Questão de Segurança da Informação — Algoritmos de Criptografia — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce418083
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PC DF
- Ano
- 2025
- Cargo
- GAAPC ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. A afirmação descreve com precisão o modelo de criptografia híbrida: a criptografia assimétrica (RSA) é usada para proteger a troca da chave secreta, e, após esse compartilhamento seguro, a criptografia simétrica (AES) é utilizada para proteger a transmissão de grandes volumes de dados, por ser computacionalmente mais eficiente. Essa é a arquitetura empregada em protocolos como TLS/SSL e em sistemas como o PGP.
A criptografia é a técnica de transformar informações legíveis (texto claro) em um formato ilegível (texto cifrado) para que apenas quem possua a chave correta possa revertê-la. Existem duas grandes famílias: a simétrica e a assimétrica. A simétrica usa uma única chave tanto para cifrar quanto para decifrar. Sua grande vantagem é a velocidade: os algoritmos são simples e exigem pouco processamento, sendo ideais para grandes volumes de dados. Sua desvantagem é o problema da distribuição de chaves: como enviar a chave secreta ao destinatário sem que um atacante a intercepte? A assimétrica, por sua vez, usa um par de chaves matematicamente relacionadas: uma pública, que pode ser distribuída livremente, e uma privada, que deve ser mantida em segredo. O que uma cifra, apenas a outra decifra. Ela resolve o problema da distribuição, mas é muito mais lenta e exige alto processamento matemático, tornando-a inviável para grandes volumes de dados.
A solução prática é combinar as duas: usa-se a criptografia assimétrica para proteger a troca da chave simétrica (que é pequena), e, uma vez que ambas as partes possuem a chave simétrica compartilhada, usa-se esta para cifrar os dados em grande volume. Esse é o princípio da criptografia híbrida, que equilibra segurança e desempenho. Por exemplo, no protocolo HTTPS, o servidor envia seu certificado com a chave pública; o cliente gera uma chave de sessão simétrica, cifra-a com a chave pública do servidor e a envia; o servidor a decifra com sua chave privada; a partir daí, toda a comunicação é cifrada com a chave simétrica (AES), que é muito mais rápida.
A banca explora a confusão entre as funções de cada tipo de criptografia. É comum o candidato achar que a assimétrica é usada para tudo, ou que a simétrica resolve o problema da troca de chaves. A chave para acertar é lembrar: assimétrica resolve o problema da distribuição de chaves, mas é lenta; simétrica é rápida, mas precisa de um canal seguro para a troca da chave. A combinação das duas é a solução padrão em sistemas reais.
Guarde essa fronteira: troca de chaves → assimétrica; transmissão de dados em volume → simétrica. É exatamente nessa divisão que o item se sustenta.
O item descreve corretamente o modelo híbrido de criptografia. A primeira parte afirma que a criptografia assimétrica (RSA) pode ser usada para proteger a troca de uma chave secreta — isso é exatamente o que ela faz, resolvendo o problema da distribuição de chaves sem necessidade de canal seguro. A segunda parte afirma que, após o compartilhamento seguro, um algoritmo simétrico (AES) pode ser usado para proteger a transmissão de grandes volumes de dados, devido à sua maior eficiência — isso também é correto, pois a criptografia simétrica é significativamente mais rápida e menos custosa computacionalmente que a assimétrica. A afirmação está tecnicamente precisa e reflete a prática padrão em protocolos como TLS/SSL.
Para questões de criptografia, monte um mapa mental rápido: simétrica = uma chave, rápida, problema de distribuição (AES, DES, 3DES, RC4); assimétrica = par de chaves, lenta, resolve distribuição (RSA, ECC, Diffie-Hellman); hash = mão única, integridade (MD5, SHA). Quando a questão falar em "troca de chaves" ou "distribuição", pense assimétrica; quando falar em "grandes volumes" ou "eficiência", pense simétrica. A combinação das duas é o modelo híbrido.
Gabarito: ✅ CERTO.
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