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Questão de Português — Crase — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsCrase
Código
ce414846
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PF
Ano
2025
Cargo
Ag Adm ( )

A inteligência artificial (IA) generativa cresce exponencialmente, promovendo benefícios que vão da automatização de processos à geração de insights estratégicos. No entanto, essa expansão também amplia os desafios da segurança cibernética, de modo que se torna essencial a adoção de medidas preventivas.

 

A Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) aponta que os crimes cibernéticos aumentaram 45% no Brasil em 2024. Isso significa que uma em cada quatro pessoas é alvo de golpes. Hackers estão se adaptando e usando IA para criar ataques mais sofisticados e difíceis de identificar.

 

Um exemplo de ataque mais sofisticado e difícil de identificar é o que ocorre por meio do uso das deepfakes, tecnologia que se vale da IA para criar imagens e áudios falsos que parecem reais. Segundo a Sumsub, plataforma de verificação de identidade, essa prática cresceu 830% no Brasil entre 2022 e 2023. Trata-se de uma tática para manipular informações, explorar a credibilidade de figuras públicas e induzir fraudes. Não à toa, as imagens de pessoas famosas e celebridades são muito utilizadas por criminosos nessa abordagem.

 

Os ataques de phishing também se tornaram mais sofisticados. A consultoria de cibersegurança Redbelt Security estima que mais de 3,5 milhões de brasileiros tenham sido vítimas desse tipo de golpe em 2023. O crescimento de dispositivos conectados e da coleta constante de dados sensíveis aponta, mais do que nunca, para a necessidade de uma proteção digital reforçada.

 

Internet: <olhardigital.com.br> (com adaptações).

Julgue o item que se seguem, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto apresentado.   Na expressão “Não à toa” (último período do terceiro parágrafo), é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “à”.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase em "Não à toa" — obrigatória, não facultativa

Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação de que é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase em "à" na expressão "Não à toa" está incorreta, pois "à toa" é uma locução adverbial feminina e, nesse caso, a crase é obrigatória. A banca explora a confusão com os casos facultativos de crase (antes de nomes próprios, possessivos adjetivos e "até a"), mas a regra para locuções adverbiais femininas é clara: exige-se o acento grave.

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento Certo/Errado sobre um aspecto linguístico do texto: a obrigatoriedade ou facultatividade da crase em "Não à toa". Trata-se de uma questão de gramática normativa aplicada ao texto, não de interpretação. O foco está na regra de crase e na classificação da expressão "à toa".

A regra que decide a questão

A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" ou com o pronome demonstrativo "a". Em locuções adverbiais formadas por palavras femininas, a crase é obrigatória. Exemplos clássicos: "à noite", "à tarde", "às vezes", "à pressa", "à toa". Essas expressões são cristalizadas e sempre levam o acento grave.

No texto, a expressão "Não à toa" aparece no terceiro parágrafo:

"Não à toa, as imagens de pessoas famosas e celebridades são muito utilizadas por criminosos nessa abordagem."

Aqui, "à toa" funciona como locução adverbial de modo, equivalente a "sem motivo", "inutilmente". A crase é obrigatória porque se trata de locução adverbial feminina. Não há qualquer facultatividade nesse caso.

Por que a afirmação está errada

A banca afirma que o emprego da crase é facultativo. Isso é falso. A facultatividade da crase ocorre em situações específicas, como:

  • Antes de nomes próprios femininos (ex.: "Entreguei o documento à Maria" ou "Entreguei o documento a Maria").

  • Antes de pronomes possessivos adjetivos (ex.: "Referi-me à sua irmã" ou "Referi-me a sua irmã").

  • Na expressão "até a" (ex.: "Fui até a praia" ou "Fui até à praia").

Nenhum desses casos se aplica a "à toa". A expressão é uma locução adverbial fixa, e a crase é obrigatória. Portanto, o item está errado.

Análise das alternativas

Crase em "à toa"
  • 1Obrigatória
    • Locução adverbial feminina
    • Ex.: à noite, às vezes, à pressa
  • 2Facultativa (casos específicos)
    • Antes de nomes próprios femininos
    • Antes de possessivos adjetivos
    • Em "até a"
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Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C (Certo) afirma que a crase é facultativa. Isso contradiz a regra de crase em locuções adverbiais femininas. A banca tenta atrair o candidato que confunde os casos facultativos com os obrigatórios. A crase em "à toa" é obrigatória, logo a afirmação é falsa.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa E (Errado) é a correta, pois nega a facultatividade. A crase em "à toa" é obrigatória, e a afirmação do item está incorreta. A banca pede para julgar a afirmação, e ela é falsa.

Conclusão

A questão cobra a distinção entre crase obrigatória e facultativa. A pegadinha está em associar "à toa" a casos facultativos, mas a regra é clara: locuções adverbiais femininas exigem crase. Portanto, o item está errado.

PEGA ESSA DICA!

Memorize as principais locuções adverbiais femininas que exigem crase: à toa, à noite, à tarde, às vezes, à pressa, à vontade, à deriva, à espera, à procura, à custa de, à beira de, etc. Se a expressão for feminina e funcionar como adjunto adverbial, a crase é obrigatória.

Gabarito: letra E

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