Questão de Raciocínio Lógico — Argumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce416830
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TRF 6
- Ano
- 2025
- Cargo
- AJ TRF6
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (CERTO). Se a proposição “Maria é uma tenista brasileira.” é verdadeira, então “Maria é uma tenista.” é necessariamente verdadeira, pois a primeira proposição é uma conjunção lógica (Maria é tenista e Maria é brasileira), e a verdade de uma conjunção implica a verdade de cada uma de suas partes. Essa é a propriedade da simplificação conjuntiva, um princípio fundamental da lógica proposicional.
O raciocínio analítico, em sua essência, lida com a estrutura formal dos argumentos, independentemente do conteúdo. A questão não pergunta se Maria existe ou se é de fato uma tenista; ela pergunta sobre a relação lógica entre duas proposições. A proposição “Maria é uma tenista brasileira” pode ser decomposta em duas proposições mais simples: “Maria é uma tenista” e “Maria é brasileira”, unidas pelo conectivo e (conjunção). Na lógica, uma proposição composta por uma conjunção (P e Q) só é verdadeira quando ambas as proposições simples P e Q são verdadeiras. Portanto, se a conjunção é verdadeira, é uma consequência lógica imediata e necessária que cada uma de suas partes também seja verdadeira.
Essa regra é conhecida como simplificação conjuntiva (ou regra da eliminação do e). Ela é um dos pilares da dedução lógica e é amplamente utilizada em provas de raciocínio lógico. A banca, ao apresentar essa questão, testa justamente se o candidato compreende essa relação de implicação entre uma proposição composta e suas partes constituintes. A pegadinha, se houvesse, seria inverter o raciocínio: afirmar que, por ser tenista, Maria seria necessariamente brasileira — o que não é verdade, pois a proposição “Maria é uma tenista” não contém a informação sobre a nacionalidade. Mas a questão vai no sentido correto, da parte para o todo.
Para visualizar, podemos usar um diagrama de conjuntos: o conjunto das “tenistas brasileiras” está contido no conjunto das “tenistas”. Se Maria pertence ao conjunto menor (tenistas brasileiras), ela, por definição, pertence ao conjunto maior (tenistas). Essa é a essência da relação de implicação: a verdade da premissa garante a verdade da conclusão em todas as situações possíveis. Não há nenhum cenário em que “Maria é uma tenista brasileira” seja verdadeiro e “Maria é uma tenista” seja falso. É exatamente essa impossibilidade que define a validade do argumento.
Em questões de lógica de argumentação, identifique a estrutura da proposição. Se ela é uma conjunção (P e Q), a verdade dela implica a verdade de P e de Q. Se é uma condicional (P → Q), a verdade de P implica a verdade de Q. Essa distinção é a chave para resolver rapidamente esse tipo de questão.
p | q | p ∧ q | (p ∧ q) → p |
|---|---|---|---|
V | V | V | V |
V | F | F | V |
F | V | F | V |
F | F | F | V |
A proposição “Maria é uma tenista brasileira” é uma proposição composta pela conjunção de duas proposições simples: “Maria é uma tenista” e “Maria é brasileira”. Pela regra da simplificação conjuntiva, se a conjunção é verdadeira, cada uma de suas partes é verdadeira. Portanto, a proposição “Maria é uma tenista” é uma consequência lógica necessária da proposição original. O item está certo.
Gabarito: letra C (CERTO).
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