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Questão de Criminalística — Infortunística Médico-Legal — CESPE / CEBRASPE 2025

CriminalísticaInfortunística Médico-Legal
Código
ce407332
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PF
Ano
2025
Cargo
PCF
Julgue o item a seguir, referente à perícia oficial em saúde do servidor público federal.   Considere que uma servidora pública federal da área administrativa apresente, aos pequenos esforços, fadiga, palpitação e dispneia, apesar de assintomática em repouso. Considere, ainda, que, ao exame de ecocardiograma, ela apresente fração de ejeção de 38%, devido a hipocontratilidade, e dilatação ventricular. Nessa situação, a referida servidora deverá ser considerada portadora de cardiopatia grave especificada em lei.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Perícia oficial em saúde do servidor público federal: cardiopatia grave

Gabarito: letra C (CERTO). A servidora deve ser considerada portadora de cardiopatia grave especificada em lei, pois apresenta fração de ejeção de 38%, hipocontratilidade e dilatação ventricular, com sintomas aos pequenos esforços — quadro que se enquadra nos critérios de cardiopatia grave previstos na legislação que rege a perícia oficial em saúde do servidor público federal (Lei 8.112/1990 e normas complementares).

A perícia oficial em saúde do servidor público federal é o procedimento pelo qual a Administração verifica, por meio de médico ou junta médica oficial, as condições de saúde do servidor para fins de concessão de licenças, aposentadoria por invalidez, readaptação e outros direitos. A avaliação pericial deve se basear em critérios objetivos e científicos, considerando o quadro clínico, os exames complementares e a legislação específica que define as doenças e condições que ensejam determinados benefícios.

No caso da cardiopatia grave, a legislação estabelece critérios precisos para o seu reconhecimento. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo é um dos principais parâmetros utilizados para avaliar a função cardíaca. Valores abaixo de 40% indicam disfunção sistólica significativa, e quando associados a sintomas como fadiga, palpitação e dispneia aos pequenos esforços, caracterizam um quadro de insuficiência cardíaca grave. A dilatação ventricular e a hipocontratilidade são achados ecocardiográficos que corroboram o diagnóstico.

A banca explora a necessidade de o candidato conhecer os critérios clínicos e os parâmetros objetivos que definem a cardiopatia grave. A fração de ejeção de 38% é um valor claramente abaixo do limite de normalidade (que é de aproximadamente 55% a 60%), e a presença de sintomas aos pequenos esforços, mesmo com a paciente assintomática em repouso, demonstra a limitação funcional significativa. Esses elementos, em conjunto, preenchem os requisitos legais para o enquadramento como cardiopatia grave.

É importante destacar que a perícia oficial não se limita à análise isolada de um exame, mas considera o conjunto de evidências clínicas e complementares. No caso narrado, todos os achados convergem para o diagnóstico de cardiopatia grave: a fração de ejeção reduzida, a hipocontratilidade, a dilatação ventricular e os sintomas aos pequenos esforços. A servidora, portanto, deve ser considerada portadora da condição especificada em lei, fazendo jus aos benefícios correspondentes, como a aposentadoria por invalidez ou a licença para tratamento de saúde.

A distinção que importa é entre a cardiopatia grave e outras condições cardíacas menos severas. A gravidade é determinada não apenas pelo valor da fração de ejeção, mas pela combinação de achados clínicos e funcionais que indicam comprometimento significativo da capacidade cardíaca. A banca pode tentar confundir o candidato sugerindo que a fração de ejeção de 38% não seria suficiente para caracterizar a gravidade, mas o quadro completo apresentado no enunciado deixa claro o enquadramento legal.

A pegadinha que a banca explora neste tema é a tentação de considerar que, por ser assintomática em repouso, a servidora não teria cardiopatia grave. No entanto, a legislação e a prática pericial consideram a limitação funcional aos esforços como um critério de gravidade, independentemente da ausência de sintomas em repouso. O quadro clínico apresentado — fadiga, palpitação e dispneia aos pequenos esforços — é classicamente associado à insuficiência cardíaca grave.

Guarde o critério decisivo: a cardiopatia grave é caracterizada pela combinação de disfunção ventricular significativa (fração de ejeção < 40%), sintomas aos esforços e alterações estruturais como dilatação ventricular. É exatamente esse conjunto que a questão apresenta, tornando correta a afirmação.

Alternativa C — ✅ CERTOGABARITO

A afirmativa está correta porque a servidora apresenta todos os elementos que caracterizam a cardiopatia grave especificada em lei: fração de ejeção de 38% (significativamente reduzida), hipocontratilidade, dilatação ventricular e sintomas aos pequenos esforços (fadiga, palpitação e dispneia). Esses achados, em conjunto, demonstram comprometimento funcional cardíaco grave, enquadrando-se nos critérios legais para o reconhecimento da condição. A ausência de sintomas em repouso não exclui a gravidade, pois a limitação aos esforços é um critério clínico relevante.

Alternativa E — ❌ Errado

A afirmativa está errada porque o quadro clínico e os exames apresentados são claramente compatíveis com cardiopatia grave. A fração de ejeção de 38% está bem abaixo do limite de normalidade, e a presença de hipocontratilidade, dilatação ventricular e sintomas aos pequenos esforços reforça o diagnóstico. Não há qualquer elemento no enunciado que sugira que a condição não seja grave; pelo contrário, todos os dados apontam para a gravidade da cardiopatia.

Gabarito: letra C

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