Pular para o conteúdo principal

Questão de Redes de Computadores — Cloud Computing (Computação em Nuvem) — CESPE / CEBRASPE 2025

Redes de ComputadoresCloud Computing (Computação em Nuvem)
Código
ce418043
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SUSEP
Ano
2025
Cargo
Ana Tec ( )

A respeito dos conceitos de DDD (domain-driven design) e de arquitetura serverless, julgue o item a seguir.


Ao se adicionar um evento como um gatilho HTTP ou de fila à função lambda, o serverless exige que toda a infraestrutura, como endpoints no API gateway, já esteja provisionada.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Arquitetura serverless e provisionamento de infraestrutura

Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque, na arquitetura serverless, a infraestrutura subjacente — incluindo endpoints no API Gateway — é provisionada e gerenciada automaticamente pelo provedor de nuvem, não exigindo provisionamento manual prévio por parte do desenvolvedor. O modelo serverless é justamente caracterizado pela abstração total da infraestrutura, permitindo que o desenvolvedor se concentre apenas no código da função e nos eventos que a acionam.

O conceito central aqui é o de serverless computing (computação sem servidor), um modelo de execução em nuvem no qual o provedor de nuvem aloca dinamicamente os recursos computacionais sob demanda, gerenciando toda a infraestrutura necessária para executar o código. O nome "serverless" não significa que não existem servidores, mas sim que o desenvolvedor não precisa se preocupar com eles: o provedor cuida de provisionamento, escalabilidade, disponibilidade e manutenção. Essa é uma das características essenciais da computação em nuvem, conforme definido pelo NIST (National Institute of Standards and Technology), que destaca o provisionamento rápido e sob demanda de recursos com mínimo esforço de gestão.

Na prática, quando você cria uma função Lambda (no contexto da AWS, o serviço serverless mais conhecido) e adiciona um gatilho HTTP ou de fila, o provedor cria e configura automaticamente os recursos de infraestrutura necessários, como o endpoint no API Gateway. O desenvolvedor não precisa provisionar nada manualmente — ele apenas define a função e o evento que a aciona, e o provedor cuida do resto. Isso contrasta com modelos tradicionais (como IaaS), onde o desenvolvedor precisa provisionar e configurar servidores, balanceadores de carga, etc.

A pegadinha da banca está em inverter a lógica do serverless: ela sugere que o provisionamento é uma exigência do modelo, quando na verdade é uma responsabilidade do provedor. O candidato que não domina o conceito pode cair na armadilha de achar que "serverless" ainda exige algum gerenciamento de infraestrutura, mas a essência do modelo é exatamente a abstração total dela.

Para fixar: no serverless, o desenvolvedor gerencia apenas o código e os eventos; o provedor gerencia toda a infraestrutura. Essa é a fronteira que separa o serverless de outros modelos de computação em nuvem, e é exatamente nela que a questão se apoia.

1Desenvolvedor gerencia
Código
Eventos (gatilhos)
2Provedor gerencia
Provisionamento automático
Endpoints no API Gateway
Escalabilidade
Disponibilidade
3Modelo tradicional (IaaS)
Provisionamento manual
Configuração de servidores
Serverless
LEVELsoulevel.com.br
Serverless: Desenvolvedor gerencia (Código, Eventos (gatilhos)); Provedor gerencia (Provisionamento automático, Endpoints no API Gateway, Escalabilidade, Disponibilidade); Modelo tradicional (IaaS) (Provisionamento manual, Configuração de servidores)

Item — ❌ ERRADO

A afirmação está errada porque inverte a responsabilidade do provisionamento. No serverless, a infraestrutura (como endpoints no API Gateway) é provisionada automaticamente pelo provedor de nuvem quando você adiciona um gatilho à função. O desenvolvedor não precisa provisionar nada manualmente — essa é a essência do modelo serverless: abstrair a infraestrutura para que o foco seja apenas no código e nos eventos.

Se a afirmação fosse verdadeira, o modelo deixaria de ser serverless e se aproximaria de um modelo IaaS, onde o provisionamento de infraestrutura é responsabilidade do usuário. A banca explora exatamente essa confusão entre os modelos de serviço em nuvem.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a responsabilidade do provisionamento: afirma que o serverless exige que a infraestrutura já esteja provisionada, quando na verdade o provedor a provisiona automaticamente. É a inversão clássica entre o que é responsabilidade do desenvolvedor (código e eventos) e o que é do provedor (infraestrutura). Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪.

Gabarito: letra E (ERRADO).

Link permanente: /questoes/ce418043