Questão de Noções de Informática — Sites de Busca (Google, Bing, Yahoo, etc.) — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce413508
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- FUB
- Ano
- 2025
- Cargo
- Tec ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. Quando o rastreador do Google encontra URLs diferentes com o mesmo conteúdo, ele não cria uma nova URL para incorporar ao índice — pelo contrário, o Google identifica essas páginas como duplicadas e escolhe uma delas como canônica, agrupando as demais em torno dela. A afirmação inverte completamente o mecanismo real de tratamento de conteúdo duplicado.
O funcionamento de um mecanismo de busca como o Google envolve três etapas principais: rastreamento (crawling), indexação (indexing) e ranqueamento (ranking). O rastreador (também chamado de robô, spider ou crawler) percorre a web seguindo links e descobrindo páginas novas ou atualizadas. Depois, o conteúdo dessas páginas é analisado e armazenado no índice do Google — um gigantesco banco de dados que associa palavras e outros sinais às URLs onde eles aparecem. Por fim, quando o usuário faz uma pesquisa, o algoritmo consulta esse índice e ordena os resultados por relevância.
O ponto central desta questão é o que acontece quando o rastreador encontra URLs diferentes com o mesmo conteúdo — situação conhecida como conteúdo duplicado (duplicate content). Isso é extremamente comum na web: a mesma página pode ser acessada por variações de URL (com ou sem "www", com ou sem barra final, com parâmetros de rastreamento como ?utm_source=..., versões HTTP e HTTPS, etc.). Se o Google indexasse cada uma dessas URLs como uma página separada, o índice ficaria poluído e os resultados de busca seriam redundantes e de baixa qualidade.
Para resolver isso, o Google utiliza o conceito de URL canônica. Em vez de criar uma nova URL, o algoritmo escolhe uma das URLs duplicadas como a representante oficial (a canônica) e consolida os sinais de relevância (como links apontando para a página) em torno dela. As demais URLs duplicadas não são indexadas como páginas independentes — elas são agrupadas sob a canônica. O site pode inclusive indicar qual URL prefere, usando a tag <link rel="canonical"> no código HTML ou o redirecionamento 301.
Vamos a um exemplo concreto: imagine que o site www.exemplo.com.br seja acessível também como exemplo.com.br (sem www) e como www.exemplo.com.br/index.php. As três URLs exibem exatamente o mesmo conteúdo. O Google não vai criar uma quarta URL — ele vai escolher uma delas (por exemplo, www.exemplo.com.br) como canônica e indexar apenas essa. As outras duas serão tratadas como duplicatas e não aparecerão como resultados separados nas buscas.
A pegadinha da banca está em inverter o sentido do processo: o candidato que sabe que o Google "lida" com conteúdo duplicado pode ser levado a acreditar que ele cria algo novo, quando na verdade ele consolida — escolhe uma representante e descarta as demais como duplicatas. A palavra-chave é "cria uma nova URL": o Google não cria URLs, ele seleciona uma entre as existentes.
Guarde o critério decisivo: conteúdo duplicado → escolha de uma URL canônica → consolidação, nunca criação de URL nova. É exatamente nessa inversão que a afirmação erra.
A afirmação está errada porque descreve o oposto do que o Google faz. Ao identificar URLs diferentes com o mesmo conteúdo, o Google não cria uma nova URL — ele aplica o conceito de URL canônica, escolhendo uma das URLs existentes como representante oficial e consolidando os sinais de relevância em torno dela. As demais URLs duplicadas são agrupadas sob a canônica e não são indexadas como páginas independentes. O objetivo é justamente evitar a poluição do índice com conteúdo redundante, garantindo resultados de busca mais limpos e relevantes.
A pegadinha está na palavra "cria": o mecanismo de busca não fabrica uma URL nova; ele seleciona uma entre as duplicadas. Se o candidato entender que o tratamento de duplicidade envolve consolidação (escolha de uma canônica), ele acerta a questão.
Gabarito: ERRADO.
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