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Questão de Português — Sujeito — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsSujeito
Código
ce414986
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UnB
Ano
2025
Cargo
Vest ( )
Lideranças indígenas e ativistas ambientais navegam rios da América Latina em flotilha até a COP 30


   Lideranças indígenas e ativistas ambientais de diferentes países da América Latina seguem em uma pequena frota de embarcações que percorre mais de 3 mil quilômetros pelo rio Amazonas, com chegada em Belém, para participarem da COP 30.

    O objetivo da jornada é chamar a atenção para a proteção da biodiversidade e dos povos indígenas, e garantir que suas demandas sejam ouvidas nas negociações sobre a crise climática.

   O grupo, formado por 60 representantes de organizações indígenas da América Latina e da Indonésia, partiu da cidade de Coca, no Equador, no dia 16 de outubro, em uma viagem que atravessa o rio Napo até o Peru, depois segue pelo Amazonas rumo à Colômbia e, finalmente, ao Brasil.

   São 20 dias de um percurso que faz o trajeto inverso ao dos colonizadores, em uma jornada que começou a mais de 4 mil metros de altitude, com uma cerimônia na Cordilheira dos Andes.

   “Viemos até a nossa mãe, a floresta amazônica, que é uma selva bisavó, a mãe de todas as selvas do mundo. Viemos apoiá-la, acompanhar seus filhos nascidos neste território. Viemos exigir que as demandas dos povos indígenas sejam implementadas porque somos as soluções vivas para a destruição climática. A resposta somos nós”, declarou Lucía Ixchiu, liderança do povo maya k’iche.

  Durante a travessia, o grupo troca experiências com comunidades locais, evidenciando que os impactos ambientais ultrapassam fronteiras e têm efeitos globais.

   Cerca de 360 indígenas brasileiros farão parte da delegação que estará na Zona Azul da COP, local onde ocorrem as negociações entre os países.

  Ângela Kaxuyana, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), ressaltou que a experiência de vida tradicional dos povos indígenas é fundamental para o enfrentamento da crise climática.

  “Temos seis pontos importantes. Um deles é que a demarcação dos territórios indígenas seja reconhecida como ação climática nas negociações da COP, e outro é que os estados se comprometam a tornar os territórios indígenas zona livre de exploração de petróleo, gás e outras atividades”, explica Ângela.


Internet: <https://g1.globo.com> (com adaptações).

Acerca de aspectos estruturais e linguísticos do texto Lideranças indígenas e ativistas ambientais navegam rios da América Latina em flotilha até a COP 30, julgue o item seguinte.

 

No trecho “explica Ângela” (final do texto), o nome “Ângela” funciona como complemento da forma verbal “explica”.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

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Função sintática de “Ângela” em “explica Ângela”

Gabarito: ERRADO. O nome “Ângela” não funciona como complemento da forma verbal “explica”; ele é o sujeito (posposto) do verbo. A prova está na concordância: o verbo “explica” está na 3ª pessoa do singular, concordando com o sujeito “Ângela” — se fosse complemento, o verbo não concordaria com ele. No trecho original, lê-se:

“Temos seis pontos importantes. Um deles é que a demarcação dos territórios indígenas seja reconhecida como ação climática nas negociações da COP, e outro é que os estados se comprometam a tornar os territórios indígenas zona livre de exploração de petróleo, gás e outras atividades”, explica Ângela.

Aqui, “Ângela” é quem pratica a ação de explicar; portanto, é o sujeito do verbo “explica”, e não o objeto direto.

O comando

A questão pede um julgamento sobre aspectos estruturais e linguísticos do texto, especificamente sobre a função sintática de um termo. Trata-se de uma questão de análise sintática — não de interpretação de conteúdo. O candidato deve identificar a função que o nome “Ângela” exerce na oração em que aparece.

O texto

No último parágrafo, a liderança indígena Ângela Kaxuyana é citada como autora das falas transcritas. A estrutura é típica de discurso direto: a fala vem entre aspas e, após a vírgula, o verbo “explica” seguido do nome da pessoa que falou. Essa construção é comum em textos jornalísticos: “disse fulano”, “afirmou sicrano”. Nesses casos, o nome que acompanha o verbo é o sujeito — a pessoa que pratica a ação de dizer/explicar.

A técnica que decide

Para distinguir sujeito de objeto direto, faça a pergunta ao verbo:

  • Quem explica? → Ângela explica. → Sujeito.

  • O que explica? → Explica as demandas (ou algo assim). → Objeto direto.

No trecho, o verbo “explica” é intransitivo (não exige complemento) — a fala já foi apresentada antes. O nome “Ângela” responde à pergunta “quem?”, logo é o sujeito posposto (que vem depois do verbo).

A ordem direta da oração seria: Ângela explica. O texto inverteu a ordem (posposição do sujeito), mas a função sintática não muda.

A pegadinha

A banca explora a posição do termo: como “Ângela” vem depois do verbo, o candidato pode pensar que é objeto direto. Mas a posição pós-verbal não define a função — o que define é a relação semântica e a concordância. O verbo concorda com o sujeito, não com o objeto.

1Função: sujeito posposto
Quem explica? Ângela
Verbo concorda com o sujeito
2Não é objeto direto
Objeto responde "o quê?"
Verbo não concorda com objeto
3Estrutura: discurso direto
Fala entre aspas
Verbo dicendi + nome do falante
"Ângela" em "explica Ângela"
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"Ângela" em "explica Ângela": Função: sujeito posposto (Quem explica? Ângela, Verbo concorda com o sujeito); Não é objeto direto (Objeto responde "o quê?", Verbo não concorda com objeto); Estrutura: discurso direto (Fala entre aspas, Verbo dicendi + nome do falante)
NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta na confusão entre sujeito posposto e objeto direto. Lembre-se: o objeto direto responde a “o quê?”; o sujeito responde a “quem?”. E o verbo concorda com o sujeito.

Conclusão

A afirmativa está errada porque “Ângela” é sujeito, e não complemento. Para acertar questões assim, sempre pergunte ao verbo “quem?” e “o quê?” — e confira a concordância verbal. Isso resolve a maioria das pegadinhas de função sintática.

Gabarito: ERRADO.

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