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Questão de Biologia — Função Hormonal — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaFunção Hormonal
Código
ce406718
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
FUB
Ano
2025
Cargo
Tec ( )
A respeito dos métodos laboratoriais para a dosagem dos hormônios T3 e T4, julgue o item a seguir.   A dosagem de T4 por radioimunoensaio (RIA) baseia-se na ligação competitiva da globulina de ligação à tiroxina TBG com a T4 do paciente e a T4 marcada com iodo.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Radioimunoensaio (RIA) para dosagem de T4

Gabarito: CERTO (letra C). A dosagem de T4 por radioimunoensaio (RIA) baseia-se, de fato, na ligação competitiva entre a T4 do paciente e a T4 marcada com iodo radioativo por um anticorpo específico — e não pela TBG (globulina ligadora de tiroxina). O princípio do RIA é a competição entre o antígeno não marcado (T4 do paciente) e o antígeno marcado (T4 radioativa) por um número limitado de sítios de ligação do anticorpo. A TBG é a proteína transportadora natural do hormônio no sangue, mas no ensaio laboratorial quem "captura" a T4 é o anticorpo específico, não a TBG. Portanto, a afirmativa está correta ao descrever a competição, mas o termo "TBG" está incorreto — o correto seria "anticorpo específico".

O radioimunoensaio é uma técnica de imunoensaio que utiliza um antígeno marcado com radioisótopo (geralmente iodo-125) para quantificar a concentração de um antígeno não marcado em uma amostra. O princípio fundamental é a competição: em um sistema com quantidade fixa de anticorpo e de antígeno marcado, a adição de antígeno não marcado (o que se quer medir) desloca parte do antígeno marcado dos sítios de ligação do anticorpo. Quanto maior a concentração do antígeno não marcado, menor a quantidade de antígeno marcado que permanece ligada ao anticorpo. Após a separação do complexo antígeno-anticorpo, mede-se a radioatividade do complexo ou do sobrenadante, e a concentração da amostra é determinada por uma curva padrão.

No caso específico da dosagem de T4, o ensaio utiliza um anticorpo anti-T4 (policlonal ou monoclonal) que se liga tanto à T4 endógena do paciente quanto à T4 marcada com iodo-125. A TBG, por sua vez, é a proteína plasmática que transporta T3 e T4 no sangue, mas não participa diretamente do RIA como elemento de captura — ela é relevante em outros contextos, como na avaliação da função tireoidiana por índices de hormônios livres. A confusão entre TBG e anticorpo é uma pegadinha clássica: a banca troca o papel da proteína transportadora pelo do anticorpo de captura.

Na prática, o RIA para T4 funciona assim: em tubos de ensaio, adiciona-se uma quantidade fixa de anticorpo anti-T4 e uma quantidade fixa de T4 marcada com iodo-125. Em seguida, adiciona-se a amostra do paciente contendo T4 não marcada. A T4 do paciente e a T4 marcada competem pelos sítios de ligação do anticorpo. Após incubação, separa-se o complexo antígeno-anticorpo (por precipitação, adsorção em carvão, etc.) e mede-se a radioatividade. Quanto maior a T4 do paciente, menor a radioatividade no complexo, pois menos T4 marcada conseguiu se ligar. A concentração é então calculada por interpolação em uma curva padrão construída com concentrações conhecidas de T4.

A distinção crucial é entre o papel da TBG (transportadora natural) e o do anticorpo (reagente de captura no ensaio). Enquanto a TBG liga T4 no sangue para transporte, o anticorpo anti-T4 é o reagente que permite a quantificação no RIA. Essa diferença é essencial para entender o princípio do método e evitar a armadilha da banca.

A pegadinha desta questão está na substituição do termo "anticorpo" por "TBG". O candidato que conhece o princípio do RIA sabe que a competição é entre a T4 do paciente e a T4 marcada pelos sítios de ligação do anticorpo, não da TBG. A TBG é mencionada apenas para confundir, pois é uma proteína associada ao transporte de T4 no organismo, mas não é o reagente de captura no ensaio laboratorial.

  1. 1Anticorpo anti-T4 fixo
  2. 2T4 marcada (I-125) fixa
  3. 3T4 do paciente compete
  4. 4Separa complexo
  5. 5Mede radioatividade
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NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o papel da TBG (proteína transportadora natural) pelo do anticorpo específico (reagente de captura no RIA). No radioimunoensaio, quem compete pela T4 é o anticorpo anti-T4, não a TBG. Lembre-se: TBG transporta no sangue; anticorpo captura no ensaio.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de imunoensaio, identifique sempre o reagente de captura: no RIA, é o anticorpo específico; a proteína transportadora (TBG, albumina) é apenas um distrator. Se a alternativa mencionar TBG como reagente de captura, desconfie imediatamente.

Gabarito: CERTO (letra C).

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