Questão de Raciocínio Lógico — Argumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce416824
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TRF 6
- Ano
- 2025
- Cargo
- AJ TRF6
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). O argumento apresentado não é dedutivamente válido, pois a premissa "A maioria dos funcionários que trabalha bem nesta empresa deve receber uma bonificação" não garante, por si só, que todos os funcionários que trabalham bem receberão a bonificação. A conclusão sobre Ivete, portanto, não decorre necessariamente das premissas — trata-se de uma generalização indevida.
Para que um argumento seja dedutivamente válido, é necessário que, se todas as premissas forem verdadeiras, a conclusão necessariamente também seja verdadeira. No caso, a premissa fala de "maioria", um quantificador que não abrange a totalidade. Ivete pode ser exatamente a funcionária que trabalhou bem, mas que, por alguma razão, não receberá a bonificação — e isso não contradiz a premissa. Assim, a conclusão não é uma consequência lógica das premissas.
A validade dedutiva não depende do conteúdo das premissas, mas da forma lógica do argumento. Um argumento é válido quando a conclusão é uma consequência necessária das premissas, ou seja, quando é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa. No argumento em questão, a premissa "A maioria dos funcionários que trabalha bem deve receber bonificação" pode ser verdadeira mesmo que Ivete, que trabalhou bem, não receba a bonificação — desde que ela faça parte da minoria que não recebe. Portanto, a conclusão não é garantida.
A banca explora exatamente a confusão entre quantificadores: "maioria" (alguns, mais da metade) e "todos" (universal). O candidato desatento pode interpretar a premissa como se fosse "Todos os funcionários que trabalham bem devem receber bonificação", o que tornaria o argumento válido. Mas a premissa diz "maioria", e isso muda tudo.
A banca troca o quantificador "maioria" por "todos" na leitura do candidato. Se a premissa fosse "Todos os funcionários que trabalham bem devem receber bonificação", o argumento seria válido. Mas como é "maioria", a conclusão sobre Ivete não é garantida — ela pode ser a exceção. Fique atento a palavras como "maioria", "alguns", "quase todos", que não implicam universalidade.
Caso | Premissa "Maioria" (M) | Ivete trabalhou bem (T) | Conclusão "Ivete recebe bonificação" (B) | Premissas verdadeiras e conclusão falsa? | Resultado |
|---|---|---|---|---|---|
1 | V (Ivete na maioria) | V | V | Não | Consistente (válido neste caso) |
2 | V (Ivete na minoria) | V | F | Sim | Contradição (invalida o argumento) |
O item afirma que o argumento é dedutivamente válido. Isso está errado. A premissa "A maioria dos funcionários que trabalha bem nesta empresa deve receber uma bonificação financeira" não estabelece que todo funcionário que trabalha bem receberá a bonificação. A conclusão "Ivete deve receber uma bonificação" não decorre logicamente, pois Ivete pode pertencer à minoria que, apesar de trabalhar bem, não recebe a bonificação. Portanto, o argumento é inválido.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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