Questão de Criminalística — Microvestígios e Vestígios Biológicos — CESPE / CEBRASPE 2025
Criminalística›Microvestígios e Vestígios Biológicos
Código
ce407337
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PF
Ano
2025
Cargo
PCF
Em investigações forenses, vestígios biológicos coletados sob as unhas de vítimas podem ser cruciais para esclarecer casos de agressão física ou sexual. Um estudo recente avaliou a transferência e persistência de DNA masculino sob as unhas de mulheres em simulações controladas de arranhões. As amostras subungueais foram coletadas em diferentes momentos após o contato, sem limpeza prévia das unhas. Os resultados indicaram que o DNA do homem arranhado foi detectado até 6 horas após o evento, com uma diminuição significativa após as 3 primeiras horas. Além disso, entre 6 e 24 horas após o arranhão, foram detectados perfis genéticos masculinos estranhos aos participantes, o que sugere possível contaminação de fundo ou transferência posterior. Esses achados reforçam a importância de se considerarem o tempo de coleta e a possibilidade de DNA de fundo na interpretação de evidências subungueais, especialmente ao se avaliar o tipo de atividade envolvida.
Damour, Géraldine et al. Tracking male DNA transfer and survival under female victim fingernails: insights from a 24 h scratch simulation. Forensic Science International: Genetics, v. 78, 2025 (com adaptações).
Considerando o texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente, relativo à genética forense. A baixa persistência de DNA subungueais após 6 horas decorre da rápida degradação do DNA fora do corpo.
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GabaritoE — Errado
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Genética Forense: Persistência de DNA Subungueal
Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmativa está incorreta porque o texto não atribui a baixa persistência do DNA subungueal após 6 horas à degradação do DNA fora do corpo; ao contrário, o estudo indica que a diminuição é significativa após as 3 primeiras horas e que, entre 6 e 24 horas, foram detectados perfis genéticos masculinos estranhos aos participantes, sugerindo contaminação de fundo ou transferência posterior. A interpretação correta, portanto, envolve fatores como tempo de coleta e DNA de fundo, e não simplesmente a degradação do DNA extracorpóreo.
A genética forense estuda a aplicação de técnicas de análise de DNA para identificação de indivíduos e elucidação de crimes. No contexto de vestígios biológicos, como os coletados sob as unhas de vítimas, a persistência do DNA é um fator crítico para a interpretação dos resultados. O estudo descrito no texto avaliou a transferência e persistência de DNA masculino sob as unhas de mulheres em simulações de arranhões, sem limpeza prévia das unhas. Os resultados mostraram que o DNA do homem arranhado foi detectado até 6 horas após o evento, com diminuição significativa após as 3 primeiras horas. Além disso, entre 6 e 24 horas, foram detectados perfis genéticos masculinos estranhos aos participantes, o que sugere possível contaminação de fundo ou transferência posterior.
A afirmativa em questão afirma que a baixa persistência de DNA subungueal após 6 horas decorre da rápida degradação do DNA fora do corpo. No entanto, o texto não menciona degradação do DNA como causa da baixa persistência. Pelo contrário, o texto destaca a importância de considerar o tempo de coleta e a possibilidade de DNA de fundo na interpretação das evidências. A detecção de perfis genéticos masculinos estranhos entre 6 e 24 horas indica que o DNA pode persistir por mais tempo, mas pode ser de origem não relacionada ao evento, o que reforça a necessidade de cautela na interpretação.
Portanto, a afirmativa está errada porque atribui a baixa persistência à degradação do DNA, quando o texto sugere que a diminuição da detecção pode estar relacionada a outros fatores, como a transferência posterior ou contaminação de fundo, e não necessariamente à degradação do DNA fora do corpo.
0-3hDetecção significativa
3-6hDiminuição significativa
6-24hPerfis estranhos (fundo)
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Item — ❌ ERRADO
A afirmativa está incorreta. O texto não afirma que a baixa persistência de DNA subungueal após 6 horas decorre da rápida degradação do DNA fora do corpo. Pelo contrário, o estudo indica que o DNA do homem arranhado foi detectado até 6 horas, com diminuição significativa após as 3 primeiras horas, e que entre 6 e 24 horas foram detectados perfis genéticos masculinos estranhos aos participantes, sugerindo contaminação de fundo ou transferência posterior. Assim, a baixa persistência não é atribuída à degradação, mas sim a fatores como tempo de coleta e DNA de fundo.