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Questão de Redes de Computadores — VOIP, H.323, SIP, RTP, SCTP, etc. — CESPE / CEBRASPE 2025

Redes de ComputadoresVOIP, H.323, SIP, RTP, SCTP, etc.
Código
ce417971
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC DF
Ano
2025
Cargo
GAAPC ( )
No que se refere a noções de telefonia digital, VoIP e videoconferência, julgue o item a seguir.   Sistemas de telefonia VoIP necessitam de técnicas de criptografia de chaves assimétricas para a garantia de integridade, privacidade e autenticidade.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

VoIP e criptografia: o que a segurança realmente exige

Gabarito: ✅ ERRADO. Sistemas de telefonia VoIP não necessitam, de forma obrigatória, de criptografia de chaves assimétricas para garantir integridade, privacidade e autenticidade — esses objetivos podem ser alcançados com criptografia simétrica, funções hash e outros mecanismos. A afirmativa erra ao tornar a criptografia assimétrica um requisito indispensável, quando na prática ela é apenas uma das ferramentas possíveis, e nem sempre a mais adequada para o tráfego de mídia em tempo real.

A criptografia assimétrica, também chamada de criptografia de chave pública, utiliza um par de chaves matematicamente relacionadas: uma pública, que pode ser amplamente divulgada, e uma privada, que deve ser mantida em segredo. O que se cifra com uma chave só pode ser decifrado com a outra. Esse modelo resolve elegantemente o problema da distribuição de chaves — não é preciso combinar um segredo comum previamente — e é a base de protocolos como o TLS/SSL, usado para proteger o estabelecimento de sessões seguras.

No entanto, a criptografia assimétrica é computacionalmente cara e lenta, especialmente quando comparada à criptografia simétrica. Em aplicações de tempo real, como VoIP e videoconferência, onde a latência e o throughput são críticos, o uso de criptografia assimétrica para cifrar todo o fluxo de mídia seria impraticável. Por isso, a prática comum é usar criptografia assimétrica apenas na fase de negociação e troca de chaves (por exemplo, no handshake do TLS), e então estabelecer uma chave de sessão simétrica (como AES) para cifrar os dados de voz e vídeo. Essa combinação é conhecida como criptografia híbrida.

A afirmativa também confunde os papéis das diferentes técnicas de segurança. A integridade é tipicamente garantida por funções hash (como SHA-256) ou por códigos de autenticação de mensagem (MAC), que podem ser baseados em chaves simétricas. A autenticidade pode ser provida por assinaturas digitais (que usam criptografia assimétrica) ou por chaves simétricas compartilhadas. A privacidade (confidencialidade) é alcançada pela cifragem, que pode ser simétrica ou assimétrica. Portanto, não há uma necessidade intrínseca de criptografia assimétrica para atingir esses três objetivos — eles podem ser alcançados com uma combinação de técnicas, muitas vezes mais eficientes.

Na prática, protocolos de VoIP como o SIP e o H.323 suportam criptografia, mas não a exigem como obrigatória. O SIP, por exemplo, pode ser protegido por TLS (que usa criptografia assimétrica para o handshake e simétrica para a sessão), mas também pode operar sem criptografia, dependendo da configuração. O transporte de mídia RTP pode ser protegido pelo SRTP (Secure RTP), que usa chaves simétricas. A afirmativa, ao afirmar que os sistemas "necessitam" de criptografia assimétrica, é uma generalização indevida.

A pegadinha da banca está em transformar uma técnica específica (criptografia assimétrica) em um requisito universal. O candidato que sabe que VoIP precisa de segurança pode ser levado a concordar, mas a questão exige distinguir entre "usar criptografia" (que é recomendável) e "necessitar de criptografia assimétrica" (que é falso).

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o conceito genérico de "criptografia" por uma técnica específica (assimétrica). O aluno que sabe que VoIP precisa de segurança concorda automaticamente, mas a afirmativa é específica demais: a segurança pode ser obtida com criptografia simétrica, que é mais eficiente para tráfego em tempo real. A criptografia assimétrica é usada principalmente para troca de chaves, não para cifrar todo o fluxo de mídia.

1Objetivos
Privacidade (cifragem)
Integridade (hash/MAC)
Autenticidade (assinatura/chave)
2Criptografia assimétrica
Par de chaves (pública/privada)
Uso: troca de chaves (handshake TLS)
Cara e lenta p/ tempo real
3Criptografia simétrica
Chave única compartilhada
Uso: fluxo de mídia (SRTP/AES)
Eficiente p/ voz/vídeo
4Modelo híbrido
Assimétrica na negociação
Simétrica na sessão
Segurança em VoIP
LEVELsoulevel.com.br
Segurança em VoIP: Objetivos (Privacidade (cifragem), Integridade (hash/MAC), Autenticidade (assinatura/chave)); Criptografia assimétrica (Par de chaves (pública/privada), Uso: troca de chaves (handshake TLS), Cara e lenta p/ tempo real); Criptografia simétrica (Chave única compartilhada, Uso: fluxo de mídia (SRTP/AES), Eficiente p/ voz/vídeo); Modelo híbrido (Assimétrica na negociação, Simétrica na sessão)

Item — ❌ ERRADO

A afirmativa está incorreta porque impõe a criptografia assimétrica como necessidade obrigatória. Na prática, a segurança em VoIP é implementada com uma combinação de técnicas: criptografia simétrica para o fluxo de mídia (ex.: SRTP com AES), criptografia assimétrica para o estabelecimento de chaves (ex.: TLS no SIP), e funções hash para integridade. A afirmativa também erra ao sugerir que uma única técnica (assimétrica) é suficiente para garantir os três objetivos (integridade, privacidade e autenticidade), quando na verdade cada objetivo é tipicamente alcançado por um mecanismo diferente.

Gabarito: ✅ ERRADO.

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