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Questão de Português — Artigo — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsArtigo
Código
ce414920
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE RS
Ano
2025
Cargo
APE (TCE-RS)

Texto CG1A1

 

Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço.

 

Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor.

 

O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono.

 

A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990.

 

Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto.

 

Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas.

 

Internet: <www.basf.com/br/pt> (com adaptações).

A respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue o próximo item.

 

É facultativo o emprego do artigo definido masculino — o — após o vocábulo “pelo”.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Emprego facultativo do artigo após "pelo"

Gabarito: Errado. A afirmação de que é facultativo o emprego do artigo definido masculino "o" após o vocábulo "pelo" está incorreta, pois, no trecho do texto em que ocorre "pelo", a preposição "por" já se fundiu com o artigo "o", formando a contração "pelo". Não há, portanto, a possibilidade de usar "por o" separadamente, pois a contração é obrigatória nesse contexto. A regra que rege o emprego facultativo do artigo não se aplica a esse caso.

O comando da questão pede um julgamento sobre um aspecto linguístico: se o uso do artigo "o" após "pelo" é facultativo. Isso exige conhecimento de morfossintaxe, especificamente sobre a contração de preposição com artigo. Não se trata de interpretação de texto, mas de aplicação de regra gramatical. A banca quer que o candidato perceba que "pelo" é uma forma contraída obrigatória, e não uma sequência de palavras independentes.

No texto, encontramos a passagem: "o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor." Aqui, "pelo" é a contração de "por" + "o", sendo o "o" um pronome demonstrativo (equivalente a "aquilo") ou parte integrante da locução "o que". Em qualquer caso, a contração é obrigatória; não se pode escrever "por o que" sem alterar a norma culta. O emprego facultativo do artigo ocorre em situações específicas, como antes de pronomes possessivos ("meu livro" ou "o meu livro") ou antes de nomes próprios femininos ("Maria" ou "a Maria"), mas não se aplica a este caso.

A regra geral é que a preposição "por" se contrai obrigatoriamente com o artigo definido "o", formando "pelo". Essa contração é obrigatória na norma culta, e não há contexto em que se possa separar "por" e "o" sem que a construção se torne agramatical. Portanto, a afirmação de que o emprego do artigo é facultativo está errada.

Contração "pelo" = "por" + "o"
  • 1Obrigatória na norma culta
    • Não se escreve "por o"
  • 2Facultatividade do artigo (outros casos)
    • Antes de possessivos ("meu" / "o meu")
    • Antes de nomes próprios femininos ("Maria" / "a Maria")
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Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que é facultativo o emprego do artigo "o" após "pelo". Isso está incorreto porque, no trecho "pelo que acontece", a forma "pelo" já contém o artigo "o" contraído com a preposição "por". Não é possível usar "por o que" sem violar a norma culta. A facultatividade do artigo ocorre em outros contextos, como antes de possessivos ou nomes próprios femininos, mas não aqui. A alternativa extrapola a regra de facultatividade para um caso em que a contração é obrigatória.

Alternativa E — ✅ Correta

A alternativa E afirma que a afirmação está errada, e isso está correto. No texto, "pelo" é a contração obrigatória de "por" + "o". Não há facultatividade no emprego do artigo nesse caso. A banca pede para julgar a afirmação, e ela é falsa, portanto a alternativa E é a correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao sugerir que o artigo "o" poderia ser omitido ou acrescentado após "pelo", mas a contração é obrigatória. A pegadinha está em generalizar a regra de facultatividade do artigo para um caso em que ele já está fundido à preposição.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar questões sobre facultatividade do artigo, verifique se a preposição já se contraiu com o artigo. Se a forma contraída é obrigatória, não há facultatividade. Lembre-se: "pelo" = "por" + "o", e essa contração é obrigatória na norma culta.

Gabarito: letra E.

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