Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Preposição — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsPreposição
Código
ce414988
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UnB
Ano
2025
Cargo
Vest ( )
Lideranças indígenas e ativistas ambientais navegam rios da América Latina em flotilha até a COP 30


   Lideranças indígenas e ativistas ambientais de diferentes países da América Latina seguem em uma pequena frota de embarcações que percorre mais de 3 mil quilômetros pelo rio Amazonas, com chegada em Belém, para participarem da COP 30.

    O objetivo da jornada é chamar a atenção para a proteção da biodiversidade e dos povos indígenas, e garantir que suas demandas sejam ouvidas nas negociações sobre a crise climática.

   O grupo, formado por 60 representantes de organizações indígenas da América Latina e da Indonésia, partiu da cidade de Coca, no Equador, no dia 16 de outubro, em uma viagem que atravessa o rio Napo até o Peru, depois segue pelo Amazonas rumo à Colômbia e, finalmente, ao Brasil.

   São 20 dias de um percurso que faz o trajeto inverso ao dos colonizadores, em uma jornada que começou a mais de 4 mil metros de altitude, com uma cerimônia na Cordilheira dos Andes.

   “Viemos até a nossa mãe, a floresta amazônica, que é uma selva bisavó, a mãe de todas as selvas do mundo. Viemos apoiá-la, acompanhar seus filhos nascidos neste território. Viemos exigir que as demandas dos povos indígenas sejam implementadas porque somos as soluções vivas para a destruição climática. A resposta somos nós”, declarou Lucía Ixchiu, liderança do povo maya k’iche.

  Durante a travessia, o grupo troca experiências com comunidades locais, evidenciando que os impactos ambientais ultrapassam fronteiras e têm efeitos globais.

   Cerca de 360 indígenas brasileiros farão parte da delegação que estará na Zona Azul da COP, local onde ocorrem as negociações entre os países.

  Ângela Kaxuyana, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), ressaltou que a experiência de vida tradicional dos povos indígenas é fundamental para o enfrentamento da crise climática.

  “Temos seis pontos importantes. Um deles é que a demarcação dos territórios indígenas seja reconhecida como ação climática nas negociações da COP, e outro é que os estados se comprometam a tornar os territórios indígenas zona livre de exploração de petróleo, gás e outras atividades”, explica Ângela.


Internet: <https://g1.globo.com> (com adaptações).

Acerca de aspectos estruturais e linguísticos do texto Lideranças indígenas e ativistas ambientais navegam rios da América Latina em flotilha até a COP 30, julgue o item seguinte.

 

Seria correta a substituição do trecho “com chegada em Belém” (primeiro parágrafo) por com chegada a Belém.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescritura de "com chegada em Belém" por "com chegada a Belém"

Gabarito: letra C (Certo). A substituição é correta porque o substantivo "chegada" rege a preposição a (quem chega, chega a algum lugar), e não a preposição em. Além disso, como "Belém" é um nome de cidade feminino, ocorre a fusão da preposição a com o artigo a, gerando a crase: à Belém. O trecho original "com chegada em Belém" está gramaticalmente incorreto, pois "chegada" não admite a preposição "em".

O comando pede que se julgue a possibilidade de substituir um trecho por outro, mantendo a correção gramatical e o sentido. Trata-se de uma questão de reescritura que envolve dois conhecimentos: regência nominal (qual preposição o substantivo "chegada" exige) e crase (fusão da preposição com o artigo).

No texto, o trecho original é:

"...percorre mais de 3 mil quilômetros pelo rio Amazonas, com chegada em Belém..."

A forma "chegada em" é um desvio da norma culta. O substantivo "chegada" deriva do verbo "chegar", que, na norma padrão, rege a preposição a: chega-se a algum lugar. Portanto, o correto é "chegada a Belém". Como "Belém" é um topônimo feminino (a cidade de Belém), a preposição a se funde com o artigo a, formando a crase: à Belém. Assim, a substituição proposta está correta.

A banca explora uma confusão comum: muitos candidatos acham que "chegar em" é aceitável na língua falada, mas a norma culta exige "chegar a". Além disso, a crase antes de nomes de cidades é obrigatória quando o nome é feminino e o verbo/nome exige a preposição a. Exemplos: "Vou à Bahia", "Cheguei à França".

Regência de "chegada"
  • 1Verbo "chegar" rege "a"
    • Chega-se a algum lugar
  • 2Substantivo "chegada" exige "a"
    • "chegada a Belém"
  • 3"chegada em" → desvio da norma
  • 4Crase
    • Preposição "a" + artigo "a"
    • Topônimo feminino (Belém)
      • Obrigatória: "à Belém"
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A substituição é correta. O substantivo "chegada" exige a preposição a, e a crase é obrigatória diante de "Belém" (nome de cidade feminino). O trecho reescrito "com chegada à Belém" está gramaticalmente adequado e mantém o sentido original.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmação de que a substituição seria incorreta é falsa. O erro estaria em manter "chegada em Belém", que viola a regência do substantivo "chegada". A forma correta é "chegada a Belém" (com crase). Portanto, a alternativa E contradiz a norma culta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca testa se você conhece a regência de "chegar" (rege "a", não "em") e a crase obrigatória antes de topônimos femininos. Muitos candidatos, influenciados pela fala coloquial, acham que "chegar em" é aceitável, mas a norma culta exige "chegar a".

PEGA ESSA DICA!

Sempre que houver substituição de trecho, verifique: (1) a regência do termo regente; (2) se há crase (preposição + artigo); (3) se o sentido é mantido. Aqui, a regência decide tudo.

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/ce414988