Questão de Segurança da Informação — Computação Forense — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce418226
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PF
- Ano
- 2025
- Cargo
- PCF
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. A afirmação está incorreta porque os metadados EXIF (Exchangeable Image File Format) são armazenados dentro do próprio arquivo de imagem (como JPEG, TIFF), e não em arquivos separados do arquivo original. O EXIF é um padrão que incorpora informações como data/hora da captura, modelo da câmera, configurações de exposição e até coordenadas GPS diretamente no cabeçalho do arquivo de imagem, o que é fundamental para a análise forense de dispositivos móveis.
Os metadados EXIF são um dos tipos mais relevantes de metadados na computação forense, especialmente em investigações de crimes financeiros envolvendo fotografias ou documentos digitalizados. Quando um aparelho celular é apreendido, o perito pode extrair informações valiosas desses metadados para estabelecer a autoria, a localização e a cronologia dos fatos. A confusão que a banca explora aqui é a distinção entre metadados embutidos (como EXIF, que ficam dentro do arquivo) e metadados externos (como os do sistema de arquivos, que ficam em estruturas separadas, como o MFT do NTFS ou o inode do ext4).
Na prática, quando você tira uma foto com um smartphone, o dispositivo grava os dados EXIF no próprio arquivo JPEG, em uma estrutura de dados específica chamada APP1. Essa estrutura contém tags que descrevem as condições da captura. Por exemplo, um perito pode abrir uma imagem apreendida e verificar que ela foi tirada em 15/03/2025 às 14h32, com um iPhone 15, e com coordenadas GPS próximas à agência bancária investigada. Esses dados são lidos diretamente do arquivo, sem necessidade de arquivos auxiliares.
A pegadinha desta questão está em generalizar o conceito de metadados. Embora existam metadados que ficam em arquivos separados (como os metadados de sistema de arquivos, que são armazenados em estruturas próprias do disco), os metadados EXIF especificamente são embutidos no arquivo de imagem. A banca tenta fazer o candidato confundir os dois tipos, mas a característica distintiva do EXIF é justamente sua incorporação ao arquivo original.
A banca explora a confusão entre metadados embutidos (EXIF, que ficam dentro do arquivo de imagem) e metadados externos (como os do sistema de arquivos, que ficam em estruturas separadas do disco). O EXIF é sempre incorporado ao próprio arquivo — é isso que o torna tão valioso na perícia, pois viaja junto com a imagem.
A afirmação de que "metadados EXIF são encontrados em arquivos separados do arquivo original analisado" é falsa. O padrão EXIF define que os metadados são gravados dentro do próprio arquivo de imagem, em um cabeçalho específico. Essa é uma característica essencial do formato: ao copiar ou mover a imagem, os metadados acompanham o arquivo. Se os metadados EXIF estivessem em arquivos separados, eles se perderiam facilmente e não teriam a utilidade forense que têm. O que pode estar em arquivos separados são outros tipos de metadados, como os do sistema de arquivos (data de criação, modificação, acesso) ou os de aplicativos (como o banco de dados do WhatsApp), mas não o EXIF.
Gabarito: letra E (Errado).
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