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Questão de Português — Outras Questões de Português e Questões Mescladas (Interpretação de Textos ou Gramática) — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsOutras Questões de Português e Questões Mescladas (Interpretação de Textos ou Gramática)
Código
ce414990
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UnB
Ano
2025
Cargo
Vest ( )

Sol no peito

Nick Cruz

 

Só quero mudar de nome,
Só quero paz e respeito, só quero viver na sombra, depois de tomar Sol no peito,

Que minha mãe não me ligue preocupada com minha vida,
Oi filho, você tá vivo? Me conta como foi seu dia?

 

Constituição da República Federativa do Brasil

(...)
Art. 5.º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
(...)

Leia os trechos.

 

A partir do trecho precedente da canção Sol no peito, de Nick Cruz, e dos dispositivos da Constituição Federal de 1988 apresentados, julgue o item a seguir.

 

O último verso desse trecho da canção apresenta elementos do português brasileiro coloquial.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Variação linguística: o coloquialismo no último verso da canção

Gabarito: letra C (Certo). O último verso do trecho da canção — "Oi filho, você tá vivo? Me conta como foi seu dia?" — apresenta elementos típicos do português brasileiro coloquial, como a forma contraída "tá" (em vez de "está") e o uso do pronome "você" com verbo em segunda pessoa do singular sem a flexão correspondente ("me conta", em vez de "conta-me"). Essas marcas são características da fala informal, distanciando-se da norma culta.

O comando pede que se julgue a afirmação sobre o último verso da canção, e não sobre o texto constitucional. A questão é de compreensão e variação linguística: identificar se o trecho apresenta marcas de coloquialidade. Não há necessidade de inferência; a resposta está explícita na forma como o verso é construído.

O texto-base apresenta dois blocos: a canção "Sol no peito", de Nick Cruz, e dispositivos da Constituição Federal. O último verso da canção é claramente coloquial, enquanto o texto constitucional é formal. A banca explora essa diferença para testar se o candidato percebe a variação linguística.

A técnica para resolver é simples: procure marcas de oralidade — contrações ("tá"), uso de "você" com verbo sem concordância canônica ("me conta"), interjeições ("Oi"), perguntas diretas sem inversão ("você tá vivo?"). Esses elementos são típicos da fala espontânea, não da escrita formal.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar itens sobre variação linguística, pergunte-se: "essa construção seria aceita em uma redação formal?" Se não, é coloquial. Contrações como "tá", "pra", "cê" e o uso de "você" com verbo em 2ª pessoa sem a flexão correspondente são os sinais mais comuns.

1Contrações
"tá" (está)
2Uso de "você"
Verbo sem concordância canônica ("me conta")
3Interjeição
"Oi"
4Pergunta direta
Sem inversão ("você tá vivo?")
Marcas de coloquialidade
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Marcas de coloquialidade: Contrações ("tá" (está)); Uso de "você" (Verbo sem concordância canônica ("me conta")); Interjeição ("Oi"); Pergunta direta (Sem inversão ("você tá vivo?"))

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O verso "Oi filho, você tá vivo? Me conta como foi seu dia?" apresenta, de fato, elementos do português brasileiro coloquial. A forma "tá" é uma contração de "está", típica da fala; o uso de "você" seguido de verbo na 2ª pessoa do singular ("me conta") sem a concordância canônica ("conta-me") é uma marca de oralidade; a interjeição "Oi" e a pergunta direta sem inversão também reforçam o tom informal. Portanto, a afirmação está correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma que o verso não apresenta elementos coloquiais, o que contradiz diretamente o que se observa no texto. Como demonstrado, o verso é repleto de marcas de oralidade. A banca, ao apresentar essa alternativa, tenta confundir o candidato que não reconhece essas marcas, mas a evidência textual é clara.

Conclusão: A resposta é a letra C, pois o último verso da canção é inequivocamente coloquial. Lembre-se: a variação linguística é um fenômeno natural e o coloquialismo não é erro, apenas uma variedade diferente da norma culta.

Gabarito: letra C

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