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Questão de Direito Constitucional — Mandado de Injunção — CESPE / CEBRASPE 2025

Direito ConstitucionalMandado de Injunção
Código
ce407975
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRF 6
Ano
2025
Cargo
AJ TRF6
Acerca do mandado de injunção, do mandado de segurança e dos Poderes Legislativo e Judiciário, julgue o item a seguir, à luz da jurisprudência do STF.   Não é cabível mandado de injunção para discutir a efetividade de lei regulamentadora já existente.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Mandado de injunção: cabimento e limites

Gabarito: letra C (CERTO). O mandado de injunção é cabível apenas quando há falta de norma regulamentadora que torne inviável o exercício de direitos constitucionais (CF, art. 5º, LXXI); se já existe lei regulamentadora, ainda que supostamente incompleta ou inadequada, o remédio não é o mandado de injunção, mas sim o controle de constitucionalidade ou outras vias. A jurisprudência do STF é firme nesse sentido: não cabe mandado de injunção para discutir a efetividade de lei já existente.

O mandado de injunção é um remédio constitucional destinado a combater a omissão normativa — a inércia do Poder Público em editar a norma necessária para dar eficácia a um direito constitucional. Ele pressupõe, portanto, uma lacuna na regulamentação: a norma constitucional existe, mas não pode ser exercida porque falta a lei que a viabilize. O art. 5º, LXXI, da CF é claro ao condicionar o cabimento à "falta de norma regulamentadora".

Art. 5, LXXICF/88

Art. 5º, LXXI — "conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania" (grifo nosso).

A lógica é simples: se a norma regulamentadora já existe, não há omissão a ser suprida. O que pode haver é uma norma inconstitucional (que viola a Constituição) ou uma norma insuficiente (que não regulamenta adequadamente o direito). Em ambos os casos, o instrumento adequado não é o mandado de injunção:

  • Norma inconstitucional → o remédio é o controle de constitucionalidade (ADI, ADC, ADPF, ou controle difuso), pois o problema é a ação do legislador, não a omissão.

  • Norma insuficiente → a Lei 13.300/2016 admite o mandado de injunção quando a regulamentação é parcial (art. 2º, parágrafo único), mas isso não se confunde com a hipótese de a lei existir e ser simplesmente "inefetiva" ou "injusta" na prática. A insuficiência relevante é a que deixa o direito sem condições mínimas de exercício, não a que gera mera discussão sobre a melhor interpretação ou aplicação da lei.

A jurisprudência do STF é pacífica ao rejeitar o uso do mandado de injunção para:

  • pretender a alteração de lei existente, sob alegação de incompatibilidade com a Constituição;

  • exigir uma certa interpretação da legislação infraconstitucional;

  • pleitear uma aplicação "mais justa" da lei existente.

Nesses casos, o que se discute é a validade ou a interpretação da norma, não a sua ausência. O mandado de injunção não é uma via para "corrigir" leis — é uma via para suprir a omissão do legislador.

A distinção entre omissão e ação é o cerne da questão. Enquanto a ADO (ação direta de inconstitucionalidade por omissão) e o mandado de injunção atacam a omissão (falta de norma), a ADI e a ADPF atacam a ação (norma existente e inconstitucional). O mandado de injunção, especificamente, é um remédio concreto e individual (ou coletivo, nos casos da Lei 13.300/2016), que visa a garantir ao impetrante o exercício do direito que está inviabilizado pela lacuna normativa.

A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode pensar que, se a lei existe mas é "inefetiva" (não cumpre seu papel), caberia mandado de injunção. Mas não é assim. A existência da lei, ainda que deficiente, afasta a omissão que justifica o remédio. O que se pode fazer é questionar a constitucionalidade da lei ou buscar outras vias para garantir sua efetividade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a omissão (falta de norma) pela ação (norma existente, mas inefetiva). O mandado de injunção só cabe na primeira hipótese. Se a lei já existe, o problema é de validade ou interpretação, não de lacuna — e o remédio não é o mandado de injunção. Fique atento: a palavra-chave é "falta de norma regulamentadora".

1Pressuposto: omissão normativa
Falta de norma regulamentadora
Direito inviabilizado
2Não cabe quando há lei existente
Norma inefetiva
Norma insuficiente
Norma inconstitucional
3Remédios alternativos
Controle de constitucionalidade (ação)
ADI, ADC, ADPF
Mandado de injunção (art. 5º, LXXI)
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Mandado de injunção (art. 5º, LXXI): Pressuposto: omissão normativa (Falta de norma regulamentadora, Direito inviabilizado); Não cabe quando há lei existente (Norma inefetiva, Norma insuficiente, Norma inconstitucional); Remédios alternativos (Controle de constitucionalidade (ação), ADI, ADC, ADPF)

Item — ✅ CERTO

A afirmativa está correta. Não é cabível mandado de injunção para discutir a efetividade de lei regulamentadora já existente. Isso porque o mandado de injunção pressupõe a ausência de norma regulamentadora (CF, art. 5º, LXXI). Se a lei existe, ainda que supostamente inefetiva, o que se discute é a validade ou a aplicação da norma, e não a omissão do legislador. A jurisprudência do STF é firme: o mandado de injunção não serve para alterar, interpretar ou "melhorar" lei existente — serve apenas para suprir a lacuna normativa que inviabiliza o exercício de direitos constitucionais.

Gabarito: letra C (CERTO).

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