Questão de Segurança da Informação — Questões Mescladas de Autenticação e Controle de Acesso — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce418233
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PF
- Ano
- 2025
- Cargo
- E
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. A afirmação está correta: o FPIR (False Positive Identification Rate) é diretamente influenciado pelo limiar de decisão, e um limiar mal ajustado pode aumentar a taxa de falsos positivos, comprometendo a segurança ao aceitar usuários não autorizados. O conceito está alinhado com a definição de FPIR como a taxa de falsos positivos, que associa um indivíduo a uma identidade que não é dele.
O FPIR e o FNIR são métricas utilizadas para avaliar a acurácia de sistemas biométricos, conforme os testes do NIST (National Institute of Standards and Technology). O FPIR mede a proporção de tentativas em que o sistema aceita incorretamente um usuário não autorizado (falso positivo), enquanto o FNIR mede a proporção de tentativas em que o sistema rejeita incorretamente um usuário autorizado (falso negativo). Essas métricas são fundamentais para calibrar o equilíbrio entre segurança e usabilidade.
O limiar de decisão é o ponto de corte que determina se uma tentativa de autenticação é aceita ou rejeitada, com base na similaridade entre a amostra biométrica apresentada e o template armazenado. Se o limiar for muito permissivo (baixo), o sistema aceitará mais tentativas, aumentando o FPIR e, consequentemente, o risco de aceitar usuários não autorizados. Se o limiar for muito restritivo (alto), o sistema rejeitará mais tentativas, aumentando o FNIR e prejudicando a experiência de usuários legítimos. Portanto, o ajuste do limiar é um trade-off direto entre FPIR e FNIR.
Na prática, um sistema biométrico com limiar mal ajustado pode, por exemplo, permitir que uma pessoa não cadastrada acesse um cofre ou um sistema corporativo, pois sua impressão digital ou reconhecimento facial seria erroneamente aceito como correspondente a um usuário autorizado. Isso representa uma falha grave de segurança, pois compromete a confidencialidade e a integridade dos dados protegidos.
A banca explora a relação entre o limiar de decisão e as taxas de erro, que é um conceito central em sistemas biométricos. A pegadinha está em confundir FPIR com FNIR: enquanto o FPIR está associado à aceitação indevida (insegurança), o FNIR está associado à rejeição indevida (indisponibilidade). O enunciado corretamente vincula o FPIR à aceitação de usuários não autorizados, o que é exatamente o efeito de um limiar mal ajustado para baixo.
A banca pode tentar inverter os conceitos: FPIR (falso positivo) é aceitar quem não deveria, enquanto FNIR (falso negativo) é rejeitar quem deveria ser aceito. Aqui, o enunciado acerta ao associar FPIR à aceitação de não autorizados — mas fique atento, pois em outras questões a troca desses termos é uma armadilha clássica.
A afirmação está correta porque o FPIR é diretamente influenciado pelo limiar de decisão. Um limiar mal ajustado, especialmente se for muito baixo, aumenta a taxa de falsos positivos, fazendo com que usuários não autorizados sejam aceitos pelo sistema biométrico. Isso compromete a segurança, pois permite acesso indevido a recursos protegidos. O conceito está alinhado com a definição de FPIR como a taxa de falsos positivos, que associa um indivíduo a uma identidade que não é dele.
Gabarito: ✅ CERTO
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