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Questão de Português — Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc) — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsCoerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Código
ce414835
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PF
Ano
2025
Cargo
Ag Adm ( )

Imaginar é um dom comum a todos os seres humanos — e também uma daquelas características que nos diferenciam dos outros animais, incapazes de atingir esse nível de abstração. Apesar disso, a criatividade parece a muitos de nós algo inacessível, difícil de cultivar, restrita apenas àqueles que já nasceram com aptidões artísticas ou inventivas.

 

Isso não é verdade. Nas últimas décadas, a psicologia e a neurociência começaram a desvendar o processo de surgimento de ideias originais no nosso cérebro — e descobriram estratégias que qualquer um pode adotar para aperfeiçoar a própria capacidade criativa, mesmo que você se considere desprovido desse traquejo.

 

O que se pode chamar de estudo científico da criatividade começou só na década de 1950, quando o psicólogo americano J. P. Guilford publicou as bases desse campo de pesquisa. Ele se interessou em responder uma pergunta essencial: de onde vêm as ideias criativas?

 

Para isso, Guilford propôs que o raciocínio humano se divide em dois tipos: o convergente e o divergente. Ambos podem ser usados para resolver problemas ou chegar a conclusões após uma análise, mas funcionam de maneira bem diferentes.

 

O pensamento convergente é aquele que busca uma única solução para um impasse específico. Ele segue uma ordem estruturada, avançando e refinando uma mesma ideia em vez de experimentar várias resoluções diferentes. Pense, por exemplo, numa questão de uma prova de matemática. Pode até haver várias maneiras de se chegar ao resultado, mas o mais fácil (e comum) é escolher um único método e seguir com ele até o final.

 

Já o pensamento divergente é mais fluido e caótico: ele explora diversas ideias diferentes ao mesmo tempo, muitas vezes misturando as soluções e conectando-as de maneiras pouco óbvias. É o raciocínio típico dos brainstormings, por exemplo. Segundo Guilford, a criatividade é um produto direto da nossa capacidade de pensar de forma divergente. Ao fazer conexões entre coisas aparentemente desconexas, criamos ideias inéditas. Até hoje, essa explicação é a mais aceita pelos cientistas.

 

Bruno Carbinatto. Penso, logo crio. In: Revista Superinteressante, jan./2025.
Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação às ideias veiculadas no texto precedente, bem como a seus aspectos linguísticos, julgue o seguinte item.   No quinto parágrafo, os termos “aquele” e “Ele” têm o mesmo referente.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Referente de “aquele” e “Ele” no quinto parágrafo

Gabarito: Certo (C). No quinto parágrafo, tanto “aquele” quanto “Ele” retomam o mesmo referente: o pensamento convergente. A afirmação está correta, pois ambos os pronomes fazem remissão anafórica ao mesmo termo, como se comprova na passagem: “O pensamento convergente é aquele que busca uma única solução para um impasse específico. Ele segue uma ordem estruturada...”.

O comando

A questão pede que você julgue se os termos “aquele” e “Ele” têm o mesmo referente. Isso é uma tarefa de coesão referencial: identificar a que termo do texto cada pronome remete. Não se trata de interpretar ideias, mas de rastrear a cadeia de referência. O comando é direto: verifique se ambos apontam para o mesmo elemento.

O texto e a resposta

No quinto parágrafo, o autor define o pensamento convergente:

“O pensamento convergente é aquele que busca uma única solução para um impasse específico. Ele segue uma ordem estruturada, avançando e refinando uma mesma ideia em vez de experimentar várias resoluções diferentes.”

  • “aquele” é um pronome demonstrativo que retoma “O pensamento convergente” (função anafórica).

  • “Ele” é um pronome pessoal que também retoma “O pensamento convergente” (função anafórica).

Ambos se referem ao mesmo termo, portanto a afirmação está correta.

A técnica

Para resolver questões de referência, sempre volte ao texto e pergunte: “a que termo esse pronome se refere?”. No caso, “aquele” está em posição predicativa (retoma o sujeito “O pensamento convergente”), e “Ele” é o sujeito da oração seguinte, retomando o mesmo antecedente. Não há ambiguidade: a cadeia é clara.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa C afirma que os termos têm o mesmo referente. Como demonstrado, ambos retomam “O pensamento convergente”. A passagem citada comprova: “O pensamento convergente é aquele que busca... Ele segue uma ordem estruturada”. Portanto, a assertiva é verdadeira.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E nega que os termos tenham o mesmo referente, o que contradiz o texto. Não há qualquer pista de que “Ele” se refira a outro termo (como “impasse” ou “solução”). A leitura atenta mostra que a cadeia referencial é única. Logo, a alternativa está errada.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a pressa do candidato, que pode achar que “Ele” se refere a “impasse” ou “solução”. Mas o texto é explícito: ambos os pronomes apontam para “O pensamento convergente”.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de coesão, sublinhe o pronome e procure o termo mais próximo que faça sentido como antecedente. Aqui, “Ele” é o sujeito da frase seguinte, retomando o sujeito da anterior.

Conclusão: a afirmação está correta, pois “aquele” e “Ele” são elementos coesivos que retomam o mesmo referente: o pensamento convergente.

Gabarito: letra C (Certo).

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