Questão de Banco de Dados — Modelagem e Mapeamento ER-relacional — CESPE / CEBRASPE 2025
Banco de Dados›Modelagem e Mapeamento ER-relacional
Código
ce417293
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UNIVESP
Ano
2025
Cargo
Sup Ped ( )
A figura precedente consiste em um DER, que representa a modelagem de uma clínica médica na qual um mesmo médico pode realizar consulta com vários pacientes, sendo possível que o mesmo paciente se consulte com o mesmo médico mais de uma vez.
A partir das informações apresentadas, é correto afirmar que, na transformação do diagrama para o modelo físico, CONSULTA
Adeve ser excluída, não gerando quaisquer modificações no modelo físico.
Bdeve ser transformada em uma entidade associativa.
Cdeve ser transformada no campo MÉDICO.
Ddeve ser transformada em dois campos, um campo MÉDICO e outro PACIENTE.
Edeve ser transformada no campo PACIENTE.
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GabaritoB — deve ser transformada em uma entidade associativa.
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Modelagem de Dados – Transformação de Relacionamento N:N em Entidade Associativa
Gabarito: letra B. No relacionamento muitos-para-muitos (N:N) entre MÉDICO e PACIENTE, a entidade CONSULTA deve ser transformada em uma entidade associativa no modelo físico, pois é ela que armazena os atributos do relacionamento e permite representar corretamente a cardinalidade N:N. Essa é a técnica clássica de mapeamento do modelo entidade-relacionamento para o modelo relacional.
O relacionamento N:N é aquele em que cada ocorrência de uma entidade pode se relacionar com várias ocorrências da outra, e vice-versa. No caso da clínica, um médico atende vários pacientes e um paciente pode ser atendido por vários médicos. Além disso, o enunciado informa que o mesmo paciente pode se consultar com o mesmo médico mais de uma vez, o que caracteriza um relacionamento com atributos próprios (como data, hora, diagnóstico).
No modelo relacional, não é possível representar diretamente um relacionamento N:N apenas com chaves estrangeiras. A solução é criar uma tabela associativa (ou entidade associativa) que contenha as chaves primárias das duas entidades participantes, formando uma chave primária composta, e que possa armazenar os atributos do relacionamento. Essa tabela é o que chamamos de entidade associativa.
A transformação segue a regra geral de mapeamento: para relacionamentos N:N, cria-se uma nova relação cuja chave primária é a combinação das chaves primárias das entidades participantes. Os atributos do relacionamento passam a ser atributos dessa nova relação. No caso, a entidade CONSULTA vira a tabela associativa com os campos MÉDICO (chave estrangeira) e PACIENTE (chave estrangeira), além dos atributos próprios da consulta.
A pegadinha da questão está em confundir a entidade associativa com a simples adição de campos. As alternativas C, D e E sugerem transformar CONSULTA em campos de MÉDICO ou PACIENTE, o que não resolve o problema da cardinalidade N:N e não permite armazenar os atributos do relacionamento. A alternativa A, por sua vez, sugere excluir CONSULTA, o que perderia informações essenciais.
Guarde o critério decisivo: relacionamento N:N com atributos próprios → entidade associativa. É exatamente essa a distinção que separa as alternativas.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Excluir a entidade CONSULTA não é correto, pois ela representa o relacionamento N:N entre MÉDICO e PACIENTE e contém atributos próprios (como data e hora da consulta). Sem ela, não há como armazenar essas informações no modelo relacional. A exclusão só seria possível se o relacionamento fosse 1:N e não tivesse atributos próprios, o que não é o caso.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A entidade CONSULTA deve ser transformada em uma entidade associativa. Isso ocorre porque o relacionamento entre MÉDICO e PACIENTE é N:N, e a entidade associativa é a forma de representar esse relacionamento no modelo relacional, criando uma tabela que contém as chaves estrangeiras de ambas as entidades e os atributos do relacionamento. Essa é a técnica padrão de mapeamento.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Transformar CONSULTA no campo MÉDICO não faz sentido, pois isso não representaria o relacionamento N:N. O campo MÉDICO já existe na entidade MÉDICO, e adicioná-lo a outra tabela não resolveria a cardinalidade. Além disso, os atributos da consulta (data, hora, etc.) ficariam sem lugar adequado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Transformar CONSULTA em dois campos, MÉDICO e PACIENTE, também não é correto. Embora a entidade associativa contenha esses dois campos como chaves estrangeiras, ela é mais do que isso: é uma tabela própria com chave primária composta e atributos do relacionamento. A simples adição de dois campos a uma das entidades não representaria o relacionamento N:N de forma adequada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Transformar CONSULTA no campo PACIENTE é incorreto pelo mesmo motivo da alternativa C. O campo PACIENTE já existe na entidade PACIENTE, e adicioná-lo a outra tabela não representaria o relacionamento N:N nem armazenaria os atributos da consulta.