Questão de Biologia — Enzimas — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce406605
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- EMBRAPA
- Ano
- 2025
- Cargo
- Pesq ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque, na inibição competitiva, o inibidor compete com o substrato pelo sítio ativo da enzima; portanto, a forma de minimizar o efeito inibitório é aumentar a concentração do substrato, e não diminuí-la. O erro está exatamente na inversão da relação entre a concentração de substrato e a eficácia da inibição competitiva.
A inibição enzimática é um fenômeno central na regulação do metabolismo e na cinética enzimática. Quando falamos em inibição competitiva, o inibidor possui uma estrutura química semelhante à do substrato e, por isso, consegue se ligar ao sítio ativo da enzima, ocupando o lugar que seria do substrato. Essa ligação é reversível, ou seja, o inibidor pode se desligar da enzima, e a enzima volta a ficar disponível para o substrato. A consequência direta é que a velocidade da reação diminui, pois há uma disputa entre o inibidor e o substrato pelo mesmo sítio.
A chave para entender a questão está na dinâmica dessa competição. Se aumentarmos a concentração do substrato, a probabilidade de ele encontrar e se ligar ao sítio ativo da enzima aumenta, superando a presença do inibidor. Em outras palavras, o substrato "compete melhor" e a inibição é superada. Por outro lado, se diminuirmos a concentração do substrato, o inibidor terá mais facilidade para ocupar o sítio ativo, intensificando o efeito inibitório. Por isso, a estratégia para minimizar a inibição competitiva é aumentar a concentração do substrato, e não diminuí-la.
Um exemplo clássico é a inibição da enzima succinato desidrogenase pelo malonato. O malonato é um inibidor competitivo que se liga ao sítio ativo da enzima, impedindo a conversão do succinato em fumarato. Se aumentarmos a concentração de succinato no meio, a inibição pelo malonato diminui, pois o substrato consegue competir com mais eficiência pelo sítio ativo. Esse exemplo ilustra perfeitamente o princípio: a inibição competitiva é revertida pelo aumento da concentração do substrato.
É importante distinguir a inibição competitiva da inibição não competitiva. Na inibição não competitiva, o inibidor se liga a um sítio diferente do sítio ativo (sítio alostérico), alterando a conformação da enzima e reduzindo sua atividade. Nesse caso, aumentar a concentração do substrato não reverte a inibição, pois o inibidor não compete pelo mesmo sítio. Essa distinção é fundamental e frequentemente cobrada em provas.
A pegadinha da questão está em inverter a relação correta: a banca afirma que, para minimizar a inibição competitiva, deve-se diminuir a concentração do substrato, quando o correto é aumentá-la. O candidato que não domina o conceito de competição pelo sítio ativo pode cair nessa armadilha.
A banca inverte a relação entre a concentração de substrato e a inibição competitiva. O candidato pode pensar que, com menos substrato, há menos "trabalho" para a enzima, mas na verdade é o oposto: com menos substrato, o inibidor tem mais facilidade para ocupar o sítio ativo. A regra é clara: para superar a inibição competitiva, aumente a concentração do substrato.
A afirmação está incorreta porque propõe diminuir a concentração do substrato para minimizar os efeitos da inibição competitiva. O correto é aumentar a concentração do substrato, pois isso aumenta a probabilidade de o substrato se ligar ao sítio ativo, competindo com o inibidor e superando a inibição. Diminuir a concentração do substrato teria o efeito oposto, intensificando a inibição.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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