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Questão de Biologia — Genética Forense e Bancos de Perfis Genéticos — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaGenética Forense e Bancos de Perfis Genéticos
Código
ce406728
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PF
Ano
2025
Cargo
PCF
Julgue o item a seguir, relativo a tecnologias emergentes em genética forense. A fenotipagem forense por DNA é uma técnica que prevê características externas perceptíveis, como a aparência, a ancestralidade biogeográfica, a idade e o tipo de tecido corporal, com o objetivo de, na ausência de uma amostra de referência que possa ser comparada, oferecer pistas investigativas para auxiliar na identificação de características do indivíduo desconhecido que possui o DNA em análise.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fenotipagem forense por DNA

Gabarito: CERTO. A afirmação está correta: a fenotipagem forense por DNA (também chamada de DNA phenotyping ou FDP — Forensic DNA Phenotyping) é uma técnica que analisa marcadores genéticos associados a características externas visíveis, como cor de olhos, cabelo e pele, ancestralidade biogeográfica e idade, com o objetivo de gerar pistas investigativas quando não há amostra de referência para comparação direta. O erro que a banca poderia explorar — e que não ocorre aqui — seria confundir essa técnica com a identificação individual por STRs, que exige comparação com perfil de referência.

A genética forense tradicional trabalha com a identificação individual: extrai-se o perfil genético de um vestígio (sangue, saliva, sêmen) e compara-se com o perfil de um suspeito ou com bancos de dados, como a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) e o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Essa abordagem depende de uma amostra de referência para o confronto. A fenotipagem, por outro lado, atua justamente na ausência dessa referência: em vez de perguntar "quem é esse indivíduo?", pergunta "como esse indivíduo se parece?". Ela não identifica a pessoa, mas descreve características físicas prováveis, auxiliando a investigação a direcionar buscas e reduzir o universo de suspeitos.

As características previstas pela fenotipagem incluem: (1) aparência física — cor dos olhos, cabelo e pele, com base em SNPs (polimorfismos de nucleotídeo único) em genes como HERC2, OCA2, MC1R e SLC24A5; (2) ancestralidade biogeográfica — estimativa da origem geográfica dos ancestrais do indivíduo, útil para direcionar a investigação; (3) idade — estimada por meio de marcadores epigenéticos, como a metilação do DNA em ilhas CpG, que muda ao longo da vida; e (4) tipo de tecido corporal — identificação da origem biológica da amostra (sangue, saliva, sêmen, etc.), o que ajuda a contextualizar o vestígio. Essas informações são combinadas com algoritmos estatísticos para gerar um "retrato" probabilístico do doador do DNA.

A distinção crucial que a banca explora nesse tema é entre identificação individual (comparativa) e fenotipagem (preditiva). Na primeira, o DNA é usado como uma "impressão digital genética" — marcadores STRs altamente polimórficos que, combinados, tornam a probabilidade de dois indivíduos compartilharem o mesmo perfil ínfima. Na segunda, o DNA é usado como fonte de informação sobre características fenotípicas, sem comparação com outro perfil. A fenotipagem é uma ferramenta de inteligência investigativa, não de prova de identidade: ela gera hipóteses, não certezas. Por isso, é especialmente útil em casos de corpos não identificados, desaparecidos ou vestígios sem suspeito conhecido.

A pegadinha que a banca poderia montar — e que não está presente no item — seria afirmar que a fenotipagem substitui a identificação por STRs ou que ela fornece uma identificação individual conclusiva. A técnica é complementar: enquanto os STRs identificam com precisão, a fenotipagem descreve características para orientar a investigação quando não há referência. O item, ao afirmar que a técnica "oferece pistas investigativas para auxiliar na identificação de características do indivíduo desconhecido", está perfeitamente alinhado com a definição técnica e com o uso prático descrito na literatura forense.

1O que faz
Prevê características externas
Sem amostra de referência
Gera pistas investigativas
2Características previstas
Aparência física (SNPs)
Ancestralidade biogeográfica
Idade (metilação do DNA)
Tipo de tecido corporal
3Natureza
Ferramenta de inteligência
Não identifica o indivíduo
Não substitui STRs
Fenotipagem forense (FDP)
LEVELsoulevel.com.br
Fenotipagem forense (FDP): O que faz (Prevê características externas, Sem amostra de referência, Gera pistas investigativas); Características previstas (Aparência física (SNPs), Ancestralidade biogeográfica, Idade (metilação do DNA), Tipo de tecido corporal); Natureza (Ferramenta de inteligência, Não identifica o indivíduo, Não substitui STRs)
NÃO CAIA NESSA!

A banca poderia trocar o papel da fenotipagem pelo da identificação por STRs. A fenotipagem não identifica o indivíduo — ela descreve características físicas prováveis para gerar pistas. Se o item dissesse que a técnica "identifica o indivíduo" ou "substitui a comparação de perfis", estaria errado. Aqui, o texto fala em "pistas investigativas" e "auxiliar na identificação de características", o que está correto. Fique atento: a palavra-chave é pistas — a fenotipagem é ferramenta de inteligência, não de prova.

CERTO.

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