Questão de Redes de Computadores — Cloud Computing (Computação em Nuvem) — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce418080
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PF
- Ano
- 2025
- Cargo
- E
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO (E). A computação em nuvem, por definição, exige conexão com a Internet (ou, no mínimo, com uma rede que alcance o provedor de serviços), pois os dados e serviços são armazenados e processados em servidores remotos do provedor — e não localmente nos dispositivos dos usuários. A afirmação do enunciado inverte exatamente essa lógica, ao dizer que o acesso ocorre "sem a necessidade de conexão com a Internet" e que os dados ficam "armazenados localmente".
A computação em nuvem (cloud computing) é um modelo que permite acesso conveniente e sob demanda a um conjunto de recursos computacionais configuráveis — como redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços — que podem ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gestão ou interação com o provedor de serviço. Essa é a definição consagrada pelo NIST (National Institute of Standards and Technology), órgão do governo americano que padronizou o conceito e que é a referência teórica mais cobrada em concursos.
O ponto central é que, na nuvem, os recursos estão em infraestrutura do provedor, acessada remotamente. O usuário não mantém os dados nem executa o processamento no seu próprio dispositivo — ele apenas acessa, via rede, o que está hospedado no datacenter do provedor. Por isso, a conexão com a Internet é requisito essencial: é ela que liga o dispositivo do usuário aos servidores remotos. Sem conexão, não há acesso à nuvem (salvo em modelos de nuvem privada on-premises, mas ainda assim o acesso se dá por rede, não por armazenamento local).
As características essenciais da nuvem, segundo o NIST, incluem: autosserviço sob demanda (o usuário provisiona recursos sem interação humana com o provedor), amplo acesso por rede (os recursos são acessíveis pela rede por meio de mecanismos padrão), pooling de recursos (os recursos computacionais do provedor são compartilhados entre múltiplos consumidores), elasticidade rápida (capacidade de escalar para cima e para baixo rapidamente) e serviço medido (uso monitorado e cobrado conforme o consumo). Todas essas características pressupõem a existência de uma rede — tipicamente a Internet — conectando o usuário ao provedor.
A pegadinha da banca está em inverter dois elementos fundamentais: (1) a necessidade de conexão com a Internet e (2) o local de armazenamento dos dados. O candidato que conhece a definição de nuvem percebe imediatamente que a nuvem é o oposto do armazenamento local — é justamente o armazenamento remoto, acessível via rede. A banca tenta confundir o candidato que não domina o conceito, fazendo parecer que a nuvem é uma espécie de "armazenamento local ampliado", quando na verdade é o contrário.
Guarde a fronteira decisiva: nuvem = recursos remotos + acesso via rede (Internet). Armazenamento local = dados no próprio dispositivo, sem depender de rede. É exatamente essa distinção que o item tenta apagar — e é nela que a resposta se apoia.
A afirmação está incorreta por dois motivos, ambos centrais ao conceito de computação em nuvem:
"sem a necessidade de conexão com a Internet" — Falso. A nuvem depende da Internet (ou de rede que alcance o provedor) para que o usuário acesse os recursos remotos. Sem conexão, não há acesso à nuvem. A própria definição do NIST fala em "amplo acesso por rede".
"os dados e serviços são armazenados localmente nos dispositivos dos usuários" — Falso. Na nuvem, os dados e serviços estão armazenados e processados em servidores remotos do provedor, não no dispositivo do usuário. O dispositivo do usuário é apenas o ponto de acesso (cliente) — ele não guarda os dados da nuvem.
O que a banca fez foi inverter a lógica da nuvem: apresentou-a como se fosse armazenamento local sem necessidade de rede, quando a nuvem é exatamente o oposto — armazenamento remoto com acesso via rede. Essa é uma pegadinha clássica de conceito, que testa se o candidato realmente entende o que é cloud computing ou apenas decorou o termo.
A banca inverte os dois pilares da nuvem de uma só vez: diz que não precisa de Internet (quando a Internet é o meio de acesso) e que os dados ficam no dispositivo do usuário (quando ficam no datacenter do provedor). É a clássica troca de "remoto" por "local" e de "depende de rede" por "não depende de rede". Quem sabe a definição do NIST — acesso sob demanda a recursos remotos via rede — enxerga o erro na hora. 💪
Gabarito: ERRADO (E).
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