Pular para o conteúdo principal

Questão de Redes de Computadores — VOIP, H.323, SIP, RTP, SCTP, etc. — CESPE / CEBRASPE 2025

Redes de ComputadoresVOIP, H.323, SIP, RTP, SCTP, etc.
Código
ce417970
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC DF
Ano
2025
Cargo
GAAPC ( )
No que se refere a noções de telefonia digital, VoIP e videoconferência, julgue o item a seguir.   Nas ligações realizadas através de VoIP, o áudio é codificado por meio da técnica Manchester diferencial.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Telefonia VoIP: codificação de áudio

Gabarito: letra E (ERRADO). Em ligações VoIP, o áudio é codificado por codecs de voz como G.711, G.723.1, G.729, entre outros — e não pela técnica Manchester diferencial, que é um esquema de codificação de linha usado na camada física de redes locais Ethernet (para sincronizar bits no meio físico), não na codificação de áudio. A afirmação mistura conceitos de camadas diferentes: codificação de áudio (camada de aplicação) com codificação de linha (camada física).

A telefonia VoIP (Voz sobre IP) transforma a voz analógica em pacotes de dados digitais para transmissão pela rede IP. Esse processo envolve várias etapas: amostragem do sinal analógico, quantização, codificação e compressão. A codificação do áudio é feita por algoritmos específicos chamados codecs (codificador-decodificador), que definem como o sinal de voz será digitalizado e comprimido para ocupar menos banda. Os codecs mais comuns em VoIP são o G.711 (padrão PCM, que amostra 8.000 vezes por segundo com 8 bits por amostra, gerando 64 kbps), o G.723.1 (que comprime blocos de 240 amostras para taxas de 5,3 ou 6,4 kbps) e o G.729 (que opera a 8 kbps). Esses codecs são definidos pela ITU-T e são essenciais para o funcionamento do VoIP, pois permitem equilibrar qualidade de áudio e consumo de banda.

A técnica Manchester diferencial, por sua vez, é um método de codificação de linha utilizado na camada física de redes Ethernet. Ela garante a sincronização entre transmissor e receptor, codificando os bits de forma que haja sempre uma transição no meio do intervalo de cada bit. Essa técnica não tem relação com a codificação de áudio — ela é usada para transmitir os bits já codificados pelo codec através do meio físico (cabo, fibra). Em outras palavras, o codec define o conteúdo digital do áudio; a codificação Manchester define como esses bits são representados eletricamente no cabo.

A confusão entre essas duas camadas é uma pegadinha clássica em provas de redes: a banca mistura um conceito da camada física (codificação de linha) com um conceito da camada de aplicação (codec de áudio). O candidato que não domina a distinção entre "codificação de áudio" e "codificação de linha" tende a aceitar a afirmação como correta, mas elas são completamente independentes. O áudio em VoIP é codificado por codecs de voz, e a técnica Manchester diferencial é apenas um dos métodos de codificação de linha usados na transmissão física dos dados.

Para fixar: a codificação de áudio em VoIP é responsabilidade dos codecs (G.711, G.723.1, G.729), que operam na camada de aplicação; a codificação Manchester diferencial é um esquema de codificação de linha da camada física, usado em Ethernet para sincronizar a transmissão de bits. São conceitos de camadas distintas que não se misturam. É exatamente essa distinção que a questão explora: a banca troca o codec de áudio pela técnica de codificação de linha.

VoIP: codificação de áudio
  • 1Codecs de voz (camada de aplicação)
    • G.711 (PCM, 64 kbps)
    • G.723.1 (5,3/6,4 kbps)
    • G.729 (8 kbps)
  • 2Manchester diferencial (camada física)
    • Codificação de linha Ethernet
    • Sincronização de bits no meio físico
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa E — ❌ Errada ⟵ GABARITO

A afirmação está errada porque o áudio em VoIP é codificado por codecs de voz (como G.711, G.723.1, G.729), e não pela técnica Manchester diferencial. A Manchester diferencial é um esquema de codificação de linha usado na camada física de redes Ethernet, responsável por representar os bits no meio físico com transições que garantem sincronização — não tem relação com a codificação do áudio. A banca mistura conceitos de camadas diferentes: codificação de áudio (camada de aplicação) com codificação de linha (camada física).

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o codec de áudio (G.711, G.723.1, G.729) pela técnica Manchester diferencial, que é um esquema de codificação de linha da camada física Ethernet. O candidato que não distingue "codificação de áudio" de "codificação de linha" cai na armadilha. Lembre-se: codec = camada de aplicação; Manchester = camada física.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de VoIP, memorize os codecs de áudio mais cobrados (G.711, G.723.1, G.729) e associe a Manchester diferencial exclusivamente à camada física de Ethernet. Quando a questão falar em "codificação de áudio", pense em codecs; quando falar em "codificação de linha", pense em Manchester, NRZ, 4B/5B etc.

Gabarito: letra E (ERRADO).

Link permanente: /questoes/ce417970