Questão de Banco de Dados — Visão (View) — CESPE / CEBRASPE 2025
Banco de Dados›Visão (View)
Código
ce417332
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
FUB
Ano
2025
Cargo
Aud ( )
Julgue o item a seguir, relativo a bancos de dados relacionais.
No banco de dados relacional, uma view é uma estrutura disponibilizada pelo SGBD para armazenar tabelas e permitir acesso conforme as regras implementadas para o seu acesso.
CCerto
EErrado
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GabaritoE — Errado
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Visão (View) em Banco de Dados Relacional
Gabarito: Errado. A afirmação está incorreta porque uma view não armazena tabelas — ela é uma tabela virtual derivada de uma consulta (SELECT) predefinida, que é executada sempre que referenciada. O conceito de "armazenar tabelas" e "permitir acesso conforme regras" se aproxima mais do catálogo/dicionário de dados do SGBD, que guarda os metadados e as definições de estrutura, do que de uma visão.
Uma visão (ou view) é, essencialmente, uma consulta armazenada que se comporta como uma tabela para o usuário, mas que não ocupa espaço físico para seus dados — ela apenas referencia as tabelas base. Quando você cria uma view com CREATE VIEW, o SGBD guarda a definição da consulta (o texto do SELECT), não os dados resultantes. A cada acesso à view, a consulta é executada sobre as tabelas base, refletindo o estado atual dos dados. Isso é diferente de uma tabela física, que armazena as tuplas diretamente em disco.
A confusão central da assertiva está em dois pontos: (1) dizer que a view "armazena tabelas" — na verdade, ela é derivada de tabelas e não as armazena; e (2) dizer que ela "permite acesso conforme as regras implementadas para o seu acesso" — isso é uma função do catálogo de dados (dicionário de dados), que contém os metadados, a estrutura dos arquivos, os tipos de dados e as restrições de integridade. A view, por sua vez, é uma janela sobre os dados, que pode até ser usada como mecanismo de segurança (restringindo o acesso a colunas/linhas específicas), mas sua essência é ser uma consulta virtual, não um armazenamento.
Vale destacar a exceção das visões materializadas: essas sim armazenam fisicamente o resultado da consulta em uma tabela auxiliar, ocupando espaço em disco. Porém, a assertiva não menciona esse tipo específico, e a regra geral — e o que a banca cobra — é que view é tabela virtual. O item, portanto, está errado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura dois conceitos distintos para induzir ao erro: a view (tabela virtual, consulta armazenada, sem dados físicos) e o catálogo/dicionário de dados (que armazena metadados e define regras de acesso). O candidato que lê rápido pode achar que a view "armazena tabelas" e "controla acesso", quando na verdade ela apenas deriva dados de outras tabelas. Lembre-se: view não armazena dados — ela é uma consulta predefinida que devolve dados na hora da consulta.
Item — ❌ Errado
A assertiva afirma que a view é uma estrutura para "armazenar tabelas" e "permitir acesso conforme as regras implementadas". Isso está incorreto por dois motivos:
View não armazena tabelas: ela é uma tabela virtual derivada de outras tabelas (base ou outras views). Seus dados não são persistidos; a consulta é executada dinamicamente a cada referência. O armazenamento físico é das tabelas base, não da view.
O controle de acesso por regras é característica do catálogo de dados (dicionário de dados), que guarda metadados, estrutura dos arquivos, tipos de dados e restrições. A view pode até ser usada como mecanismo de segurança (expondo apenas um subconjunto de dados), mas sua definição conceitual não é "armazenar tabelas" — é ser uma consulta virtual.
A definição correta: view é uma consulta predefinida (SELECT) armazenada no dicionário de dados, que se comporta como uma tabela virtual para o usuário, sem armazenar dados fisicamente (exceto visões materializadas).