Questão de Segurança da Informação — Assinatura Digital — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce418235
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TCE RS
- Ano
- 2025
- Cargo
- APE (TCE-RS)
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. A afirmação está incorreta porque a assinatura digital, embora utilize criptografia assimétrica e garanta a integridade, não se limita a isso: ela também assegura a autenticidade e o não repúdio. Além disso, o tamanho da chave (2.048 bits) é uma característica específica de implementação, não uma definição conceitual da assinatura digital. O erro central está em afirmar que a verificação da integridade é "possibilitada" pela criptografia assimétrica com chave pública de 2.048 bits, quando, na verdade, a integridade é garantida pelo uso de funções hash em conjunto com a criptografia assimétrica, e o tamanho da chave é um detalhe variável.
A assinatura digital é um mecanismo criptográfico que utiliza um par de chaves (pública e privada) para garantir a autenticidade, a integridade e o não repúdio de uma mensagem ou documento. O processo básico envolve: (1) o emissor calcula o hash da mensagem; (2) criptografa esse hash com sua chave privada; (3) envia a mensagem original e o hash criptografado; (4) o receptor descriptografa o hash com a chave pública do emissor e o compara com o hash calculado da mensagem recebida. Se forem iguais, a integridade é confirmada. Esse processo demonstra que a verificação da integridade depende do hash e da criptografia assimétrica, mas não é a criptografia assimétrica isoladamente que a possibilita — é a combinação com a função hash.
A confusão entre os conceitos é comum: a criptografia assimétrica, por si só, garante a confidencialidade quando se usa a chave pública do destinatário para cifrar. Já a assinatura digital usa a chave privada do emissor para cifrar o hash, garantindo autenticidade e não repúdio, e a integridade é verificada por meio do hash. O tamanho da chave (2.048 bits) é uma escolha de implementação para segurança, mas não é um requisito conceitual da assinatura digital — pode haver assinaturas com chaves de outros tamanhos (ex.: 1.024 bits, 3.072 bits, ou curvas elípticas com tamanhos menores).
A banca explora a confusão entre os papéis da criptografia assimétrica e da função hash, além de tentar fazer o candidato aceitar um detalhe técnico (tamanho da chave) como parte da definição. O candidato que sabe que a assinatura digital garante integridade, autenticidade e não repúdio, e que o tamanho da chave é variável, identifica o erro facilmente.
A banca mistura conceitos: a assinatura digital garante integridade, mas a verificação dessa integridade é feita pelo hash, não pela criptografia assimétrica em si. Além disso, o tamanho da chave (2.048 bits) é um detalhe de implementação, não uma definição. O candidato que confunde "criptografia assimétrica" com "assinatura digital" ou aceita o tamanho da chave como parte do conceito cai na armadilha.
A afirmação está errada por dois motivos principais. Primeiro, a verificação da integridade é possibilitada pela função hash, que gera um resumo da mensagem; a criptografia assimétrica é usada para cifrar esse hash com a chave privada do emissor, garantindo autenticidade e não repúdio. Segundo, o tamanho da chave de 2.048 bits é uma característica de implementação, não uma definição conceitual da assinatura digital. A assinatura digital garante integridade, autenticidade e não repúdio, mas não é a criptografia assimétrica isoladamente que possibilita a verificação da integridade — é a combinação com o hash.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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