Questão de Segurança da Informação — Questões Mescladas de Autenticação e Controle de Acesso — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce418232
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PF
- Ano
- 2025
- Cargo
- E
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. A afirmação está incorreta: em sistemas biométricos de alta segurança, o controle do FPIR (taxa de falsos positivos) é mais relevante que o do FNIR, pois aceitar um impostor (falso positivo) representa risco maior do que rejeitar um usuário legítimo (falso negativo). O item inverte a prioridade entre as duas métricas.
Os testes de acurácia do NIST (National Institute of Standards and Technology) avaliam o desempenho de sistemas biométricos por meio de duas taxas de erro fundamentais. O FPIR (False Positive Identification Rate) mede a proporção de vezes em que o sistema associa um indivíduo a uma identidade que não é dele — ou seja, aceita um impostor. Já o FNIR (False Negative Identification Rate) mede a proporção de vezes em que o sistema falha ao identificar alguém que está registrado — ou seja, rejeita um usuário legítimo.
A lógica de segurança em sistemas de alta segurança (como controle de acesso a áreas restritas, dados sensíveis ou operações críticas) prioriza a prevenção de acessos não autorizados. Um falso positivo significa que um impostor conseguiu acesso indevido, o que pode comprometer diretamente a confidencialidade e a integridade das informações protegidas. Por outro lado, um falso negativo apenas causa inconveniência ao usuário legítimo, que pode tentar novamente ou passar por um processo de verificação alternativo.
A distinção entre as duas taxas é análoga à diferença entre os erros de um classificador binário: o falso positivo é o "erro de aceitação" (aceitar quem não deveria), enquanto o falso negativo é o "erro de rejeição" (rejeitar quem deveria ser aceito). Em contextos de alta segurança, o custo do erro de aceitação é muito maior, pois representa uma violação de segurança real, enquanto o erro de rejeição é apenas um incômodo operacional.
A pegadinha da banca está em inverter a relevância das duas métricas. O candidato pode ser levado a pensar que rejeitar um usuário legítimo é mais grave por "prejudicar o usuário", mas a prioridade em sistemas de alta segurança é sempre evitar o acesso indevido. O FPIR é a métrica crítica, pois um falso positivo compromete a segurança do sistema como um todo.
A banca inverte a prioridade entre FPIR e FNIR. Em sistemas de alta segurança, o foco é impedir acessos não autorizados — portanto, o FPIR (aceitar um impostor) é mais crítico que o FNIR (rejeitar um usuário legítimo). O falso positivo representa uma violação de segurança real, enquanto o falso negativo é apenas um inconveniente operacional.
Critério | FPIR (Falso Positivo) | FNIR (Falso Negativo) |
|---|---|---|
O que ocorre | Aceita um impostor (identidade incorreta) | Rejeita um usuário legítimo (identidade correta) |
Tipo de erro | Erro de aceitação | Erro de rejeição |
Risco em alta segurança | Alto — violação real de segurança (acesso indevido) | Baixo — inconveniente operacional (pode tentar novamente) |
Prioridade em alta segurança | Crítica (deve ser controlado prioritariamente) | Secundária (menos relevante) |
A afirmação está incorreta porque inverte a relevância das métricas. Em sistemas biométricos de alta segurança, o controle do FPIR é mais relevante que o do FNIR, pois aceitar um impostor (falso positivo) acarreta maior risco que rejeitar um usuário legítimo (falso negativo). O falso positivo compromete diretamente a segurança do sistema, permitindo acesso não autorizado a dados ou áreas protegidas, enquanto o falso negativo apenas causa transtorno ao usuário legítimo, que pode tentar novamente ou passar por verificação alternativa.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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