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Questão de Segurança da Informação — Hashes Criptográficos — CESPE / CEBRASPE 2025

Segurança da InformaçãoHashes Criptográficos
Código
ce418234
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE RS
Ano
2025
Cargo
APE (TCE-RS)

Julgue o item subsequente, relativos aos conceitos de confidencialidade e integridade.

 

A confidencialidade é uma propriedade verificável por meio do hash de uma mensagem.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Confidencialidade e integridade: o papel do hash

❌ ERRADO. A confidencialidade não é verificada por meio do hash de uma mensagem; o hash é uma função criptográfica unidirecional que garante a integridade dos dados, pois qualquer alteração na entrada produz um resumo (message digest) diferente. A confidencialidade, por sua vez, é garantida pela criptografia (cifragem), que torna a mensagem ilegível para quem não possui a chave de decifragem. A banca trocou o mecanismo que protege cada propriedade — armadilha clássica.

Para entender a questão, é preciso distinguir os dois conceitos centrais da segurança da informação. A confidencialidade é a propriedade que garante que a informação não será revelada a indivíduos, entidades ou processos não autorizados. Em outras palavras, é o sigilo: somente quem tem autorização (ou a chave correta) consegue ler o conteúdo. A integridade é a propriedade que garante que a informação não foi alterada, ou seja, que o conteúdo permanece exato e completo desde a sua origem até o destino. São propriedades distintas, protegidas por mecanismos diferentes.

O hash (ou função de resumo) é um algoritmo criptográfico que transforma uma entrada de tamanho variável em uma saída de tamanho fixo (o message digest). Suas propriedades fundamentais são: determinismo (mesma entrada gera sempre o mesmo hash), tamanho fixo, resistência a colisões e efeito avalanche (pequenas mudanças na entrada produzem mudanças drásticas no hash). Por isso, o hash é o mecanismo clássico para verificar a integridade: calcula-se o hash da mensagem na origem e no destino; se os valores forem iguais, a mensagem não foi alterada. Se qualquer bit for modificado, o hash será completamente diferente.

A confidencialidade, por outro lado, é alcançada por meio da criptografia — simétrica ou assimétrica. Na criptografia simétrica, a mesma chave cifra e decifra; na assimétrica, cifra-se com a chave pública do destinatário e somente a chave privada correspondente decifra. O objetivo é impedir que terceiros leiam a mensagem, não detectar alterações. Um exemplo prático: se Alice quer enviar uma mensagem secreta a Beto, ela cifra a mensagem com a chave pública de Beto; somente Beto, com sua chave privada, consegue ler. Isso garante confidencialidade. Se Alice quer garantir que a mensagem não foi alterada no caminho, ela calcula o hash da mensagem e o envia junto; Beto recalcula o hash e compara — isso garante integridade.

A confusão entre hash e confidencialidade é um erro recorrente em provas. O hash não esconde o conteúdo da mensagem; ele apenas gera um resumo que permite detectar alterações. A criptografia, sim, esconde o conteúdo. A tabela abaixo resume a distinção:

Propriedade

Mecanismo que garante

O que faz

Confidencialidade

Criptografia (cifragem)

Torna a mensagem ilegível para não autorizados

Integridade

Hash (função de resumo)

Detecta alterações na mensagem

Autenticidade

Assinatura digital (hash + chave privada)

Comprova a origem da mensagem

Não repúdio

Assinatura digital

Impede que o emissor negue a autoria

A pegadinha desta questão está exatamente em associar o hash à confidencialidade. O candidato que sabe que o hash é usado para integridade, mas não tem clareza sobre o que é confidencialidade, pode marcar como certo. Mas a afirmação é falsa: o hash verifica integridade, não confidencialidade. Para garantir confidencialidade, é necessário usar criptografia.

1Confidencialidade
sigilo do conteúdo
garantida por criptografia (cifragem)
2Integridade
conteúdo não alterado
garantida por hash (message digest)
3Autenticidade
comprova a origem
garantida por assinatura digital
4Não repúdio
emissor não nega autoria
garantida por assinatura digital
Propriedades de segurança
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Propriedades de segurança: Confidencialidade (sigilo do conteúdo, garantida por criptografia (cifragem)); Integridade (conteúdo não alterado, garantida por hash (message digest)); Autenticidade (comprova a origem, garantida por assinatura digital); Não repúdio (emissor não nega autoria, garantida por assinatura digital)
NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o mecanismo que garante cada propriedade: o hash é apresentado como se verificasse confidencialidade, quando na verdade ele verifica integridade. Essa inversão é clássica — confidencialidade se garante com criptografia (cifragem), não com hash. Fique atento: se a questão disser que hash garante confidencialidade, está errada; se disser que garante integridade, está certa.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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