Questão de Banco de Dados — Modelo Entidade-Relacionamento (MER) — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce417255
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TRF 6
- Ano
- 2025
- Cargo
- TJ TRF6

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: Errado. A afirmação está incorreta porque, no modelo relacional, o relacionamento entre as entidades estudante e matricula exige a presença de uma chave estrangeira na tabela matricula para garantir a integridade referencial. A entidade matricula contém dados que identificam o estudante (como o código do estudante), mas isso não elimina a necessidade da chave estrangeira — pelo contrário, é exatamente esse atributo que é a chave estrangeira. A chave estrangeira é o mecanismo que implementa o relacionamento no modelo relacional, e sua ausência quebraria a ligação entre as tabelas.
O Modelo Entidade-Relacionamento (MER) é um modelo conceitual, de alto nível, que descreve entidades, atributos e relacionamentos de forma abstrata, independente de SGBD. O Diagrama Entidade-Relacionamento (DER) é a representação gráfica desse modelo. No MER, os relacionamentos são representados por losangos, e as chaves primárias são indicadas por atributos sublinhados. Importante: no MER, não se representam chaves estrangeiras — elas são um conceito do modelo lógico/relacional, que é a etapa seguinte da modelagem.
Quando o modelo conceitual é convertido para o modelo relacional (lógico), cada entidade vira uma tabela, e os relacionamentos são implementados por meio de chaves estrangeiras. A chave estrangeira é um atributo (ou conjunto de atributos) em uma tabela que referencia a chave primária de outra tabela, estabelecendo a associação entre os registros. No caso de um relacionamento 1:N (um estudante tem várias matrículas), a chave estrangeira deve ficar no lado N, ou seja, na tabela matricula, contendo o identificador do estudante (por exemplo, cod_estudante).
A afirmação do enunciado tenta confundir o candidato ao sugerir que, como a entidade matricula já contém os dados do estudante, não seria necessário usar uma chave estrangeira. Isso é um equívoco: esses dados são a chave estrangeira. Sem ela, não há como relacionar as tabelas no banco relacional, e a integridade referencial seria violada. A chave estrangeira é justamente o mecanismo que garante que cada matrícula esteja associada a um estudante existente.
A banca explora a confusão entre o modelo conceitual (MER) e o modelo relacional (lógico). No MER, de fato, não se desenham chaves estrangeiras — mas a questão fala de "modelar sem chave estrangeira" no contexto de um banco de dados relacional, onde a chave estrangeira é obrigatória para implementar o relacionamento. O candidato que sabe que o MER não representa chaves estrangeiras pode achar que a afirmação está correta, mas ela se refere à implementação relacional, não ao diagrama conceitual.
Critério | Modelo Conceitual (MER/DER) | Modelo Relacional (Lógico) |
|---|---|---|
Representação de relacionamentos | Losango (símbolo gráfico) | Chave estrangeira (atributo na tabela) |
Chave estrangeira | Não é representada | Obrigatória para implementar relacionamentos |
Papel da entidade | Entidade associativa com atributos próprios | Tabela que recebe a chave primária de |
Integridade referencial | Não se aplica (nível conceitual) | Garantida pela chave estrangeira |
Exemplo prático | Relacionamento "estudante possui matrícula" |
|
A afirmação está errada. No modelo relacional, o relacionamento entre estudante e matricula requer uma chave estrangeira na tabela matricula. A entidade matricula contém os dados necessários para identificar o estudante (como o código do estudante), mas esse atributo é a chave estrangeira — ele referencia a chave primária da tabela estudante. Sem essa chave, não há como estabelecer a associação entre as tabelas, e a integridade referencial seria violada. A chave estrangeira é o mecanismo padrão para implementar relacionamentos no modelo relacional, e sua ausência tornaria impossível saber a qual estudante cada matrícula pertence.
Gabarito: Errado
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