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Questão de Português — Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsRegência Nominal e Verbal (Casos Gerais)
Código
ce414923
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE RS
Ano
2025
Cargo
APE (TCE-RS)

Texto CG1A1

 

Em um mundo que corre contra o relógio para descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo como os clientes usam um produto ou serviço.

 

Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua cadeia de valor.

 

O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global a uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de carbono.

 

A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu uma série de metas e compromissos de redução de emissões para seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação com os níveis de 1990.

 

Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young, realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o meio ambiente quando compram um produto.

 

Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é importante para compreender como o tema foi ganhando força nas últimas décadas.

 

Internet: <www.basf.com/br/pt> (com adaptações).

A respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue o próximo item.

 

No trecho “de reduzirem suas emissões”, a substituição da preposição “de” pela preposição a manteria a correção gramatical do texto.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regência do verbo "comprometer-se" — troca de preposição

Gabarito: letra E (Errado). A substituição da preposição "de" por "a" em "de reduzirem suas emissões" quebraria a correção gramatical, porque o verbo "comprometer-se", no sentido de "assumir o compromisso de", rege a preposição "de" — quem se compromete, compromete-se de fazer algo. A troca por "a" criaria uma regência inadequada, como se lê no trecho original: "reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões".

O comando da questão

O item pede um julgamento sobre regência verbal — mais especificamente, sobre a possibilidade de substituir uma preposição por outra sem prejuízo gramatical. Isso é diferente de uma questão de interpretação: aqui, o foco está na relação sintática entre o verbo (ou nome) e seu complemento. A banca quer saber se "de" e "a" são intercambiáveis nesse contexto específico. A resposta depende exclusivamente da regência do termo regente — não há margem para "achar" ou "soar bem".

O trecho e a regência envolvida

No texto, lê-se:

"O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem suas emissões para limitar o aquecimento global..."

Aqui, a preposição "de" não está ligada diretamente a um verbo, mas ao substantivo "compromisso" — que, por sua vez, exige a preposição "de" para introduzir seu complemento. Quem tem compromisso, tem compromisso de fazer algo. Essa é uma regência nominal: o nome "compromisso" rege "de".

Além disso, há uma dupla preposição "de" no trecho: a primeira liga "compromisso" a "países e empresas" ("compromisso de países e empresas"), e a segunda introduz a oração reduzida de infinitivo ("de reduzirem suas emissões"). Ambas são exigidas pela regência do substantivo.

A regra que decide

A regência é uma relação de subordinação obrigatória: o termo regente (verbo ou nome) exige determinada preposição. Não se pode trocar a preposição por outra sem alterar a correção — a menos que o termo regente aceite mais de uma preposição com o mesmo sentido, o que não é o caso de "compromisso".

  • "Compromisso de" — correto: "compromisso de reduzir", "compromisso de pagar", "compromisso de comparecer".

  • "Compromisso a" — incorreto: não se diz "compromisso a reduzir" na norma culta. A preposição "a" não é regida por "compromisso" nesse sentido.

Portanto, a substituição proposta não manteria a correção gramatical — ela a violaria.

Análise das alternativas

1Termo regente: substantivo "compromisso"
2Exige preposição "de"
"compromisso de reduzir"
"compromisso de pagar"
3Não aceita "a"
"compromisso a reduzir" é incorreto
4Confusão comum
"começar a/de" aceita ambas
Não se aplica a "compromisso"
Regência de "compromisso"
LEVELsoulevel.com.br
Regência de "compromisso": Termo regente: substantivo "compromisso"; Exige preposição "de" ("compromisso de reduzir", "compromisso de pagar"); Não aceita "a" ("compromisso a reduzir" é incorreto); Confusão comum ("começar a/de" aceita ambas, Não se aplica a "compromisso")

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmativa de que a substituição "manteria a correção gramatical" é falsa. A preposição "de" é exigida pela regência do substantivo "compromisso" — não é uma preposição facultativa. Trocar por "a" produziria a forma "compromisso a reduzirem", que não é aceita pela norma culta. A banca explora aqui a confusão com outros casos em que "a" e "de" são intercambiáveis (como em "começou a/de fazer"), mas isso não se aplica a "compromisso".

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa de que a substituição não manteria a correção gramatical é verdadeira. Como demonstrado, "compromisso" rege a preposição "de". A troca por "a" violaria a regência nominal — o que torna o item Errado.

Fechamento

A lição desta questão: regência não é escolha estilística — é uma exigência do termo regente. Antes de aceitar uma substituição de preposição, pergunte: "quem rege este complemento?" Se o regente for "compromisso", a preposição é "de". Se fosse "começar", "a" e "de" seriam possíveis. A banca adora testar se você conhece a regência específica de cada termo — e a resposta está sempre na relação sintática, nunca no "soa bem".

Gabarito: letra E

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