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Questão de Raciocínio Lógico — Argumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade — CESPE / CEBRASPE 2025

Raciocínio LógicoArgumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade
Código
ce416868
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE RS
Ano
2025
Cargo
APE (TCE-RS)
Considere que as seguintes proposições se refiram ao processo X, em instrução em determinado tribunal.   P: “O relatório técnico de X foi consolidado.” Q: “Todas as notas técnicas de X foram assinadas.” R: “O parecer preliminar de X foi emitido.” H: “X foi classificado como de alto risco.” S: “X sinaliza indício de sobrepreço.” A: “Ana auditará X.” B: “Bruno auditará X.” C: “Carla auditará X.”   Considere também as seguintes premissas relacionadas ao processo X:   \bullet P → ∧ Q \bullet P ∨ H → R \bullet S → (B ∨ C) \bullet B → ¬ A \bullet Fatos observados para X: H é verdadeiro; S é verdadeiro.   Com base nessas considerações, julgue o item subsequente.   Das premissas propostas é correto concluir que, se Ana não auditar X, então Carla o auditará.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica Proposicional: Validade de Argumentos com Premissas Condicionais

Gabarito: letra E (ERRADO). A conclusão "se Ana não auditar X, então Carla o auditará" (¬A → C) não é uma consequência lógica obrigatória das premissas, pois é possível que todas as premissas sejam verdadeiras e a conclusão seja falsa. Isso ocorre quando Ana não audita (¬A verdadeiro) e Carla também não audita (C falso), situação que não contradiz nenhuma das premissas dadas.

Para analisar a validade de um argumento, devemos admitir que as premissas são verdadeiras e verificar se a conclusão pode ser falsa. Se isso for possível, o argumento é inválido (sofisma, falácia); se não for possível, o argumento é válido. Este é o princípio fundamental da lógica de argumentação, conforme o método da tabela-verdade e as regras de inferência.

Vamos formalizar as premissas:

  • P1: P → Q (Se o relatório foi consolidado, então todas as notas foram assinadas)

  • P2: (P ∨ H) → R (Se o relatório foi consolidado ou classificado como alto risco, então o parecer foi emitido)

  • P3: S → (B ∨ C) (Se sinaliza indício de sobrepreço, então Bruno ou Carla auditará)

  • P4: B → ¬A (Se Bruno auditar, então Ana não auditará)

  • Fatos: H é verdadeiro; S é verdadeiro.

A conclusão proposta é: ¬A → C (Se Ana não auditar, então Carla auditará).

Para testar a validade, vamos tentar tornar a conclusão falsa. Uma condicional ¬A → C é falsa somente quando ¬A é verdadeiro (A é falso) e C é falso. Vamos verificar se essa combinação é compatível com as premissas verdadeiras.

Com S verdadeiro, a premissa P3 (S → (B ∨ C)) exige que (B ∨ C) seja verdadeiro. Se C é falso, então B deve ser verdadeiro. Com B verdadeiro, a premissa P4 (B → ¬A) exige que ¬A seja verdadeiro, o que é consistente com A falso. As premissas P1 e P2 não impõem restrições sobre A, B ou C, pois dependem apenas de P, Q, H e R. Como H é verdadeiro, P2 exige que R seja verdadeiro, o que é possível. Portanto, é perfeitamente consistente ter todas as premissas verdadeiras com A falso, B verdadeiro e C falso. Nessa situação, a conclusão ¬A → C é falsa (pois ¬A é V e C é F). Logo, o argumento é inválido.

A pegadinha da banca está em tentar fazer o candidato acreditar que, como S → (B ∨ C) e B → ¬A, então ¬A → C. No entanto, a premissa S → (B ∨ C) não garante que Carla auditará se Ana não auditar; ela apenas garante que pelo menos um dos dois (Bruno ou Carla) auditará. Como Bruno pode ser o auditor, a conclusão não é obrigatória.

Caso

Atribuição (A, B, C)

Resultado

1

A = F, B = V, C = F

Premissas verdadeiras; conclusão ¬A → C falsa (V → F) → argumento inválido

2

A = F, B = F, C = V

Premissas verdadeiras; conclusão ¬A → C verdadeira (V → V) → consistente

3

A = V, B = F, C = V

Premissas verdadeiras; conclusão ¬A → C verdadeira (F → V) → consistente

4

A = V, B = V, C = F

Premissas verdadeiras; conclusão ¬A → C verdadeira (F → F) → consistente

Validade do argumento
  • 1Premissas
    • P → Q
    • (P ∨ H) → R
    • S → (B ∨ C)
    • B → ¬A
    • Fatos: H e S verdadeiros
  • 2Conclusão testada
    • ¬A → C
  • 3Contraexemplo
    • A falso, B verdadeiro, C falso
    • Premissas verdadeiras
    • Conclusão falsa
  • 4Resultado
    • Argumento inválido
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Item — ❌ ERRADO

A afirmação "se Ana não auditar X, então Carla o auditará" (¬A → C) não é uma consequência lógica das premissas. Conforme demonstrado, é possível que todas as premissas sejam verdadeiras e a conclusão seja falsa, quando Ana não audita (A falso), Bruno audita (B verdadeiro) e Carla não audita (C falso). Nesse cenário, a premissa S → (B ∨ C) é satisfeita (pois B ∨ C é verdadeiro), a premissa B → ¬A é satisfeita (pois ¬A é verdadeiro), e a conclusão ¬A → C é falsa (pois ¬A é V e C é F). Portanto, o argumento é inválido, e a conclusão não pode ser corretamente inferida.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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