Questão de Biologia — Reações Catabólicas — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce406732
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PF
- Ano
- 2025
- Cargo
- P
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO (letra E). A fosfofrutoquinase-1 (PFK-1) é, de fato, uma enzima regulatória chave da glicólise e sofre regulação alostérica, mas a relação descrita está invertida: ela é inibida por ATP (e por citrato) e ativada por AMP (e por ADP). O ATP, sendo o produto final da via, atua como sinal de alta energia e desacelera a glicólise; o AMP, indicador de baixa energia, acelera a via. Essa é uma pegadinha clássica de inversão de efeito.
A glicólise é a via metabólica que degrada glicose em duas moléculas de piruvato, com saldo de 2 ATP e 2 NADH por molécula de glicose, ocorrendo no citosol. A PFK-1 catalisa a terceira reação da via, a conversão de frutose-6-fosfato em frutose-1,6-bisfosfato, e é considerada o principal ponto de controle da glicólise. Sua regulação alostérica reflete o estado energético da célula: quando os níveis de ATP estão altos, a enzima é inibida, pois a célula já possui energia suficiente; quando os níveis de AMP (ou ADP) aumentam, a enzima é ativada, sinalizando a necessidade de produzir mais ATP. Essa lógica é análoga à regulação de outras vias metabólicas, como a inibição por feedback negativo.
A confusão entre ativação e inibição por ATP/AMP é um erro comum, pois muitos estudantes memorizam que o ATP é um "combustível" e assumem que ele sempre ativa processos. No entanto, em vias catabólicas, o ATP atua como inibidor alostérico, prevenindo a degradação desnecessária de glicose quando a energia já é abundante. O AMP, por sua vez, é um sinal de déficit energético e estimula a via. Essa relação é fundamental para a homeostase energética celular.
Além do ATP e do AMP, a PFK-1 também é inibida por citrato, um intermediário do ciclo de Krebs, que sinaliza que a célula já possui substratos suficientes para a produção de energia. Essa regulação integrada garante que a glicólise seja modulada de acordo com as necessidades metabólicas globais da célula.
Na prova, a banca explora exatamente essa inversão: o candidato que decora "ATP ativa" sem entender o contexto cai na armadilha. A dica é sempre verificar se a enzima está em uma via catabólica (degradação) ou anabólica (síntese). Em vias catabólicas, o ATP geralmente inibe; em vias anabólicas, o ATP geralmente ativa. Essa lógica evita erros em questões sobre regulação metabólica.
A afirmativa diz que a PFK-1 é "ativada por ATP e inibida por AMP", o que está invertido. O correto é: inibida por ATP e ativada por AMP. O ATP, produto final da glicólise, inibe a PFK-1 por alosteria, desacelerando a via quando a energia está abundante. O AMP, por sua vez, ativa a enzima, acelerando a glicólise para repor os níveis de ATP. Portanto, a relação descrita no item é falsa.
A banca inverteu o efeito dos nucleotídeos adenilados sobre a PFK-1. O candidato que memoriza "ATP ativa" sem entender o contexto cai na armadilha. Lembre-se: em vias catabólicas, o ATP é inibidor; o AMP é ativador. Essa inversão é um padrão recorrente em questões de bioquímica.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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