Questão de Segurança da Informação — Esteganografia — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce418210
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PF
- Ano
- 2025
- Cargo
- PCF
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. A afirmação está incorreta: a esteganografia é a técnica de ocultar informações dentro de outros arquivos (imagens, áudios, vídeos, textos), de modo que a própria existência da mensagem passe despercebida — e não um mecanismo para alterar a assinatura digital de arquivos. A assinatura digital, por sua vez, é um mecanismo criptográfico que garante autenticidade, integridade e não repúdio de uma mensagem ou documento, e não tem relação com ocultação de dados. São conceitos de naturezas completamente distintas, e é exatamente essa confusão que a banca explora.
A esteganografia vem do grego steganós (oculto) + graphia (escrita), ou seja, "escrita oculta". Seu objetivo central é esconder a existência da comunicação: a mensagem secreta é embutida em um arquivo "capa" (portador) de forma que um observador desavisado não perceba que há algo oculto. Um exemplo clássico é alterar o bit menos significativo (LSB) de cada pixel de uma imagem para codificar uma mensagem — a mudança é tão sutil que o olho humano não a detecta. Enquanto a criptografia protege o conteúdo da mensagem (tornando-a ininteligível), a esteganografia protege a existência da mensagem (tornando-a invisível).
A assinatura digital, por outro lado, é um mecanismo da criptografia assimétrica que utiliza um par de chaves (pública e privada) para garantir a autoria e a integridade de um documento. O remetente cifra um resumo (hash) da mensagem com sua chave privada; qualquer pessoa pode verificar a assinatura usando a chave pública do remetente. Se o documento for alterado após a assinatura, a verificação falha. Esse mecanismo garante o não repúdio — o remetente não pode negar ter assinado o documento. A assinatura digital não oculta nada; ela é um selo de autenticidade anexado ao documento.
Na prática forense, a esteganografia é uma técnica antiforense: criminosos a utilizam para esconder evidências (mensagens, arquivos, malware) dentro de outros arquivos, dificultando a detecção pelo perito. O perito, por sua vez, precisa detectar o uso de esteganografia e extrair os dados ocultos — jamais a utiliza para alterar assinaturas digitais. Alterar uma assinatura digital seria uma ação de falsificação, não uma técnica de ocultação. A confusão entre os dois conceitos é a pegadinha central desta questão.
A distinção fundamental que separa os dois institutos é: esteganografia oculta a existência da informação; assinatura digital garante autenticidade e integridade. Guarde essa fronteira — é exatamente nela que esta questão se decide.
A afirmação de que "os peritos usam técnicas de esteganografia para realizar a alteração da assinatura digital de arquivos" é falsa por dois motivos:
A esteganografia não altera assinaturas digitais — ela oculta informações dentro de arquivos. A finalidade da esteganografia é esconder a existência de uma mensagem, não modificar mecanismos de autenticação.
A assinatura digital não é um objeto que se "altera" por esteganografia — ela é um mecanismo criptográfico de autenticidade e integridade. Alterar uma assinatura digital seria uma falsificação, não uma técnica de ocultação.
Na informática forense, o papel do perito em relação à esteganografia é detectar e extrair dados ocultos, não alterar assinaturas. A esteganografia é uma técnica antiforense usada por criminosos para esconder evidências; o perito a combate, não a utiliza para adulterar documentos.
A banca mistura dois conceitos de segurança da informação que o candidato desatento pode confundir: esteganografia (ocultar a existência da informação) e assinatura digital (garantir autenticidade e integridade). A armadilha está em sugerir que uma técnica serve para "alterar" a outra — quando, na verdade, são finalidades opostas: uma esconde, a outra autentica. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
Gabarito: letra E (ERRADO).
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