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Questão de Redes de Computadores — Cloud Computing (Computação em Nuvem) — CESPE / CEBRASPE 2025

Redes de ComputadoresCloud Computing (Computação em Nuvem)
Código
ce417982
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRF 6
Ano
2025
Cargo
AJ TRF6
Julgue o item a seguir relativo a fundamentos e características de computação em nuvem.   Na computação em nuvem, a rápida elasticidade permite que os recursos alocados possam ser facilmente aumentados ou diminuídos, mas essa flexibilidade acarreta maiores custos para os usuários, pois o provedor deve sempre manter recursos disponíveis.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Computação em nuvem: rápida elasticidade e custos

Gabarito: letra E (ERRADO). A rápida elasticidade é uma característica essencial da computação em nuvem que permite aumentar ou diminuir recursos sob demanda, mas a afirmação de que essa flexibilidade acarreta maiores custos porque o provedor deve sempre manter recursos disponíveis está incorreta. Na verdade, a elasticidade é justamente o mecanismo que permite ao usuário pagar apenas pelos recursos efetivamente utilizados, reduzindo custos com ociosidade — o que o provedor mantém disponível é a capacidade de provisionar recursos rapidamente, não recursos ociosos alocados permanentemente.

A computação em nuvem, conforme definida pelo NIST (National Institute of Standards and Technology), é um modelo que permite acesso conveniente e sob demanda a um conjunto de recursos computacionais configuráveis que podem ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gestão. Entre as cinco características essenciais desse modelo estão o autosserviço sob demanda, o amplo acesso à rede, o pool de recursos, a medição de serviço e a rápida elasticidade. É justamente essa última característica que distingue a nuvem de ambientes tradicionais: a capacidade de escalar horizontalmente (adicionar ou remover instâncias) e verticalmente (aumentar ou diminuir capacidade de uma instância) de forma quase instantânea e automatizada.

O ponto central da questão é entender o modelo de custos da nuvem. Diferentemente de um datacenter tradicional, onde a empresa precisa dimensionar a infraestrutura para o pico de demanda (gerando ociosidade nos períodos de baixa), na nuvem o usuário paga pelo que consome — modelo pay-as-you-go. A elasticidade permite que os recursos acompanhem a demanda em tempo real: se um site tem pico de acessos às 20h, a nuvem provisiona mais instâncias nesse horário e as libera quando o tráfego cai. O usuário só paga pelo tempo em que os recursos estiveram ativos. Portanto, a elasticidade não acarreta maiores custos; pelo contrário, ela é uma das principais fontes de economia, pois elimina o desperdício de recursos ociosos.

A pegadinha da banca está em inverter a lógica do modelo de custos. O enunciado sugere que a flexibilidade gera custo extra porque o provedor "sempre mantém recursos disponíveis". Isso confunde dois conceitos distintos: (1) a disponibilidade de capacidade de provisionamento no provedor (que é um custo do provedor, diluído entre todos os clientes, e não repassado como custo adicional pela elasticidade) e (2) a alocação efetiva de recursos para um cliente específico (que é o que gera cobrança). O provedor mantém um pool de recursos compartilhados, mas o cliente só paga pelos recursos que efetivamente utiliza. A elasticidade, na verdade, é uma vantagem competitiva da nuvem que reduz custos ao evitar superdimensionamento e subutilização.

Para fixar: a rápida elasticidade é uma característica que permite escalar recursos sob demanda, e o modelo de cobrança da nuvem é baseado no consumo efetivo. A afirmação de que a elasticidade acarreta maiores custos é uma inversão do benefício real dessa característica. O que a banca explora aqui é a confusão entre o custo do provedor em manter infraestrutura disponível (que é diluído e não é cobrado como taxa extra pela elasticidade) e o custo do usuário pelos recursos alocados (que é reduzido justamente pela elasticidade).

1O que é
Escala sob demanda
Horizontal (instâncias)
Vertical (capacidade)
2Modelo de custo
Pay-as-you-go (consumo efetivo)
Evita ociosidade
Reduz superdimensionamento
3Confusão da banca
Pool do provedor ≠ alocação do cliente
Custo extra pela elasticidade
Rápida elasticidade (nuvem)
LEVELsoulevel.com.br
Rápida elasticidade (nuvem): O que é (Escala sob demanda, Horizontal (instâncias), Vertical (capacidade)); Modelo de custo (Pay-as-you-go (consumo efetivo), Evita ociosidade, Reduz superdimensionamento); Confusão da banca (Pool do provedor ≠ alocação do cliente, Custo extra pela elasticidade)

Item — ❌ ERRADO

A afirmação está incorreta porque inverte a relação entre elasticidade e custos. A rápida elasticidade permite que os recursos sejam aumentados ou diminuídos conforme a demanda, e o modelo de cobrança da nuvem é baseado no consumo efetivo (pay-as-you-go). O usuário paga apenas pelos recursos que utiliza, e a elasticidade é justamente o mecanismo que evita o desperdício de recursos ociosos, reduzindo custos. O provedor mantém um pool de recursos compartilhados para atender à demanda de todos os clientes, mas isso não se traduz em custo adicional para o usuário pela elasticidade — pelo contrário, a elasticidade é uma das principais fontes de economia na nuvem.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a lógica do modelo de custos da nuvem. O candidato pode pensar que "manter recursos disponíveis" gera custo extra, mas na nuvem o usuário paga pelo consumo efetivo, não pela capacidade ociosa do provedor. A elasticidade reduz custos ao eliminar o superdimensionamento — é exatamente o oposto do que a afirmação sugere.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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