Questão de Biologia — Reações Catabólicas — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce406733
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PF
- Ano
- 2025
- Cargo
- P
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: CERTO. A via das pentoses fosfato é, de fato, uma rota alternativa à glicólise para a oxidação da glicose-6-fosfato, e suas duas funções principais são a produção de NADPH e de ribose-5-fosfato. A afirmação está correta e reflete o papel anabólico dessa via, que fornece poder redutor para biossínteses e precursores para a síntese de nucleotídeos e ácidos nucleicos.
A via das pentoses fosfato (também chamada de via do fosfogliconato ou shunt das pentoses) é uma rota metabólica citosólica que compete com a glicólise pela glicose-6-fosfato. Enquanto a glicólise visa à produção de ATP e piruvato, a via das pentoses tem um propósito predominantemente anabólico: gerar NADPH (nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato, na forma reduzida) e ribose-5-fosfato. O NADPH é o principal agente redutor nas biossínteses redutoras, como a síntese de ácidos graxos e de colesterol, e também atua na proteção contra o estresse oxidativo, regenerando a glutationa reduzida. A ribose-5-fosfato, por sua vez, é o açúcar de cinco carbonos que serve de matéria-prima para a síntese de nucleotídeos, que formam o RNA e o DNA.
A via é dividida em duas fases principais: a fase oxidativa, que produz NADPH e ribulose-5-fosfato, e a fase não oxidativa, que rearranja açúcares para formar ribose-5-fosfato ou intermediários da glicólise, dependendo das necessidades celulares. Na fase oxidativa, a glicose-6-fosfato é descarboxilada, gerando duas moléculas de NADPH e uma de ribulose-5-fosfato. Na fase não oxidativa, a ribulose-5-fosfato pode ser convertida em ribose-5-fosfato ou, por uma série de reações de transaldolase e transcetolase, em frutose-6-fosfato e gliceraldeído-3-fosfato, que podem retornar à glicólise. Essa flexibilidade permite que a célula ajuste a produção de NADPH e ribose-5-fosfato conforme a demanda.
Um exemplo prático da importância dessa via é observado nas células do tecido adiposo e do fígado, que realizam intensa síntese de ácidos graxos e, portanto, necessitam de grandes quantidades de NADPH. Já em células em rápida divisão, como células tumorais e células da medula óssea, a demanda por ribose-5-fosfato para a síntese de DNA é alta, e a via pode operar de forma a maximizar a produção desse açúcar. A distinção crucial entre a via das pentoses e a glicólise é o produto final: enquanto a glicólise gera ATP e piruvato, a via das pentoses gera NADPH e ribose-5-fosfato, sem produzir ATP diretamente.
A pegadinha que a banca poderia explorar é a confusão entre NADPH e NADH. O NADH é produzido na glicólise e no ciclo de Krebs e é utilizado na cadeia respiratória para gerar ATP. O NADPH, por outro lado, é o produto da via das pentoses e é utilizado em biossínteses redutoras, não na produção de ATP. A questão, no entanto, afirma corretamente que a via das pentoses produz NADPH, o que a torna correta. Outra possível confusão seria associar a via das pentoses à produção de ATP, o que não ocorre. A via é uma rota alternativa à glicólise, mas não para a produção de energia, e sim para a produção de precursores biossintéticos.
Guarde a fronteira entre as duas rotas: glicólise produz ATP e piruvato; via das pentoses produz NADPH e ribose-5-fosfato. É exatamente essa distinção que a questão explora, e a afirmação está alinhada com o conhecimento bioquímico consolidado.
A afirmação está correta. A via das pentoses fosfato é uma rota alternativa à glicólise para o metabolismo da glicose-6-fosfato, e suas funções principais são a produção de NADPH e de ribose-5-fosfato. O NADPH é essencial para as biossínteses redutoras e para a defesa antioxidante, enquanto a ribose-5-fosfato é precursora dos nucleotídeos. A via não produz ATP diretamente, o que a distingue da glicólise, mas isso não torna a afirmação incorreta, pois a questão não menciona produção de ATP.
Gabarito: CERTO
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