Questão de Redes de Computadores — RIP (Routing Information Protocol) — CESPE / CEBRASPE 2025
Redes de Computadores›RIP (Routing Information Protocol)
Código
ce417966
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC DF
Ano
2025
Cargo
GAAPC ( )
A respeito de elementos de interconexão de redes de computadores, bem como de noções dos modelos de referência OSI (open system interconnection reference model), julgue o item a seguir.
Na estratégia de poison reverse, utilizada em roteadores, em vez de inundar a tabela por meio de cada interface, cada nó envia apenas parte de sua tabela por intermédio de cada interface.
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Poison Reverse e atualização de tabelas de roteamento
Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmação descreve incorretamente a estratégia de poison reverse: ela não consiste em enviar "apenas parte" da tabela por interface, mas sim em anunciar uma rota com métrica infinita (inalcançável) pela interface de onde a rota foi aprendida, para evitar loops de roteamento. O conceito de enviar apenas parte da tabela por interface corresponde a outra técnica, como a split horizon (horizonte dividido), não ao poison reverse.
O poison reverse (envenenamento reverso) é uma técnica utilizada em protocolos de roteamento por vetor de distância, como o RIP, para prevenir loops de roteamento. Quando um roteador aprende uma rota através de um vizinho, ele anuncia essa rota de volta para esse mesmo vizinho com uma métrica que indica que o destino é inalcançável (geralmente 16 saltos no RIP, que representa infinito). Isso "envenena" a rota na direção de onde ela veio, impedindo que o vizinho a utilize indevidamente e criando um ciclo de atualizações.
A técnica de split horizon (horizonte dividido) é diferente: ela determina que um roteador não deve anunciar uma rota de volta pela interface pela qual a aprendeu. Ou seja, em vez de enviar a rota com métrica infinita, simplesmente omite essa rota na atualização enviada por aquela interface. Ambas as técnicas visam o mesmo objetivo — evitar loops — mas operam de maneiras distintas: uma "envenena" a rota, a outra a "esconde".
A afirmação do enunciado mistura os conceitos: ela diz que "em vez de inundar a tabela por meio de cada interface, cada nó envia apenas parte de sua tabela por intermédio de cada interface". Isso descreve, na verdade, o split horizon (que omite rotas aprendidas pela interface) ou até mesmo o split horizon with poison reverse (que combina as duas técnicas, enviando a rota com métrica infinita). Mas o poison reverse puro não é sobre "enviar apenas parte da tabela" — é sobre enviar a rota com métrica infinita pela interface de origem.
Na prática, o RIP (Routing Information Protocol) é um protocolo de vetor de distância que utiliza essas técnicas para evitar loops. Ele envia atualizações periódicas (a cada 30 segundos) e também quando a topologia muda. Quando um roteador recebe uma atualização, ele incrementa a métrica em 1 e atualiza sua tabela. Para evitar loops, o RIP pode usar split horizon e poison reverse.
A pegadinha da banca está em trocar o conceito de poison reverse pelo de split horizon. O candidato que conhece apenas o nome "poison reverse" pode associá-lo a "enviar apenas parte da tabela", mas a definição correta é outra. É importante distinguir:
Técnica
Comportamento
Objetivo
Split horizon
Não anuncia a rota pela interface de onde foi aprendida
Evitar loops
Poison reverse
Anuncia a rota com métrica infinita pela interface de origem
Evitar loops
Split horizon with poison reverse
Combina as duas: omite ou envenena conforme o caso
Evitar loops
A questão cobra o conhecimento dessas técnicas de roteamento, que são fundamentais para entender como protocolos como o RIP evitam loops e convergem corretamente. O erro está em atribuir ao poison reverse uma característica que pertence ao split horizon.
Técnicas anti-loop (RIP)
1Split horizon
omite a rota pela interface de origem
2Poison reverse
anuncia com métrica infinita (16)
3Split horizon com poison reverse
combina omissão e envenenamento
LEVEL · soulevel.com.br
Item — ❌ ERRADO
A afirmação está incorreta porque descreve o poison reverse como "enviar apenas parte da tabela por interface", o que é uma confusão com o split horizon. No poison reverse, o roteador envia a rota de volta pela interface de origem, mas com métrica infinita (inalcançável), para "envenenar" a rota e evitar loops. Não se trata de enviar apenas parte da tabela, mas de enviar a rota com uma métrica que indica que o destino não é alcançável por aquele caminho.
NÃO CAIA NESSA!
Para não confundir, lembre-se: split horizon = "não fale da rota para quem te ensinou"; poison reverse = "fale, mas diga que ela está envenenada (métrica infinita)". Na prova, se a alternativa disser "envia apenas parte da tabela", pense em split horizon; se disser "envia a rota com métrica infinita", pense em poison reverse.