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Questão de Direito Constitucional — Questões Mescladas de Controle de Constitucionalidade — CESPE / CEBRASPE 2025

Direito ConstitucionalQuestões Mescladas de Controle de Constitucionalidade
Código
ce408064
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
FUB
Ano
2025
Cargo
Aud ( )
Julgue o item a seguir, no que se refere a diversos aspectos do direito constitucional.   O controle incidental ou difuso da Constituição é exercido pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar as ações diretas de inconstitucionalidade.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Controle de constitucionalidade: difuso (incidental) × concentrado (via principal)

Gabarito: letra E (ERRADO). O controle incidental ou difuso é exercido por qualquer juiz ou tribunal, no julgamento de um caso concreto, e não pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar ações diretas de inconstitucionalidade — estas são a expressão do controle concentrado, de competência originária do STF (CF, art. 102, I, "a"). A afirmativa inverte os dois modelos de controle, atribuindo ao STF, em sede de ADI, um controle que é, por definição, difuso.

O controle de constitucionalidade pode ser analisado sob dois critérios: o subjetivo/orgânico (quem exerce) e o formal (como se exerce). Pelo critério subjetivo, temos o controle difuso (qualquer juiz ou tribunal, no caso concreto) e o concentrado (um órgão de cúpula, com competência originária). Pelo critério formal, temos a via incidental (a questão de constitucionalidade surge como questão prejudicial, incidente em um processo cujo objeto principal é outro) e a via principal (a constitucionalidade da norma é o próprio objeto da ação).

A regra geral no Brasil é a correlação: controle difuso se exerce pela via incidental, e controle concentrado se exerce pela via principal (ação direta). A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) é o instrumento típico do controle concentrado: proposta diretamente perante o STF, tem como objeto a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual, em tese, sem caso concreto. Já o controle difuso ocorre quando, em um processo qualquer, uma das partes alega que a lei aplicável ao caso é inconstitucional, e o juiz ou tribunal, ao julgar, deixa de aplicá-la — a constitucionalidade é uma questão prévia, incidental.

A confusão entre os dois modelos é uma das pegadinhas mais clássicas da matéria. A banca troca o órgão competente (STF) pelo modelo de controle (difuso), fazendo parecer que o STF exerce o controle difuso ao julgar ADIs. Na verdade, o STF exerce o controle concentrado ao julgar ADIs, e o controle difuso quando julga, por exemplo, um recurso extraordinário em que a inconstitucionalidade é questão prejudicial.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte os polos: atribui o controle difuso ao STF quando ele julga ADI (que é controle concentrado). O candidato que decora "STF julga ADI" sem fixar que isso é controle concentrado cai na armadilha. Lembre-se: difuso = qualquer juiz/tribunal, caso concreto, via incidental; concentrado = STF (ou TJ), ação direta, via principal.

Critério

Controle Difuso (Incidental)

Controle Concentrado (Via Principal)

Quem exerce

Qualquer juiz ou tribunal

STF (ou TJ, no âmbito estadual)

Como se exerce

Via incidental (questão prejudicial em caso concreto)

Via principal (ação direta, ex.: ADI)

Objeto

Lei ou ato normativo no caso concreto

Lei ou ato normativo em tese

Instrumento típico

Recurso extraordinário (no STF)

ADI, ADC, ADPF

Controle de constitucionalidade
  • 1Critério subjetivo (quem exerce)
    • Difuso: qualquer juiz/tribunal
    • Concentrado: STF (ou TJ)
  • 2Critério formal (como exerce)
    • Via incidental: questão prejudicial
    • Via principal: objeto da ação
  • 3Regra geral
    • Difuso + incidental
    • Concentrado + principal (ADI)
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Alternativa E — ❌ Incorreta (Gabarito)

A afirmativa está errada porque confunde os dois modelos de controle. O controle incidental ou difuso é exercido por qualquer juiz ou tribunal, no julgamento de um caso concreto, como questão prejudicial. Já as ações diretas de inconstitucionalidade são a expressão do controle concentrado, de competência originária do STF, conforme o art. 102, I, "a", da CF. A banca troca o órgão competente (STF) pelo modelo de controle (difuso), fazendo parecer que o STF exerce o controle difuso ao julgar ADIs. Na verdade, o STF exerce o controle concentrado ao julgar ADIs, e o controle difuso quando julga, por exemplo, um recurso extraordinário em que a inconstitucionalidade é questão prejudicial.

Art. 102CF/88

Art. 102 — "Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:

I — processar e julgar, originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal"

A competência para julgar a ADI é originária do STF, o que caracteriza o controle concentrado. O controle difuso, por sua vez, é exercido por todos os órgãos do Poder Judiciário, como questão incidental.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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