Questão de Segurança da Informação — Algoritmos de Criptografia — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce418124
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TRF 6
- Ano
- 2025
- Cargo
- TJ TRF6
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. A afirmação inverte a lógica da criptografia simétrica: o AES, como todo algoritmo simétrico, usa a mesma chave para cifrar e decifrar, e é justamente essa característica que o torna rápido e eficiente para grandes volumes de dados. O problema do compartilhamento de chaves é uma característica geral da criptografia simétrica, não uma exclusividade do AES, e não o torna impraticável em alta escala — na prática, ele é o padrão mais usado no mundo (ex.: HTTPS, discos criptografados).
A criptografia simétrica é a técnica em que uma única chave secreta é usada tanto para cifrar quanto para decifrar a mensagem. É como uma fechadura com uma única chave: quem tem a chave abre e fecha. Essa simplicidade traz uma enorme vantagem de desempenho: os algoritmos simétricos são extremamente rápidos e exigem pouco processamento, sendo ideais para criptografar grandes volumes de dados, como bancos de dados, discos rígidos e streaming de vídeo.
O ponto fraco da criptografia simétrica é o problema da distribuição de chaves: como enviar a chave secreta ao destinatário sem que um invasor a intercepte no caminho? Esse desafio é inerente a todos os algoritmos simétricos (AES, DES, 3DES, RC4, Blowfish, IDEA), não é uma peculiaridade do AES. A solução clássica para esse problema é usar a criptografia assimétrica (como RSA ou Diffie-Hellman) para fazer a troca inicial da chave simétrica de forma segura, e depois usar o AES para a comunicação em si.
A criptografia assimétrica, por outro lado, usa um par de chaves matematicamente relacionadas: uma pública (que pode ser distribuída abertamente) e uma privada (que deve ser mantida em segredo). O que uma cifra, só a outra decifra. Ela resolve o problema da distribuição de chaves, mas é muito mais lenta e pesada computacionalmente, sendo inviável para grandes volumes de dados. Por isso, na prática, os sistemas usam uma combinação: a assimétrica para trocar a chave simétrica e a simétrica (como o AES) para a comunicação em si.
A banca explora exatamente a confusão entre as duas famílias de criptografia. A afirmação tenta atribuir ao AES uma característica que é, na verdade, uma vantagem da criptografia simétrica (a eficiência) e transformar o problema geral da distribuição de chaves em uma "exclusividade" que o tornaria impraticável — o que é falso, pois o AES é o algoritmo simétrico mais utilizado no mundo justamente por sua eficiência e segurança.
A banca inverte o papel das criptografias. Ela pega a desvantagem da simétrica (distribuição de chaves) e a apresenta como se fosse uma exclusividade do AES que o tornaria impraticável. Na verdade, essa é uma característica de todos os algoritmos simétricos, e o AES é o mais usado justamente por ser rápido e eficiente. O candidato que confunde as famílias cai na armadilha.
A afirmação está errada porque o AES não exige o constante compartilhamento de chaves de forma diferente dos outros algoritmos simétricos. Ele usa a mesma chave para cifrar e decifrar, como todos os simétricos, e o problema da distribuição de chaves é resolvido com o uso de criptografia assimétrica para a troca inicial. Além disso, o AES é extremamente eficiente e amplamente usado em sistemas distribuídos e de alta escala (como HTTPS, VPNs e criptografia de disco), sendo impraticável apenas se mal implementado, não por sua natureza.
Gabarito: E (Errado).
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