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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
ce414919
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE RS
Ano
2025
Cargo
APE (TCE-RS)

Texto CG1A1

 

Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço.

 

Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor.

 

O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono.

 

A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990.

 

Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto.

 

Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas.

 

Internet: <www.basf.com/br/pt> (com adaptações).

A respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue o próximo item.

 

A correção gramatical do texto seria mantida caso a forma verbal “está” fosse flexionada no plural — estão.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal: o verbo “está” e seu sujeito

Gabarito: ERRADO. A forma verbal “está” não pode ser flexionada no plural (“estão”) sem quebrar a concordância, porque o sujeito da oração é singular: a oração subjetiva “medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios”. O verbo “estar” concorda com esse sujeito oracional, que tem valor de singular — por isso “está longe de ser suficiente” está correto, e “estão” seria um erro de concordância. A passagem que ancora a análise é o primeiro parágrafo do texto:

“medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente.”

A banca explora exatamente a armadilha de o candidato ver dois verbos no infinitivo (“medir”, “reduzir”) e achar que o sujeito é plural. Não é: os infinitivos formam uma oração subjetiva que funciona como um bloco único, e o verbo principal fica no singular.

O comando

A questão pede um julgamento de correção gramatical — ou seja, se a troca de “está” por “estão” mantém a norma culta. Isso é concordância verbal: o verbo deve flexionar em número e pessoa de acordo com o sujeito. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática: identificar o núcleo do sujeito e verificar se a flexão proposta é compatível.

O texto e a estrutura da oração

No trecho, a oração principal é:

“medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente.”

O sujeito é a oração “medir e reduzir as emissões...” — uma oração subjetiva (reduzida de infinitivo). Quando o sujeito é uma oração, o verbo da oração principal fica na 3ª pessoa do singular, pois a oração é tratada como um núcleo singular. É o mesmo caso de:

  • Estudar e trabalhar faz bem.” (e não “fazem”)

  • Comer e beber é necessário.” (e não “são”)

Portanto, “está” está corretamente no singular. Se trocássemos por “estão”, o verbo passaria a concordar com um sujeito plural que não existe — o que violaria a concordância verbal.

A técnica que decide

Sempre que houver dois ou mais infinitivos antes de um verbo, pergunte: eles formam o sujeito? Se sim, o verbo fica no singular. A banca adora esse tipo de pegadinha: distanciar o sujeito do verbo ou usar formas nominais que parecem plural. O caminho é:

  1. Localize o verbo em questão (“está”).

  2. Pergunte: quem está longe de ser suficiente? → “medir e reduzir as emissões...”.

  3. Esse “quem” é uma oração → sujeito oracional → verbo no singular.

Análise da assertiva

  1. 1Localize o verbo
  2. 2Pergunte: quem?
  3. 3Sujeito é oração?
  4. 4Verbo no singular
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Assertiva — ❌ ERRADO

A afirmação de que “a correção gramatical seria mantida caso a forma verbal ‘está’ fosse flexionada no plural — estão” é falsa. Como demonstrado, o sujeito é oracional e singular; a flexão plural quebraria a concordância. O erro da assertiva é contradizer a regra de concordância verbal: ela propõe uma flexão que não se sustenta na estrutura sintática do período.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer você acreditar que “medir e reduzir” são dois núcleos de sujeito composto. Não são: os infinitivos formam uma única oração subjetiva, e o verbo principal fica no singular. Desconfie sempre de verbos no infinitivo antes do verbo principal.

PEGA ESSA DICA!

Para testar, substitua a oração por “isso”: “Isso está longe de ser suficiente.” Se “isso” funciona, o sujeito é singular e o verbo deve ficar no singular.

Conclusão: a assertiva está errada porque a flexão plural “estão” não mantém a correção gramatical — o sujeito oracional exige o singular “está”.

Gabarito: ERRADO.

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