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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
ce414577
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
ANM
Ano
2025
Cargo
ERM ( )

Globalmente, as mulheres representam de 8% a 17% da força de trabalho na mineração. O Brasil está na ponta positiva do espectro, com representação média feminina de 17% — aindaque os números sejam mais baixos que os do setor industrial brasileiro em geral, em que esse percentual fica em torno de 25%. Na alta liderança, as mulheres representam 20% dos cargos de chefia e 21% dos conselhos administrativos na mineração.


De acordo com uma pesquisa global da McKinsey, além de colocar em prática valores de igualdade e equidade, a diversidade melhora o desempenho operacional. Equipes diversas são mais produtivas, aderindo 11% mais ao cronograma de produção; têm práticas mais seguras, com uma frequência de acidentes 67% menor; e são mais criativas e resilientes.


Signatária dos Princípios de Empoderamento da Mulher da ONU, uma mineradora global criou, em 2018, um programa de trainee 100% feminino e, no ano seguinte, realizou seu primeiro processo seletivo exclusivo para mulheres engenheiras, analistas e gestoras. A medida tem impulsionado o índice de participação feminina da empresa, que passou de 13% para 22% entre 2019 e 2022.


Há, ainda, um obstáculo anterior, como aponta uma gerente de governança do setor: “A mineração tem muitos cargos em ciências exatas, mas não encontramos muitas universitárias nesses cursos”.


De fato, se, por um lado, as brasileiras têm maior grau de escolaridade do que os homens, por outro, elas são minoria nos cursos de STEM (ciências, tecnologia, engenharias ematemática): 10% das universitárias e 28% de homens universitários estão matriculados em graduações nessas áreas.


A fim de vencer esse obstáculo, mineradoras globais passaram a oferecer, em parceria com universidades, bolsas de estudos para mulheres nas áreas de engenharia e ciências exatas.


Internet: <braziljournal.com> (com adaptações).

Texto CG4A1

 

Julgue o item que se segue, referente às ideias do texto CG4A1.

 

De acordo com o texto, apenas 10% das mulheres brasileiras estão matriculadas em cursos de graduação nas áreas de STEM.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão de informação explícita: o alcance do dado sobre STEM

Gabarito: ERRADO. A assertiva afirma que "apenas 10% das mulheres brasileiras estão matriculadas em cursos de graduação nas áreas de STEM", mas o texto restringe esse percentual a um grupo específico: as universitárias. O texto diz que "10% das universitárias e 28% de homens universitários estão matriculados em graduações nessas áreas" — ou seja, o dado se refere às mulheres que já estão na universidade, não a todas as mulheres brasileiras. A alternativa generaliza indevidamente o alcance da informação.

O comando

A questão pede para julgar se a afirmação está de acordo com as ideias do texto. Isso é uma tarefa de compreensão (recorrência): a resposta deve estar explícita no texto, sem inferências ou acréscimos. O erro típico aqui é extrapolar o que está escrito, ampliando o universo de aplicação do dado.

O texto

O texto apresenta dados sobre a participação feminina na mineração e, no quinto parágrafo, aborda a questão dos cursos de STEM:

"De fato, se, por um lado, as brasileiras têm maior grau de escolaridade do que os homens, por outro, elas são minoria nos cursos de STEM (ciências, tecnologia, engenharias e matemática): 10% das universitárias e 28% de homens universitários estão matriculados em graduações nessas áreas."

A passagem é clara: o percentual de 10% se refere às universitárias — mulheres que já estão matriculadas em cursos de graduação. Não se trata de 10% de todas as mulheres brasileiras, mas de 10% das mulheres que estão na universidade. A assertiva, ao dizer "10% das mulheres brasileiras", restringe o universo de forma incorreta, pois exclui a condição de "universitária" e generaliza para todas as mulheres do país.

A técnica

Sempre que uma assertiva trouxer um dado numérico, verifique a que grupo ele se refere no texto. Pergunte: "o texto diz isso sobre quem?" Aqui, o texto diz "10% das universitárias", não "10% das mulheres brasileiras". A troca do termo "universitárias" por "mulheres brasileiras" é a pegadinha — uma generalização indevida que amplia o alcance da informação.

Análise da assertiva

  • Afirmação: "apenas 10% das mulheres brasileiras estão matriculadas em cursos de graduação nas áreas de STEM"

  • Texto: "10% das universitárias"

  • Diferença: o texto fala de um subgrupo (universitárias), a assertiva fala de todas as mulheres brasileiras. Isso contradiz o texto, pois o percentual não se aplica a todas as mulheres, apenas àquelas que estão na universidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o universo da estatística: "universitárias" (grupo restrito) vira "mulheres brasileiras" (grupo amplo). Essa é uma generalização indevida — o dado é verdadeiro para um subgrupo, mas a assertiva o aplica a um grupo maior.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, desconfie de palavras como "apenas", "todos", "sempre" — elas costumam restringir ou generalizar além do que o texto afirma. Confira sempre o sujeito da informação.

Conclusão: a assertiva está errada porque o texto limita o percentual de 10% às universitárias, não a todas as mulheres brasileiras. A banca explora a generalização indevida — um erro clássico de interpretação.

Gabarito: ERRADO.

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