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Questão de Biologia — Geral — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaGeral
Código
ce406814
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UnB
Ano
2025
Cargo
Vest ( )

A radioatividade, fenômeno de desintegração espontânea de núcleos atômicos instáveis, tem implicações que se estendem muito além da química nuclear, influenciando diversas áreas da ciência e da tecnologia.


A energia liberada durante esse processo, particularmente a fissão nuclear, tornou-se uma fonte crucial para a produção e o fornecimento de energia elétrica em usinas nucleares. Nos reatores dessas usinas, o calor gerado pela fissão do urânio ou do plutônio é utilizado para aquecer água, produzindo-se vapor, que, por sua vez, aciona turbinas conectadas a geradores elétricos.


No campo da saúde, a aplicação da radioatividade é observada, por exemplo, na tomografia por emissão de pósitrons, exame conhecido como PET scan, utilizado para o diagnóstico de alguns tipos de câncer, como o de pulmão e o colorretal, e linfomas.


Outra aplicação é a esterilização por radiação gama, que utiliza raios gama emitidos pelo cobalto-60 para destruir microrganismos, como bactérias, fungos, vírus e esporos, quebrando seu DNA e impedindo sua reprodução. É um método seguro e eficaz, especialmente para produtos médicos de uso único, alimentos, cosméticos e farmacêuticos, devido a sua capacidade de penetração profunda, sem geração de resíduos. O processo é realizado em câmaras de concreto, onde os produtos em embalagens são expostos à radiação em uma dose controlada, sem que o produto final se torne radioativo.

A respeito da radioatividade e de suas aplicações, julgue o item seguinte.   As descobertas sobre radiação abriram caminho para novas tecnologias, como a nanotecnologia aplicada à radioterapia, com o desenvolvimento de nanomateriais utilizados em diagnósticos médicos e em tratamentos contra o câncer. Nesse contexto, o uso de nanomateriais
  1. Aaumenta a toxicidade geral dos tratamentos, já que os nanomateriais não permitem seletividade na interação com células tumorais.
  2. Bpossibilita maior direcionamento das radiações, reduzindo danos às células sadias.
  3. Csubstitui completamente o uso de radioisótopos, eliminando a necessidade de radiação externa.
  4. Dé ainda ineficaz na detecção precoce de tumores, sendo aplicável apenas em estágios avançados da doença.
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GabaritoB — possibilita maior direcionamento das radiações, reduzindo danos às células sadias.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Nanotecnologia aplicada à radioterapia

Gabarito: letra B. O uso de nanomateriais na radioterapia possibilita maior direcionamento das radiações, reduzindo danos às células sadias, pois permite a entrega seletiva de agentes terapêuticos ou radiofármacos diretamente no tecido tumoral. As demais alternativas distorcem essa aplicação: a nanotecnologia não aumenta a toxicidade geral, não substitui completamente os radioisótopos e já é eficaz na detecção precoce de tumores.

A nanotecnologia é a manipulação da matéria em escala nanométrica (1 a 100 nanômetros), criando materiais com propriedades físicas, químicas e biológicas diferentes das versões macroscópicas. Na área médica, esses nanomateriais podem ser projetados para interagir seletivamente com células tumorais, seja carregando fármacos, seja potencializando a ação de radiações ionizantes. Essa seletividade é o princípio que torna a nanotecnologia uma ferramenta promissora na radioterapia: ao concentrar o efeito terapêutico no tumor, protege-se o tecido sadio adjacente, reduzindo efeitos colaterais.

A radioterapia tradicional já busca esse direcionamento por meio de técnicas como a radioterapia conformacional ou a de intensidade modulada, mas a nanotecnologia adiciona uma camada de precisão biológica. Nanopartículas podem ser funcionalizadas com anticorpos ou ligantes que reconhecem receptores específicos de células cancerígenas, permitindo que a radiação ou o agente terapêutico atue preferencialmente onde há tumor. Além disso, algumas nanopartículas metálicas (como as de ouro) aumentam a absorção local da radiação, amplificando o dano ao tumor sem aumentar a dose aplicada ao corpo inteiro.

Na prática, imagine uma nanopartícula de ouro revestida com um anticorpo que se liga a uma proteína superexpressa em células de câncer de mama. Ao ser injetada, ela se acumula no tumor. Quando o paciente é submetido à radioterapia, a nanopartícula concentra a energia da radiação na região tumoral, intensificando a morte das células cancerosas e poupando as células normais ao redor. Esse é exatamente o conceito de "maior direcionamento" citado na alternativa correta.

A distinção crucial aqui é entre seletividade e toxicidade geral. A nanotecnologia busca justamente aumentar a seletividade, o que reduz a toxicidade sistêmica, e não o contrário. Também é importante diferenciar o papel dos nanomateriais do papel dos radioisótopos: eles são complementares, não substitutos. A nanotecnologia pode melhorar a entrega de radioisótopos ou potencializar a radiação externa, mas não elimina a necessidade de fontes radioativas.

A pegadinha que a banca explora é inverter o efeito da nanotecnologia: em vez de aumentar a toxicidade, ela a reduz por direcionamento; em vez de substituir a radiação, ela a potencializa; em vez de ser ineficaz na detecção precoce, ela é uma das fronteiras do diagnóstico precoce. Guarde esse contraste: nanotecnologia = precisão e seletividade, não o oposto.

1Princípio central
Seletividade com células tumorais
Precisão e direcionamento
2Aplicações
Entrega de fármacos/radiofármacos
Potencialização da radiação
Diagnóstico precoce
3Relação com radioisótopos
Complementar (não substitui)
4Efeito sobre toxicidade
Reduz danos às células sadias
Nanotecnologia na radioterapia
LEVELsoulevel.com.br
Nanotecnologia na radioterapia: Princípio central (Seletividade com células tumorais, Precisão e direcionamento); Aplicações (Entrega de fármacos/radiofármacos, Potencialização da radiação, Diagnóstico precoce); Relação com radioisótopos (Complementar (não substitui)); Efeito sobre toxicidade (Reduz danos às células sadias)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os nanomateriais aumentam a toxicidade geral dos tratamentos por não permitirem seletividade. É exatamente o contrário: a principal vantagem da nanotecnologia é a seletividade na interação com células tumorais, o que reduz a toxicidade sobre células sadias. A alternativa inverte o benefício central da técnica.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A nanotecnologia permite maior direcionamento das radiações, pois nanopartículas podem ser funcionalizadas para reconhecer e se acumular especificamente em tecidos tumorais, concentrando o efeito da radiação e reduzindo danos às células sadias. Esse é o princípio da terapia alvo, uma das aplicações mais promissoras da nanotecnologia na radioterapia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a nanotecnologia substitui completamente o uso de radioisótopos, eliminando a necessidade de radiação externa. Isso é falso: os nanomateriais são complementares às fontes radioativas, podendo melhorar sua entrega ou potencializar seu efeito, mas não os substituem. A radiação externa e os radioisótopos continuam sendo as fontes primárias de energia terapêutica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a nanotecnologia é ineficaz na detecção precoce de tumores, sendo aplicável apenas em estágios avançados. É o oposto: nanopartículas são amplamente estudadas e já utilizadas em diagnóstico precoce, como agentes de contraste em imagem molecular, permitindo identificar tumores em fases iniciais com alta sensibilidade.

Gabarito: letra B

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