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Questão de Redes de Computadores — Tópicos Mesclados de Principais Protocolos de Redes — CESPE / CEBRASPE 2025

Redes de ComputadoresTópicos Mesclados de Principais Protocolos de Redes
Código
ce418035
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Ana ( )
A respeito de redes de computadores, julgue o item a seguir.   No algoritmo de vetor de distâncias, cada nó recebe alguma informação de um ou mais vizinhos diretamente ligados a ele e, em seguida, distribui os resultados de seus cálculos para seus vizinhos, sendo, assim, considerado um algoritmo distribuído.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Algoritmo de Vetor de Distâncias (DV)

Gabarito: ✅ CERTO. A afirmação está correta porque o algoritmo de vetor de distâncias (Distance Vector) é, por definição, um algoritmo distribuído e assíncrono: cada nó troca informações apenas com seus vizinhos diretamente conectados, recalcula suas tabelas de distância com base nessas informações e repassa os resultados para os vizinhos, sem necessidade de uma visão global da rede. Essa é a essência do algoritmo de Bellman-Ford, que fundamenta protocolos como o RIP.

O algoritmo de vetor de distâncias é um dos dois grandes paradigmas de roteamento dinâmico, ao lado do estado de enlace. A ideia central é que cada roteador mantém uma tabela (um vetor) com a melhor distância conhecida até cada destino da rede. Essa tabela é construída e atualizada de forma distribuída: cada nó conhece apenas o custo dos enlaces para seus vizinhos imediatos e, a partir daí, troca seus vetores de distância com eles. Ao receber o vetor de um vizinho, o nó recalcula suas próprias estimativas usando a equação de Bellman-Ford: para cada destino, ele soma o custo do enlace até o vizinho com a distância que o vizinho informa até o destino, e escolhe o menor valor entre todos os vizinhos.

Esse processo é iterativo e assíncrono. Após a inicialização, cada nó envia seu vetor de distâncias para todos os seus vizinhos. Quando um nó recebe uma atualização, ele verifica se sua própria tabela mudou; se mudou, ele envia uma nova atualização para seus vizinhos. O processo continua até que nenhuma mensagem de atualização seja enviada, momento em que o algoritmo converge e entra em estado de inatividade. A natureza distribuída é exatamente o que o enunciado descreve: cada nó recebe informações de vizinhos diretamente ligados, calcula seus resultados e os distribui para os vizinhos. Não há um controlador central que conheça a topologia inteira — cada nó age com base apenas na informação local que recebe.

Um exemplo concreto: considere uma rede com três nós, x, y e z, onde os custos dos enlaces são c(x,y)=2, c(x,z)=7 e c(y,z)=1. Inicialmente, x conhece apenas as distâncias até seus vizinhos: Dx = [0, 2, 7]. Ele envia esse vetor para y e z. Ao receber o vetor de y (Dy = [2, 0, 1]), x recalcula sua distância até z: Dx(z) = min{c(x,y) + Dy(z), c(x,z) + Dz(z)} = min{2 + 1, 7 + 0} = 3. Como a estimativa de x para z mudou de 7 para 3, x envia uma nova atualização para seus vizinhos. Esse ciclo de receber, calcular e repassar é a marca registrada do algoritmo distribuído.

A distinção que importa é contra o algoritmo de estado de enlace (link-state), usado pelo OSPF. No estado de enlace, cada roteador precisa conhecer a topologia completa da rede (através de flooding de informações de estado de enlace) e então calcula o caminho mais curto localmente, usando o algoritmo de Dijkstra. Já no vetor de distâncias, o roteador não conhece a topologia; ele apenas sabe "a distância até o destino segundo meu vizinho". Essa diferença fundamental explica por que o DV é considerado distribuído por natureza, enquanto o link-state, embora também seja distribuído na coleta de informações, tem uma fase de disseminação global.

A pegadinha que a banca poderia explorar é confundir o vetor de distâncias com o estado de enlace, ou afirmar que o DV requer conhecimento global da rede. Aqui, o enunciado descreve precisamente o funcionamento do DV: troca de informações apenas com vizinhos diretos e distribuição dos resultados. Não há nenhum erro na afirmação.

Guarde a fronteira entre os dois algoritmos: vetor de distâncias = cada nó só conversa com vizinhos e repassa o que aprendeu (distribuído, Bellman-Ford); estado de enlace = cada nó descobre a topologia inteira e calcula o caminho (Dijkstra). É exatamente nessa fronteira que as questões sobre roteamento se dividem.

  1. 1Cada nó recebe vetores dos vizinhos
  2. 2Recalcula distâncias (Bellman-Ford)
  3. 3Se mudou, envia atualização aos vizinhos
  4. 4Converge quando não há mais mudanças
LEVEL · soulevel.com.br

Item — ✅ CERTO

A afirmação está correta porque descreve com precisão o funcionamento do algoritmo de vetor de distâncias. Cada nó, de fato, recebe vetores de distância de seus vizinhos diretamente conectados, recalcula suas próprias estimativas de distância para todos os destinos e, se houver mudança, envia os novos vetores para seus vizinhos. Esse comportamento iterativo e local é o que caracteriza o algoritmo como distribuído — não há uma entidade central que coordene o cálculo; cada nó contribui com uma parte do processamento, usando apenas informações locais. O algoritmo de Bellman-Ford, que é a base do DV, é explicitamente um algoritmo distribuído, e protocolos como o RIP (Routing Information Protocol) o implementam na prática.

Gabarito: ✅ CERTO

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