substrato no interior da partícula será menor do que na superfície, reduzindo a velocidade efetiva da reação e, consequentemente, a conversão global do substrato.

A otimização da granulometria do suporte é uma estratégia direta para mitigar a limitação por difusão interna. Partículas menores possuem menor caminho de difusão, o que reduz o tempo necessário para o substrato alcançar o centro da partícula. No entanto, partículas muito pequenas podem aumentar a queda de pressão no leito fixo, exigindo um equilíbrio entre eficiência de difusão e viabilidade operacional. Já a vazão do meio reacional influencia principalmente a difusão externa: uma vazão maior aumenta a turbulência e reduz a espessura da camada limite, melhorando a transferência de massa do substrato da fase líquida para a superfície da partícula. Contudo, a vazão também afeta o tempo de residência do substrato no reator, sendo necessário otimizá-la para garantir contato suficiente entre o substrato e as enzimas imobilizadas.

Um exemplo prático: em um reator de leito fixo usado para hidrólise de lactose por β-galactosidase imobilizada em esferas de alginato, se as esferas forem muito grandes, a lactose pode não difundir completamente até o centro, deixando parte da enzima subutilizada. Reduzir o diâmetro das esferas ou aumentar a vazão do leite desnatado pode melhorar a conversão, mas aumentar demais a vazão pode reduzir o tempo de contato e diminuir a eficiência. A compreensão desses fenômenos é essencial para o dimensionamento e a operação de bioprocessos industriais.

A pegadinha desta questão está em associar a limitação por difusão interna apenas a reatores com enzimas livres, quando na verdade ela é uma característica intrínseca dos sistemas com enzimas imobilizadas. O candidato que não domina o conceito de limitações difusionais pode considerar a afirmação incorreta por acreditar que a imobilização elimina todas as barreiras de transferência de massa. Na prática, a imobilização introduz novas limitações que precisam ser gerenciadas por meio de parâmetros operacionais como granulometria e vazão.

Guarde o critério decisivo: a difusão interna é limitada pelo tamanho da partícula (granulometria) e a difusão externa é influenciada pela vazão. É exatamente essa distinção que a afirmação explora ao mencionar ambos os parâmetros como alvos de otimização.

  1. 1Difusão externa (camada limite)
  2. 2Difusão interna (poros do suporte)
  3. 3Substrato atinge o sítio ativo
  4. 4Reação enzimática
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Alternativa C — ✅ CERTOGABARITO

A afirmação está correta. Em reatores de leito fixo com enzimas imobilizadas, a conversão do substrato pode ser limitada pela difusão interna dentro da matriz de imobilização. Isso ocorre porque o substrato precisa difundir pelos poros do suporte para alcançar as enzimas, e se essa difusão for lenta, a concentração de substrato no interior da partícula será menor, reduzindo a velocidade da reação. A otimização da granulometria do suporte (partículas menores reduzem o caminho de difusão) e da vazão do meio reacional (que influencia a transferência de massa externa e o tempo de residência) é, portanto, necessária para maximizar a conversão. O enunciado descreve com precisão um fenômeno real e as estratégias de otimização correspondentes.

Alternativa E — ❌ ERRADO

A afirmação não é incorreta. Ela descreve corretamente um fenômeno real em reatores de leito fixo com enzimas imobilizadas. A limitação por difusão interna é um desafio conhecido na enzima imobilizada, e a otimização de granulometria e vazão são estratégias válidas para mitigá-la. Portanto, a alternativa E, que nega a afirmação, está errada.

Gabarito: CERTO

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