Questão de Raciocínio Lógico — Raciocínio Crítico — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce416829
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TRF 6
- Ano
- 2025
- Cargo
- AJ TRF6
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). A fala de B não é desfavorável a Felipe; pelo contrário, ela o favorece ao afirmar que ele é mais forte que Paulo, o que sugere que Felipe seria capaz de carregar a caixa. A análise argumentativa se baseia na estrutura do diálogo e no peso das informações apresentadas, não em uma regra formal de lógica proposicional.
O raciocínio analítico, no contexto de argumentação, envolve a capacidade de decompor um discurso em suas partes constituintes (premissas, conclusões, suposições) e avaliar como essas partes se relacionam para sustentar ou enfraquecer um ponto de vista. No diálogo apresentado, A expressa uma dúvida sobre a capacidade de Paulo de carregar a caixa e pede a opinião de B. A resposta de B introduz uma nova informação: "Felipe é mais forte que Paulo". Essa informação, no contexto da pergunta de A, funciona como uma premissa que sugere que Felipe, e não Paulo, seria a pessoa mais adequada para a tarefa. Portanto, a fala de B não é desfavorável a Felipe; ela o coloca em uma posição de vantagem em relação a Paulo.
A avaliação de uma argumentação não se limita à validade formal (como na lógica proposicional), mas também considera a força persuasiva e a relevância das premissas para a conclusão. No caso, a premissa "Felipe é mais forte que Paulo" é relevante para a questão de quem consegue carregar a caixa e, ao indicar Felipe como mais forte, a fala de B o favorece. A segunda parte da fala de B ("Mas tudo bem. É você quem vai pedir a ajuda mesmo.") é uma observação sobre a decisão de A, mas não diminui o mérito de Felipe; apenas constata que a escolha de A recaiu sobre Paulo, apesar da força de Felipe.
A pegadinha da banca está em induzir o candidato a interpretar a fala de B como uma crítica ou um desestímulo a Felipe, quando, na verdade, a informação fornecida por B é um elogio indireto à força de Felipe. O candidato pode se confundir ao focar no fato de que A vai pedir ajuda a Paulo, e não a Felipe, e concluir erroneamente que B está sendo desfavorável a Felipe. No entanto, a análise argumentativa deve se concentrar no conteúdo da fala de B, que é positivo em relação a Felipe.
A banca explora a confusão entre o conteúdo da fala e a decisão do interlocutor. A fala de B é favorável a Felipe porque o descreve como mais forte, mas o candidato pode se prender ao fato de que A decidiu pedir ajuda a Paulo, interpretando a fala como desfavorável. A análise correta isola a informação sobre Felipe e a avalia em si mesma.
Proposição | Conteúdo da fala de B sobre Felipe | Efeito argumentativo | Conclusão |
|---|---|---|---|
p | "Felipe é mais forte que Paulo" | Favorável (elogio indireto) | A fala de B não é desfavorável |
q | "Mas tudo bem. É você quem vai pedir a ajuda mesmo." | Neutro (constatação da decisão de A) | Não altera o caráter favorável |
p ∧ q | Fala completa de B | Favorável a Felipe | Item ERRADO (E) |
A afirmação de que a fala de B é desfavorável a Felipe está incorreta. A fala de B contém a premissa "Felipe é mais forte que Paulo", que é uma informação positiva sobre Felipe, indicando que ele teria capacidade de carregar a caixa. Essa premissa, no contexto da pergunta de A, funciona como um argumento a favor de Felipe, não contra ele. A segunda parte da fala de B é uma constatação sobre a decisão de A, mas não altera o caráter favorável da informação sobre Felipe. Portanto, do ponto de vista argumentativo, a fala de B é favorável a Felipe.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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