Questão de Português — Termos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva) — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce414403
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PC DF
- Ano
- 2025
- Cargo
- AAAPC ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. O trecho “a compreensão (...) nacional” não é objeto direto do verbo “Vigorava”; ele exerce a função de sujeito da oração. A pista decisiva está na própria estrutura do período: o verbo “vigorar” é intransitivo — não pede complemento — e o trecho destacado é o núcleo do sujeito posposto ao verbo, como se lê no segundo parágrafo: “Vigorava, portanto, a compreensão de que assumir compromissos de cooperação na arena ambiental implicaria o decréscimo da soberania nacional.”
A questão é de análise sintática: o enunciado afirma que um trecho específico funciona como complemento direto (objeto direto) de uma forma verbal. Para julgar, você precisa identificar a função sintática do termo dentro da oração. Não se trata de interpretação de sentido, mas de gramática aplicada ao texto — a resposta se prova pela estrutura sintática do período, não pelo conteúdo.
O segundo parágrafo abre com o período:
“Vigorava, portanto, a compreensão de que assumir compromissos de cooperação na arena ambiental implicaria o decréscimo da soberania nacional.”
A oração é: “Vigorava a compreensão”. O verbo “vigorar” significa “estar em vigor, prevalecer” — é um verbo intransitivo, ou seja, não exige objeto direto nem indireto. Quem vigora? A compreensão. Logo, “a compreensão” é o sujeito da oração, mesmo estando posposto ao verbo (ordem inversa: verbo + sujeito).
Para não cair na pegadinha, faça a pergunta ao verbo: “o que vigora?” → “a compreensão vigora”. O termo que responde a essa pergunta é o sujeito. Objeto direto, por sua vez, é o termo que completa um verbo transitivo direto — e “vigorar” não é transitivo. Veja a diferença:
Verbo | Transitividade | Exemplo | Função do termo destacado |
|---|---|---|---|
Vigorar | Intransitivo | Vigora a lei. | Sujeito |
Comprar | Transitivo direto | Comprei um carro. | Objeto direto |
No texto, “a compreensão” é o sujeito paciente? Não — não há voz passiva aqui. É simplesmente o sujeito de um verbo intransitivo. A banca explora a posição posposta do sujeito, que o faz parecer objeto direto, mas a função sintática não se define pela posição, e sim pela relação com o verbo.
O item afirma: “o trecho ‘a compreensão (...) nacional’ funciona como complemento direto da forma verbal ‘Vigorava’.” Isso é falso. O trecho é o sujeito da oração. O verbo “vigorar” é intransitivo, portanto não há objeto direto. A afirmação contradiz a estrutura sintática do período.
A banca troca a função sintática: apresenta o sujeito posposto como se fosse objeto direto. A armadilha está em confiar na ordem das palavras em vez de analisar a transitividade do verbo.
Sempre pergunte ao verbo “o quê?” ou “quem?” para achar o sujeito; se o verbo não pede complemento, não há objeto direto. Desconfie de sujeitos pospostos — eles são comuns em textos formais.
O item está errado porque classifica como objeto direto um termo que exerce a função de sujeito. A resposta correta é ERRADO.
Gabarito: ERRADO.
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